Juliana Narrando Às vezes é difícil acreditar que existe homem assim. Eu juro que nunca imaginei ser tratada com tanto cuidado, com tanta atenção. Muito menos por um cliente claramente milionário. Eu já me acostumei a ser vista como corpo, como serviço, como tempo contado. Mas com ele, parece diferente. E isso me assusta um pouco. Depois que a gente se perdeu um no outro completamente ficamos deitados alguns minutos, respirando devagar, como se o mundo lá fora não existisse. Meu corpo ainda estava quente, relaxado, satisfeito. Ele pegou o telefone do quarto e pediu comida pra gente, como se fosse a coisa mais natural do mundo. Eu me sentei na cama e falei: — Eu tenho que ir embora. Ele nem hesitou. — Não. Você pode ficar. Sorri, tentando manter o pé no chão. — Minha mãe pode estar

