12 - Sombra

1343 Palavras

Sombra Narrando Entrei em contato com o dono da cafeteria logo cedo. Não gosto de enrolação. Liguei direto, sem rodeio. — Preciso que você demita a Juliana. Do outro lado da linha, silêncio. — Nathan, isso não dá. A menina é correta, nunca deu problema. Dei uma risada curta. — Tu me deve favor pra Carälho. Mais de um. Não esquece disso. Ele suspirou, já entendendo o peso da conversa. — Pelo menos deixa eu fazer direito. — Vai fazer sim — falei firme. — Quero tudo certinho. Direitos pagos, nada de humilhação. Seja cuidadoso. Ele concordou. Não tinha muita escolha. Desliguei sabendo que ia acontecer do jeito que eu mandei. Eu não faço pedido. Eu determino. Voltei pra sala e sentei no tapete com a Gigi. Minha filha tava espalhando brinquedo pra todo lado, contando uma história que

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