Intercedendo pelos desconhecidos nem tão desconhecidos

1581 Palavras
Pov Camila Cabello. Há alguns minutos atrás, pedi por pensamento que Sofi contasse tudo o que tinha acontecido e o porquê dessa bagunça toda. Como estávamos atrás daquele vampiro, o desgraçado simplesmente sumiu, provavelmente percebeu que tinha algo errado quando ninguém apareceu. Quando Sofi ligou para mim na semana passada, informando o ocorrido eu fiquei extremamente curiosa sobre esses lobisomens. Fazia anos que eu não via um bando juntos, porém eu achei estranho um bando de lobisomens vivendo assim tão perto da cidade e nenhum ataque aos humanos, ela não tinha se aprofundado no assunto sobre eles, mas assim que cheguei aqui ainda distante deles senti o cheiro deles pela floresta e não era cheiro de lobisomens e sim cheiro de transmorfos. Fico me perguntando como Sofi não percebeu que eles estavam se transformando fora da lua cheia? Antes que eu aparecesse para todos, bloqueei a mente daqueles que me conheciam para protegê-los de uma vampira leitora de mentes que era intersexual - não me pergunte como ela descobriu -, eu sei porque quando eu disse que Sofi tinha me contado tudo, ela me contou tanto sobre o dom da leitora de mentes como a vidente. Essa eu estou curiosa para conhecer, prever o futuro é um dom fascinante. Agora estava aqui conversando com Naia, tanto eu como ela estávamos morrendo de saudades uma da outra, há séculos que não nos vemos. A saudade que sentia de minha prima e dos meus primos ali presente era imensa, queria correr e pular nos seus braços ou quase isso, mas como ninguém sabia que nós éramos da mesma família não seria agora que iriamos tornar isso em público, ainda mas em frente a esse clã e os transformos. Então manteríamos a aparência e quando estivéssemos a sós falaria em paz com eles. – Veio dar a honra da sua presença nessa batalha? – Perguntou Noah. Olhei para ele por dentro estava alegre, mas mantive o olhar desinteressado. – Perdoe-me pela minha intromissão, mas se não se importarem eu gostaria primeiro de falar com Sofi sobre a discussão presente. – Fique a vontade, Camila. – Noah sorriu angelical. Encarei Sofi como se estivesse desinteressada no assunto, no entanto queria saber o por quê dela não ter percebido que eles não eram lobisomens. – Sofi, se importaria em me contar o que está acontecendo aqui? – Fingi não saber nada. – Estamos discutindo sobre esses lobisomens serem ou não os mesmos lobisomens que mataram os guardas do Estrabão. – Respondeu dando de ombros. – Isso é verdade? – Perguntei espantada, achei que os lobisomens tinham sido extintos, mas pelo visto estão de volta. Tenho que falar com Christopher se ele sabe algo sobre isso, mas se soubesse ele teria me contado. – Uns vampiros da guarda foram mortos por uma matilha de lobisomens há uns anos atrás. – Falou Naia. – Como não fiquei sabendo de nada? – Não gostei de saber que Simon não nos procurou para contar o ocorrido, mas não debateria esse assunto por hora. – Obrigada por compartilhar esse assunto comigo, eu investigarei sobre o caso. – Eu disse. – Ficarei a espera dos resultados. – Falou fria comigo, mas eu sabia que ela não suportava falar assim comigo. “Não se sinta culpada” pensei carinhosa para ela. Ela acenou de leve para ninguém perceber. Virei para Sofi a fim de continuar a conversa. – Então Sofi gostaria de saber sua opinião sobre os lobos. – Falei vendo se ela se tocaria. – Eu não sei. – Seus olhos passaram rapidamente pelos lobos. – Mas esses lobisomens são diferentes, creio que não foram eles que mataram a guarda. – Essa é a sua opinião? – Pois é, ela não se tocou. – Sim. – Deu de ombros. – Você não pode se intrometer na decisão dos reis. – Exclamou um vampiro da guarda. Olhei em sua direção e estreitei os olhos para ele. Eu não o conhecia devia ser um novo guarda dos Estrabão. Quem esse vampiro pensa que é para falar algo assim, nem importante ele não era?! Mesmo ele não me conhecendo devia se manter no seu lugar e ficar calado. – Por que acha isso? – Perguntei séria. Agora eu queria saber até onde ia chegar essa conversa. – Você vai levar em consideração a opinião dessa vampira? – Disse debochado. – Sim! – Então estará contra a decisão dos Estrabão. – Falou rugindo. – Calado, Elias! – Ouvi a voz perigosa de Felix. Esse era meu outro primo, filho de Marcos. Todos da família nos dávamos bem, apesar de Felix ser impaciente e estressado com os outros assim como Marcos, com a família era completamente ao contrario, mesmo sendo um pouco quieto, era protetor e feliz conosco. Ele era alto e forte, mas Demitri era maior. Seus cabelos eram negros iguais de sua mãe Ariadne. – Você não vê? Ela vai considerar opinião de uma qualquer e não a dos nossos mestres. Quem ela pensa que é que pode chegar assim e fazer o que bem entende? Ela não tem poder para interferir na decisão de nossos reis, ninguém tem! A guarda principal estavam loucos para matar esse vampiro por seu desaforo a mim. Mas não permiti e segurei-os em seus lugares. Quando eles sentiram que eu impedia eles de saírem do lugar para fazerem qualquer coisa, ficaram mais tranquilos, pois sabiam que eu resolveria o assunto. – E o que fará? – Perguntei arqueando uma sobrancelha. Avancei na minha velocidade normal até aparecer na frente dele deixando assim meu rosto a centímetros do seu. Eu o vi dar um passo para trás pelo susto que levou, mas se recompôs. – Vou matá-la se for preciso. – Elias era corajoso, mas burro. Se nenhum dos meus primos questionou minha intromissão no assunto em questão deveria ter percebido que eu tinha esse direito. – Que pena não terá essa chance. – Falei fria e seca. Esse vampiro era insignificante mesmo. E em um único movimento rápido e simples arranquei sua cabeça sem nenhum problema. Ouvi uns ofegares de sustos, tanto dos lados daqueles capachos dos Estrabão como do outro clã e dos lobos. Não me importei, pois os meus primos e Sofi nem ligaram para o que eu fiz. Peguei seu corpo e o joguei ao lado, joguei também a cabeça por cima do corpo e ascendi um isqueiro que sempre levava comigo botando fogo no vampiro. – Então, onde estávamos? – Me virei para Sofi como se nada tivesse acontecido. E para mim nada demais aconteceu mesmo. Aposto que os vampiros achavam que eu tinha matado Elias por ele ter me enfrentado, mas eu só o matei pelo jeito grosseiro que ele falou de Sofi, mesmo ele não sabendo o que ela significava para mim e não conhecesse nenhuma de nós. Sofia me encarou antes de continuar. – Eu tinha dado minha opinião. – Falou ela esquecendo o vampiro morto. – É mesmo. Então você se responsabilizar por eles? – Perguntei. – Claro! – Disse determinada. Caminhei até ela, mantendo uns passos de distância entre nós. – Muito bom, Sofi. – Estendi a mão para ela e encarei-a séria. – Temos assunto para tratarmos. Queria tirar ela logo dali para falar sobre os transmosfos e falar com nossa família. Antes que ela mexesse um músculo, um lobo e uma vampira entraram em minha frente. Olhei para o transmorfo e ele rosnava para mim, seus pêlos eram castanhos avermelhados uma cor muito bonita e seus olhos eram escuros quase negros. Não entendi sua reação, entrando na frente de Sofi. O cheiro delicioso e maravilhoso da vampira à minha frente entrou no meu nariz me fazendo piscar algumas vezes, eu tive que encará-la e para minha surpresa, que vampira era aquela? Ela era muito gostosa. Encarei seu rosto um pouco próximo ao meu e ela era linda, seus olhos eram verdes e eu estranhei, então não se alimentava de humanos? O cabelo escuro quase n***o parecido com os de Christopher só que mais escuro estavam bagunçados como se antes de estivesse vindo para cá, tinha feito sexo, e iam até sua cintura quase a deixando muito tentadora, seu rosto anguloso com lábios grossos e avermelhados e o nariz fino, ela parecia ter sido esculpida pelos anjos de tão encantador que era. Disfarcei meu olhar como debochado para encará-la de cima a baixo o seu porte físico era alto e magro, mas os músculos visíveis eram bem definidos, um corpo na medida exata. Sorri maliciosa e vi seus olhos brilharem e um sorriso torto surgir, era tentação demais, quase ali mesmo mordi aquela boquinha para tirar aquele maldito sorriso sexy do seu rosto, mas me controlei. Mudei minha expressão para fria me lembrando que ela entrou na minha frente impedindo a aproximação de Sofi. Mesmo sendo linda, não gostei dessa atitude. Assim que ela viu minha expressão mudada balançou a cabeça como se espantasse os pensamentos e me encarou séria. – Eu não vou permitir que você a leve. – Sua voz era aveludada um pouco rouca. – Posso saber por que não? – Me interessei por seus motivos. – Você não a condenará por defender os lobisomens. Ri sarcástica de onde ela tinha tirado essa ideia? Eu condenar Sofi? Nunca! Só não a matei porque ela a defendia o que me surpreendeu é claro, então não demonstrei nem sequer me importei pela discussão. – Sua justificativa e a de ninguém não me interessam. Você não pode me impedir de levá-la comigo. Ouvi um rosnado do cachorro ao meu lado. Esse cachorro está me dando aos nervos, estou reconsiderando sobre mesmo conhecendo sua espécie dar uma boa lição, uma pata quebrada quem sabe. – Lauren, chega! – Tentou impedir Sofia. – Não! – Ela me encarou furiosa. – Quem você pensa que é para levá-la assim? – Eu sou a mãe dela! ... Continua...
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