Pov Lauren Jauregui
Nós olhavamos para a vampira a nossa frente. Agora sabíamos seu nome pelo menos, mas ainda não sabíamos o que ela estava fazendo aqui. Tentei ler sua mente, mas seus pensamentos só voltavam para nós ela estava curiosa de um grande grupo de vampiros vivendo em paz, melhor dizendo sem se alimentar de nenhum humano.
- Como a Senhora... - Troy parou de falar para ela dizer seu sobrenome novamente o que não aconteceu. -... Sabe que somos vegetarianos? - Pronunciou Troy pela primeira vez.
- Podem me chamar de Haille mesmo. Continuando vocês são raros, mas não são os únicos.
Meus irmãos e eu ficamos espantados com sua resposta. Será que ela conheceu os Iglesias? Só pode ter sido já que não conhecíamos mais ninguém assim, mas se caso não os conheceu seria melhor não falarmos sobre eles.
- Eram algum clã? - Perguntou Mani interessada.
- Talvez vocês descubram. - Deixou um suspense no ar. - São somente vocês na cidade? - Fugiu do assunto.
Fiquei curiosa por ela não responder nossa pergunta, mas seus pensamentos não diziam nada que a levasse a isso. É impressão minha ou seus pensamentos se regressaram depois que contei que leio mentes?
Droga Lauren, fiquei tão preocupada em deixar tudo na paz que não me importei em falar que leio mentes, isso realmente é muito r**m.
Vampiros em geral podem ser bem ardilosos quando querem. Tentei transparecer calma, mas estava extremamente irritada acho que Troy deve ter sentido, pois vi que me observava com o canto dos olhos.
Tentei ignorá-lo e continuei a prestar atenção na vampira.
- Não! Tem mais dois vampiros conosco. - "Achei melhor que ela saiba que não somos os únicos talvez impeça dela tentar qualquer coisa contra nós" pensou Ally.
Acenei levemente.
"Você consegue ler seus pensamentos, ela está tentando algo?" perguntou Mani olhando disfarçadamente para mim.
Balancei a cabeça negando. Ela suspirou mais tranquila, mas sabia que tinha que tomar cuidado.
- Vocês são um clã bem grande, acho que são o segundo maior clã que já vi.
Os primeiros todos sabiam que o clã Estrabao era o maior e mais poderosos, tanto que são a lei do nosso mundo. Nunca os conheci pessoalmente, mas Michael chegou a viver com eles durante um tempo. Em nossa casa tinha um quadro dos três lideres, eles haviam dado para Michael de presente. Meu pai contou que a lei deles é rigorosa, eles não aceitam traidores e não dão segunda chance, seu poder é tão grande que ninguém nunca ousou desafiá-los. Para quem interferir em suas leis é pena de morte, a não ser que você tenha um dom do interesse dos reis e então eles oferecem-lhe um lugar na guarda. Sua lei mais rigorosa é que devemos manter o nosso mundo no anonimato. Para mim aqueles vampiros são sanguinários com sede de poder, não os suporto, mas fazer o quê? Eles não podem obrigar-nos a gostar deles.
Eu e meus irmãos assentimos com sua afirmação.
- Desculpe a pergunta, mas o que trás a cidade? - Perguntei cautelosa.
- Vim resolver assuntos particulares. - Respondeu sem se importar.
- Então Haille vai passar uns tempos por aqui? - Perguntei com quem não quer nada.
- Eu, não! - O alívio tomou conta de meus irmãos, pude ver em suas mentes que todos agora estavam calmos e relaxados. Haille abriu um sorriso mostrando todos os dentes. - Porém estou aqui representando suas novas vizinhas. - Todos nós engolimos em seco e tentamos disfarçar, mas ela percebeu porque ficou séria e estreitou os olhos em nossa direção.
- E... Elas são... elas são vampiras? - Perguntei tentando soar calma, mas falhando completamente. Eu sabia que não eram, mas a esperança é a última que morre, não?
- Hum, acho que sabem a resposta. - Fez uma pausa. - Uma delas veio na frente comigo a outra ficou para resolver outros assuntos. Por isso estou aqui. - Acenou com a cabeça a escola. - Digamos que sou a "assistente social" delas, estou vindo entregar as documentações, já que a outra senhorita que é maior de idade não pode vir.
- Elas vão estudar aqui? - Perguntou Mani m*l humorada.
- Essa é a ideia! - A vampira respondeu olhando-o brava. - Mas agora não sei se vão querer continuar aqui depois que souberem que vampiros já habitam a cidade. A decisão cabe a elas decidirem.
- Elas serão bem vindas! - Respondeu Ally tranquilamente.
- Tenho certeza que sim. - Falou debochada. - Foi muito interessante conhecer vocês, mas se me derem licença tenho assunto para resolver. Até mais. - Ela pegou seus óculos de sol que estavam na mão e colocou de volta em seu rosto.
- Até. - Despedimo-nos e ficamos olhando ela indo em direção à secretaria.
Olhei para meus irmãos, sim tínhamos assuntos para tratar.
- Bem, já que perdemos aula com essa conversa, que tal irmos embora? - Dinah falou enquanto erguia as sobrancelhas de uma forma divertida.
- As coisas estão sérias, acho melhor irmos do que ligar para Mike. Isso não pode esperar. - Concordei, por fim.
- É isso ai. - Dinah fez uma dancinha que por céus o que era aquilo? Mani a puxou pela orelha levando para o banco de trás. Não pude deixar de rir, minha irmã mesmo nos momentos tensos sempre faz piadinhas. Nossa família não teria graça sem ela, Dinah é a responsável pelas idiotices que acontecem conosco, mas também é a responsável por nos fazer rir e nos fazer feliz com sua presença.
Ninguém comentou mais nada, simplesmente entraram no carro dei partida nos levando para casa.
Assim que chegamos meus pais já nos esperavam na porta da entrada, com os semblantes preocupados. Não podia dizer para se acalmarem, porque eu mesma estava nervosa com toda essa história.
- Meus filhos, ainda bem que estão todos bem. - Clara veio até nós e nos abraçou com força. - Porque vieram embora? E a aula?
- Desculpa mãe, mas o que temos para falar não poderia ser falado pelo celular, temos um assunto para resolver. - Respondi.
- Vamos nos sentar-se à mesa de reuniões.
Assim que entramos na sala de reuniões que era nada mais e nada menos que a sala de estar, todos foram para seus respectivos lugar. Michael se sentava na ponta ao seu lado sentava Clara e do outro o meu. Ao lado de Clara era seguido por Mani e Dinah e ao meu lado era seguido por Ally e Troy. A mesa era oval e cabia tranquilamente nós sete. O ambiente era claro, só utilizávamos em dias quando tinha um assunto importante para resolver e como hoje era um dia desses, estávamos todos aqui. Todos se aconchegaram em seus lugares, olhei para Michael esperando-o começar a falar. Uma de suas mãos estava entrelaçada com a de Clara enquanto a outra estava sobre a mesa.
- Então o que aconteceu hoje?
Esperei alguém começar a dizer, mas como ninguém o fez, falei.
- Esperamos a vampira chegar e como combinado nós não entramos para aula. Quando ela saiu do carro nós não conseguimos identificar se era uma de nós ou não, porque os óculos de sol protegiam seus olhos. Só que assim que nos viu ela ficou nervosa, mas com as palavras certas ela não nos atacou. Então assim que ela ficou mais calma tirou os óculos. - Meus olhos que estavam fixos em minhas mãos. - Ela não é como nós Michael, a vampira usava lentes de contato para disfarçar os olhos vermelhos. Depois de um tempo de conversa ela nos falou que tinha que arrumar umas documentações.
- Ela então é a nova moradora? - Perguntou confuso.
- Ela não, mas estava cuidando da documentação da escola. Os documentos para as novas moradoras começarem a estudar lá. - Ele e Clara arregalaram os olhos.
Meus irmãos permaneciam quietos, eles estavam esperando eu contar tudo para depois darem suas opiniões.
- E as duas moradoras são vampiras?
- Sim. - Respondi com raiva.
- Se acalme, minha filha. - Mike tirou sua mão que estava na mesa e colocou em meu ombro esquerdo. - Mas e as vampiras que irão morar não foram com ela, por quê?
- Pelo que ela falou uma delas veio com ela na frente e a outra ficou para trás resolvendo outros assuntos. A vampira só estava lá para fazer as matrículas das duas, já que a mais velha ainda não chegou.
- Certo! Alguém tem algo para falar? - Perguntou olhando para todos.
- Talvez temos que mostrar que esse território é nosso. - Respondi.
- E dizer que temos regras para morarem aqui. - Dinah concluiu.
- Não podemos simplesmente obrigá-las a seguir os nossos meios. - Falou Michael.
- Claro que podemos, estamos aqui primeiro se elas não concordarem conosco, elas que se mudem. - Normani falou com raiva. - Eu não vou ficar quieta diante delas.
- Mas talvez elas não façam m*l, meu anjo. - Clara argumentou.
- É melhor, porque só ficam se nos respeitar. - Normani continuou.
- E se elas se revoltarem? E se elas não aceitarem? - Perguntou Troy.
- Simples matamos elas. - Todos olharam para Dinah. - O que foi? Nós somos sete, elas apenas duas não teremos problemas.
Percebi que todos participavam, menos Ally ela se mantinha quieta o tempo todo. Tentei ouvir seus pensamentos, mas ela só pensava em roupas e olhava para suas mãos. Bufei irritada, ela sabia me tirar dos seus pensamentos eu ia comentar algo, mas meu pai falou antes.
- Não é matando que será nossa solução. - Comentou Michael.
- E por que não? E se elas matarem alguém? - Perguntei revoltada.
- E se elas não forem nada disso que acusamos? E se elas forem como nós? E se matarmos, o que seremos? E se impormos nossas regras, seremos iguais aos Estrabao? - Ally pronunciou e todos ficaram quietos ouvindo-a.
- Você teve alguma visão delas? - Perguntei desconfiada.
- Não, depois que interferimos o futuro, depende da decisão delas para eu poder ver. Mas tenho uma sensação diferente em relação a elas.
- Ótimo então o que é? - Exigi irritada para que ela respondesse. - Você é a vidente aqui por que não reponde? - Dessa vez eu tinha a magoado eu tinha visto em seu olhar, porém estava tão furiosa que não pedi desculpas e continuei a falar mais alto. - Você é a sabe tudo aqui por que não fala alguma coisa agora? Você pensa que sabe das coisas, mas não sabe de nada a sensação que tem não é o suficiente não, significa nada. Pois eu digo só uma coisa: Elas. Não. São. Confiáveis.
Eu não as aceitava aqui, porque queria paz com minha família, não queria vampiros para atrapalhar o que construímos e elas aqui com certeza colocariam tudo em jogo.
- Porque não para de julgar antes de conhecê-las?
- Simples, porque se aquela vampira que veio hoje se alimentavam de humanos elas também devem se alimentar. - Respondi gritando de raiva.
- Isso é só uma teoria.
- Assim como a sua! - Retruquei.
-Mas eu acho que elas não serão um problema, já que estão querendo morar na cidade e querem uma residência fixa. Como podem atacar os humanos de Forks se elas querem mesmo morar aqui, elas terão que controlar o índice de morte. E outra, vocês não acham que se começar a houver muitas mortes justo quando chegaram aqui, a policia não irá desconfiar delas? - Questionou furiosa.
Eu ia responder, mas Michael me cortou.
- Já chega Michelle, não precisa brigar. Vocês passaram do limite, estamos conversando civilizados - Olhou de mim para a Ally, voltando o olhar de novo para mim. - Você magoou sua irmã, deve pedir desculpas.
Desviei o seu olhar eu não conseguiria me desculpar com Ally agora, estava furiosa se tentasse pedir desculpa posso sair do controle.
Não se ouvia nenhum som na sala de reuniões os pensamentos de todos estavam a mil, eram muitas questões em jogo. Concentrei-me em meus pensamentos e nas minhas reações.
Michael vendo que não ia responder se desculpou com o olhar para Ally, nem ao menos a olhei.
"Você se arrependerá depois filha, você se sentirá pior" falou por pensamentos.
Eu só o ignorei.
- Ally está certa, minha filha. - Olhei resignada para Clara. - Todos façam suas escolhas.
- Eu escolho ditar as regras para elas. - Respondeu Normani.
- E eu escolho que a decisão são delas. Elas têm o direito de fazer suas escolhas, porém nós podemos a aconselhar. - Respondeu Ally.
Como se elas fossem aceitar algum conselho nosso.
- Meu voto é igual da Normani. - Ally olhou carrancuda para Troy. - Não me olhe assim amor, mas não confio em quem não conheço.
- E o meu é igual da minha ursinha. Se elas nos desobedecerem elas terão que se ver conosco. - Dinah pensava que assim iria se divertir.
- Eu concordo com Ally. - Clara só disse isso, sua compaixão sempre falava mais alto.
- E eu também. - Estreitei os olhos para Michael. - Está é a minha escolha filha, agora cabe você a escolha final.
- Vocês já sabem minha decisão, eu não vou mudar.
- Então de acordo com a decisão da maioria temos que ditar as regras para elas.
Ally bufou e se levantou com tudo.
- Espero que esteja contente com o resultado. - Ela falou séria.
- E estou. - Falei tranquilamente.
- Ótimo, só espero que não se arrependa depois que as conhecerem.
Então ela saiu da sala correndo. Troy pediu licença e saiu atrás dela. Que anãzinha irritante será que ela não entende que as vampiras que morarão aqui só nos trará problemas?
Realmente nunca conheci um vampiro que mata os humanos para se alimentar e controlar sua sede no meio de tantos outros humanos juntos no mesmo lugar. Talvez conosco aqui elas fiquem intimidadas e vão embora ou se nos fizermos de poderosos também pode influenciar a desistirem de ficar aqui.
Agora eu só queria que essa história passasse, eu estava cansada demais.
- Filha você comentou com a vampira sobre os lobisomens da reserva? - Puts, pior que nem passou isso pela minha cabeça.
- Não, pai. - Respondi preocupada. - Esqueci completamente, é melhor avisarmos. - Uma ideia surgiu em minha cabeça. - Quem sabe assim elas ficam com medo e não vão embora? Digo, o tratado só se refere a nós.
- Lauren Michelle já chega disso, está indo longe demais. - Pelo tom frio de Michael eu devia estar passando dos limites, ele nunca falava assim com ninguém.
- Desculpe, pai. - Abaixei a cabeça.
- Tudo bem, vá com seus irmãos até a casa delas. Eu preciso ir, estou atrasado para o trabalho. - Se levantou da cadeira.
- Não vai conosco? - Perguntei, acho que ele também estava chateado.
- Eu bem que queria, mas já perdi boa parte do dia hoje aqui. - Ele me olhou antes de sair. - Qual o nome da vampira?
- Haille. - Ele ficou em silêncio esperando eu continuar "e o sobrenome?" perguntou em pensamento - Ela não disse. - Dei de ombros.
- Tenho leve impressão que conheço alguém com esse nome, mas não me lembro quem.
Fiquei em silêncio será que ele a conhecia?
Assim que Michael saiu, Clara me mandou um olhar carinhoso, mas triste e foi atrás de seu marido. Eu saí da sala junto com meus irmãos, ninguém pronunciou uma palavra sequer. Os dois saíram de casa e eu subi para meu quarto, deitei em minha cama e coloquei os braços atrás da cabeça.
Deixei todos pensarem um pouco, pois depois teríamos que avisar as vampiras sobre os lobisomens.
Fiquei perdido em meus pensamentos e não vi a hora passar depressa. Meus pensamentos davam voltas sobre Ally só agora eu percebi como fui grosso com ela. Minha irmã era a pessoa que eu mais amava, sempre me compreendia e me ajudava e o que eu fiz? Eu a magoei com minhas palavras, elas foram duras e eu vi em sua mente como parti seu coração e só agora que estou mais calma notei o monstro que fui com ela, tudo isso por quê? Por causa daquelas vampiras que eu nem menos conheço, a raiva que senti por elas só aumentou. E aquela vampira de hoje, conseguiu controlar seus pensamentos depois que descobriu que tenho um dom, pois é, eu e minha boca grande.
Eu devo pelo menos me desculpar com Ally, depois de tudo será que vai me perdoar? Ela tinha sua opinião e deu, mas não aceitei ela ir contra a minha, então assim eu excedi. É um começo ir atrás dela, tenho que procurá-la.
Levantei-me da cama e escutei os pensamentos à volta a procura de Ally.
Escutei da minha mãe, Dinah e Normani, mas nenhum sinal dela ou de Troy. A dor de ter a machucado me deixou ainda pior, eu precisava encontrá-la.
"Irmã não vamos atrás das vampiras?"
Estava descendo as escadas quando escutei os pensamentos de Dinah.
- Depois Dinah, eu tenho que procurar Ally. - Respondi entrando na sala.
Dinah assistia algum canal de desenhos. Ela estava esparramada no sofá, deitada no colo da Mani. Ela por sua vez, lia uma revista.
- Já era para termos ido faz tempo, vou ficar esperando aqui. - Comentou.
- Está atrasada para se desculpar, não? - Perguntou Normani irônica sem tirar os olhos da revista.
- E desde quando se importa com os outros? - Perguntei no mesmo tom de voz.
Ela rosnou em minha direção.
- Ally é minha irmã mais nova e eu me importo com ela. Você disse que a Ally é a sabe tudo, mas quem pensa isso aqui nessa casa é você só porque lê mentes. Grande coisa! Só não entendo porque você é tão teimosa a ponto de machucar os outros, comece a refletir sobre si mesma antes de dizer que não me importo, se você é pior! - Levantou com tudo derrubando a Dinah no chão. Se fosse em outra ocasião eu teria rido e muito, mas o olhar fulminante de Normani e seu dedo apontado na minha cara a centímetros, me fez ficar assustada. - Escute aqui, é bom você não fazer isso de novo com ela, pois Michael que me perdoe, mas eu juro que não vou ser boazina com você e vou dar uma lição que nunca vai esquecer.
Eu fiquei em choque com as palavras de Normani, era muito difícil dela se meter na briga dos outros, mas por outro lado fiquei completamente maravilhada por ela ter falado isso.
Não resisti e a puxei para um abraço forte que fui correspondida no segundo seguinte. Eu sabia que ela nos amava e faria qualquer coisa por nós, mas não resisti e tive que provocá-la um pouquinho, só que eu acho que fui um pouco longe de mais dessa vez, ela sempre se preocupava conosco.
- Hey, assim eu fico com ciúmes. - Nós duas olhamos para o lado e vimos uma grandalhona com braços cruzados e fazendo bico, parecendo uma criança que perdeu seu doce. Clara estava ao seu lado e sorria feliz para nós.
Rimos dela.
- Obrigado Mani, me desculpe e você é incrível. - Dei um sorriso maravilhado por sua atitude ela me fez ver coisas que já sabia, mas que significou muito para mim.
- Eu sei que sou. Se precisar ouvir mais umas verdades sobre você, não hesite antes de me procurar. - Me mandou uma piscadela sorrindo.
Saí dali e fui para fora procurar Ally. Corri um pouco dentro da floresta menos de três minutos encontrei Troy no caminho. Ele me olhava sério, ao invés de Troy ficar magoado comigo ele ficou furioso, meu irmão não aceitou o jeito como tratei Ally e principalmente porque não me desculpei com ela. Vi em sua mente o olhar triste da pequenina, e sua expressão triste cortou meu coração.
Eu sou burra, mil vezes burra por ser a causadora dessa tristeza. Me senti um lixo, olhei para Troy e ele me encarava.
- Ela está bem? - Perguntei com dor na voz.
Ele suspirou cansado e tirou a carranca da cara me olhando tristonho.
- Ela está muito magoada, você sabe que fez errado.
- Eu sei, por isso estou aqui para me desculpar, só agora percebi como fui estupida com ela.
Olhei para baixo e a culpa me consumia. Senti um toque no meu ombro, aposto que Troy estava vendo que realmente me arrependia.
- Dê um tempo a ela, vamos atrás das vampiras. Era para termos ido há um tempo e já está escurecendo.
Suspirei e olhei a minha volta meio perdida com tudo que aconteceu.
- Então vamos!
Voltamos para casa e iria para cidade atrás das vampiras eu, Troy e Dinah. Não precisaríamos de ajuda, qualquer problema nós três daríamos conta.
Depois que nos despedimos das mulheres, menos de Ally já que não estava ali. Seguimos em direção à cidade.
Ficamos dando voltas pela cidade atrás do cheiro da vampira que vimos mais cedo, assim que encontramos seguimos seu rastro. Seu cheiro parou na frente de uma pensão. Franzi o cenho não era para estarem na casa delas?
- Elas moram aqui? - Dinah perguntou incrédula.
- Por enquanto acho que sim - Troy falou apontando para o lugar.
- Elas não devem ter se mudado ainda. - Respondi enquanto saia do carro. - Talvez não conseguiram ocupar a casa ainda.
Essa era a única pensão de Forks, achei estranho elas estarem aqui, pensei que elas viriam para a cidade só depois que a casa tivesse pronta para elas, mas sei lá.
Esqueci isso e entramos naquela pensão, a atendente era uma senhora rechonchuda. Ela usava um vestido azul florido com um colar de pérolas, seus olhos castanhos estavam atrás de um óculos de grau pendurados em uma cordinha por volta do pescoço. Seus cabelos grisalhos e curtos, fazia lembrar das vovozinhas que passam na tevê.
Paramos em frente ao balcão, ela ainda não tinha nos visto, então pigarreei chamando sua atenção.
"Oh, que jovens bonitos" seu pensamento foi interessante, ela não nos elogiou maliciosa foi de uma maneira maternal o que é raro em Forks e em qualquer lugar do mundo.
Gostei dela, pensei feliz.
- Boa tarde, meus jovens. O que posso ajudá-los?
Sorri para ela.
- Boa tarde! - Olhei rapidamente para seu crachá. - Sra. Phillips, uma amiga nossa está hospedada aqui. Ela se chama Haille.
- Sim, ela se hospedou ontem aqui. Uma mulher muito elegante. - Comentou lembrando-se da vampira. - Sinto muito mais ela saiu há pouco tempo.
Onde será que foi? E a garota?
- E a acompanhante dela, não se encontra? - Perguntei.
- As duas saíram juntas, mas talvez não demorem a voltar. Querem deixar um recado?
- Não obrigado, mas tarde voltamos. Boa noite.
Assim que saímos de lá, fomos para o carro e entramos.
- Vamos esperar elas? - Perguntou Dinah.
- Sim, mais cedo ou mais tarde elas voltam.
Então ficamos ali mesmo esperando, meus pensamentos voltaram para minha irmã assim que eu chegasse em casa iria procurá-la, até lá vai ter dado tempo suficiente para ela ter ficado sozinha.
Ficamos no carro conversando, as horas se passaram e nada delas aparecer.
Meu pai tinha ligado preocupado com nossa demora, depois que expliquei que esperávamos ele pediu que não demorássemos a voltar.
- Acho melhor irmos, estamos esperando há bastante tempo e nem sinal delas. - Disse Troy.
- Minha b***a está dormente de tanto esperar. - Reclamou Dinah.
- Para de drama irmã. - Ri das suas palavras.
- Vamos, antes que você não consiga se levantar mais. - Troy disse mais uma vez.
Fomos rindo o caminho inteiro das palhaçadas um dos outros.
Assim que chegamos em casa, pedi para Troy me deixar falar com Ally antes dele procurá-la, ele aceitou e me desejou boa sorte. Ela ainda não tinha voltado para casa, então corri o mais rápido para chegar até ela. Não demorou muito tempo e a encontrei no topo de uma das montanhas sentada em uma árvore. A visão lá de cima é perfeita, apesar do dia nublado os pinheiros eram afastados um pouco separados um dos outros dando a facilidade da visão para a paisagem. Subi a árvore e me sentei ao lado de Ally. Ela nem se quer se mexeu.
A encarei e ela estava de olhos fechados só apreciando a brisa leve que atingia o seu rosto. Permaneci o olhar fixo nela até ela me olhar. Não demorou muito e ela abriu somente um olho e me olhou.
Tomei coragem para falar com ela.
- Podemos conversar? - Perguntei triste.
- O que você quer?
Ela abriu os olhos completamente e virou o rosto para me encarar. Seus olhos mostravam a magoa que sentia. Senti-me terrivelmente culpada.
- Ally, me desculpe. - Supliquei. Ela olhou para frente me ignorando. - Eu pisei na bola com você, não percebi naquela hora o que estava falando eu... eu estava furiosa por você não concordar comigo e não medi as minhas palavras quando briguei com você. Por favor eu sei que fiz errado, mas eu não suporto a ideia das vampiras estarem aqui.
- Suas palavras me machucaram muito, era só você ter pedido desculpas antes e nós duas não estaríamos agora aqui tristes e sim rindo.
- Eu sei, eu fiz errado. Só reconheci tarde demais. Ally eu quero pedir seu perdão. - Ela me encarou. - Você me desculpa, por ser essa irmã i****a que tem?
Ela sorriu.
- É claro que te perdoo cabeçuda. - Bagunçou meu cabelo com suas mãos pequeninas. Deixando-os mais bagunçados que o normal.
- Obrigada, irmã. - Abracei-a apertado, o clima em nossa volta estava tranquilo. - Acredita que a Mani brigou comigo, pra te defender?
Ela gargalhou.
- Eu vi, bem que você mereceu. Amei o que nossa irmã falou, ela pode até ser arrogante, mas ela nos ama muito. Sou grata por ter ela na família. Nossa família não seria o mesmo sem qualquer um de nós.
Concordei, ela tinha razão.
- Sabe... eu acho que vai ser bom ter as vampiras morando aqui.
Fiz careta para suas palavras.
- Lauren, você não pode jugar elas sem antes de conhecê-las. Você está preocupada demais, talvez nem mesmo liguem para nós e estamos nos preocupando demais. - Olhei-a curiosa.
- Você viu alguma coisa?
- Talvez. - Deu de ombros. Estreitei os olhos para. - Pode acontecer qualquer coisa. - Por um segundo seus olhos brilharam. Ali tinha coisa.
- Não vai me contar? - Perguntei séria.
Tentei olhar em sua mente, mas ela estava cantando o hino nacional da Alemanha. Bufei irritada.
- Não vou. Considere isso como um castigo pela sua teimosia de hoje. - Ia questionar, mas ela me cortou. - Não adianta insistir não vou comentar nada, se eu ver algo que nos põe em perigo eu vou contar, mas só assim.
Ela não deixou brecha para questionar.
Ficamos mais um tempo ali e voltamos para a casa. Quando chegamos todos ficaram felizes por nos verem que fizemos às pazes. Troy foi ao lado de Ally e a abraçou, como estava tudo em paz novamente, fui para meu quarto. Troy e Dinah tinham contado a Michael tudo sobre a nossa procura até as vampiras. Meu pai disse que quando voltássemos para lá, iria conosco. Tudo estava bem, fiz as pazes com Ally, Normani me surpreendeu, e recebi muitos conselhos de Troy. O único problema é que eu vou ter que lidar com essas vampiras.
[...]
Não vimos mais as vampiras, todos nós achávamos que elas tinham ido embora, mas Ally garantiu que não foram, o que me desanimou completamente, eu estava torcendo para que tivessem ido embora.
O final de semana estava acabando, já era domingo à noite, fazia três dias que não as vimos. As vampiras estavam fora da cidade, mas pelo que minha irmã viu elas voltariam hoje. Michael estava preocupado que elas encontrassem os lobisomens, já que eles não tinham nenhum tratado com elas e seria nossa culpa se algo acontecesse por não termos avisado-as. Essa parte me deixava irritada nós não teríamos culpa por elas invadirem as terras deles e outra se elas alimentavam de humanos provavelmente nem chegariam perto da floresta.
Íamos dar um tempo para elas chegarem e depois de umas horas falaríamos com ela. Eu estava sentada tocando piano quando escutei os pensamentos frustrados de Ally.
"Por que sumiram?" pensava ela.
Continuei tocando só que olhando para ela.
- Quem sumiu Ally? - Perguntei
- As vampiras, até um tempo atrás via seus futuros agora não vejo nada é como se elas... - Ela parou a frase e arregalou os olhos.
Eu parei de tocar e olhei assustada para ela, não era possível.
- O que aconteceu Ally? - Troy a chacoalhava para sair do seu choque.
- As vampiras elas se encontraram com os lobisomens. - Dito isso todos entraram na sala com um semblante sério ou preocupado.
Depois que eu tive uma conversa com Ally dias atrás eu me conformei com as novas moradoras que iriam se mudar para cá. Não que eu ainda gostasse da ideia delas viverem aqui, mas estava disposto a ignorá-las desde que elas não se metessem com minha família.
- Pelo menos, não teremos que lidar com elas, já que nessa hora elas devem ter virado petisco de cachorros. - Dinah disse dando de ombros.
- Não diga isso, filha. Nós devíamos tê-las avisado desde o começo, teremos que ir até a fronteira falar com eles e ver o que fizeram com elas.
- Vamos todos? - Perguntou minha mãe.
- Sim, não é bom ninguém ficar sozinho agora.
Estávamos todos prontos para sair, quando escutei um pensamento que me deixou completamente irritada e confusa ao mesmo tempo. O que ele estava fazendo aqui? Trinquei meus dentes.
- Aconteceu algo Lauren? - Perguntou Troy confuso com meus sentimentos.
- Shawn está aqui!