Conhecendo uma delas

4652 Palavras
POV LAUREN JAUREGUI – Shawn está aqui! Todos estavam furiosos, menos Michael e Clara que tentavam manter a calma. Como um deles ousava pisar em nossas terras? O tratado é nunca nenhum de nós poderíamos invadir o território do outro. Agora temos que acabar com esse intruso, o tratado já era. – Aquele cachorro imundo, eu vou matar aquele vira-lata. – Normani estava furiosa. – Se acalme Mani, deve ter algum motivo. Lauren você não viu nada em seus pensamentos? – Perguntou Michael tentando por calma. – Calma, Michael? Não tem como ter calma, eles quebraram o tratado temos o direito de matá-los. – Troy se pronunciou irritada, o mesmo pensamento que o meu. — Adoro uma briga! — Dinah disse me fazendo revirar os olhos. Eles continuaram a discutir, mas não prestei atenção na conversa deles eu tentava escutar os pensamentos do lobo. “Sanguessuga, espera, não ataquem! Vim em paz, tivemos problemas com umas vampiras que invadiram nossas terras e aconteceu algo inusitado.” — então ele mostrou o que aconteceu, fiquei pasma, não acreditando quando me mostrou, será que eu li direito sua mente, Shawn Mendes teve um imprinting com uma vampira? Eu estava chocada com a informação que acabei de descobrir. Vi na mente de Mani que ela ia atacar o cachorro, eu não podia permitir isso só que demorei pra sair do estado que me encontrava no momento. – Segurem a Mani! – Gritei, mas era tarde demais, ela já corria atrás de Shawn e para piorar ele estava em forma humana, estava assim para mostrar que não queria briga. Seria fácil demais para que minha irmã matasse ele. Quando saímos de casa correndo, vimo-la dando um soco com tudo no rosto do rapaz jogando-o contra uma das árvores que se partiu com a força do impacto. Ele tentava se levantar meio cambaleando, para piorar seu corpo estava tremendo preste a se transformar, antes que Normani decidisse partir para cima dele de novo a segurei pela cintura. – Me solte, Lauren! Vou acabar com esse pulguento. – Ela gritava tentando sair do meu aperto. – Dinah controle sua esposa, temos assuntos mais sérios para discutir agora! – Encarei-a séria mostrando o quão importante o assunto era. Ela assentiu e a segurou no meu lugar. – Me larga agora, Dinah Jane. – Ela dava socos nela. – Ai ursinha, está me machucando. Fica quietinha para a sua mulher aqui! – Ela bufou e parou de se mexer, mas em nenhum momento Dinah a soltou. – Shawn se controle, se você transformar agora, eu não vou conseguir impedir os outros de te atacarem. Shawn tentou se controlar, mas estava difícil seu temperamento não é lá aquelas coisas. Olhei para Troy para ajudá-lo, contragosto mas necessário, acabou cedendo e enviou uma onda de calmaria para o cachorro. Ouvi o suspiro de alivio do Shawn. – Então podem explicar o que está acontecendo aqui? – Michael perguntou. Olhei para Michael meio confusa ainda com a descoberta. – Não sei como dizer isso se nem mesmo eu ainda acredito. – Falei. – Mas temos mais uma situação importante para lidar. – E seria? Todos estavam quietos prestando atenção até mesmo Mani parou de brigar com Dinah para prestar atenção em mim. Encarei Shawn e ele estava meio desconfortável com tantos vampiros perto de si. – Você não quer falar o que aconteceu? – Perguntei a ele. – É melhor você falar sanguessu... Jauregui. – Ouvi uns rosnados. – Acho que eles sentirão mais firmeza em suas palavras do que nas minhas. – Não sei como falar isso, apesar de eu saber que é verdade no que diz, eu mesmo não consigo acreditar vai além da lógica. – Eu sei, eu também não consigo acreditar. – Vocês podem, por favor, parar de falar sozinhos e nos explicar de uma vez o motivo para eu não arrancar a cabeça desse cachorro. – Irritou-se Mani. – Shawn teve um imprinting. – Respondi suas dúvidas. Minha família ficou confusa, pois eles não tinham nada haver com o cachorro muito menos com o imprinting que teve. – Isso é ótimo Shawn. – Parabenizou Michael. – Não querendo ser rude com minha pergunta, mas o que seu imprinting tem haver com você vindo até nossas terras? – Olhei para Shawn com curiosidade. – Invadindo você quer dizer. – Rugiu a baixinha? Todos olharam espantados para ela, geralmente a anã de jardim é doce e tranquila, mas se bem que ela não suportava os lobisomens uma vez ela até quase brigou com um deles por atrapalharem suas visões com a chegada de um vampiro nômade que estava matando muitas pessoas perto de onde morávamos. A caça atrás desse vampiro que deveria ser apenas de horas acabou se tornando de dois dias pela interferência dos lobos. Ally odiava ficar no escuro, não conseguir ver suas visões a deixava frustrada e era exatamente isso o que acontecia se os lobos estivessem relacionados ao futuro de quem ela olhava. –Ally! – Exclamou Clara em choque. – Ally está certa mãe, ele invadiu onde moramos só para dizer que teve um imprinting e dai que ele teve um imprinting? – Defendeu Troy. Michael estava quieto e ele estava com a linha dos seus pensamentos na direção certa, ele iria fazer a pergunta fundamental. – Espera. – Ele olhou atento para Shawn. – Que m*l eu lhe pergunte, mas com quem você teve imprinting? – Bingo! Shawn olhou para ele meio sem graça e feliz ao mesmo tempo. – Com uma vampira. – Todos se espantaram com a notícia. – Não sei quem ela é, por isso vim aqui atrás de vocês para saber se alguém a conhece, creio eu que ela não deve ter passado por despercebido por vocês e eu estava desesperado por não conseguir encontrá-la em lugar nenhum, vocês são minha última chance. – Ele parou de falar para ver se algum de nós falasse algo, mas todos estavam atônitos digerindo a notícia. – Nossa! Essa é a coisa mais bizarra que já ouvi – Gargalhou Dinah. – E também impossível, digo, somos inimigos naturais como isso pode acontecer? – Mani tentava entender. – Eu não sei como isso foi possível, mas foi a melhor coisa do mundo que me aconteceu. – Um sorriso de orelha a orelha surgiu no rosto do cachorro. Vi em seus pensamentos o rosto da vampira, ela devia ser a nova moradora, pois estava acompanhada de Haille. Ela devia ter mais ou menos minha idade, uma aparência muito bela seus cabelos me chamaram atenção eram parecidos com os meus, quase um chocolate, mas era um pouquinho mais escuro, eram compridos e cacheados que desciam até a sua cintura. Seus olhos estavam negros como a noite ela não devia se alimentar há dias, era essa cor que nossos olhos ficavam quando não nos alimentávamos por muito tempo. – Pode nos contar o que aconteceu quando vocês a encontram? – Michael estava fascinado com o fato de um lobisomem ter um imprinting por uma vampira. – Eram duas vampiras, elas estavam perto das redondezas. Eu e mais três lobo estávamos fazendo a ronda quando sentimos cheiro doce de vampiros, corremos atrás sabíamos que não eram vocês pelo cheiro diferente, mas quando as encontramos tudo aconteceu rápido demais. Eu e Austin pulamos em cima de uma e Paul e Brandon em cima de outra... A vampira conseguiu desviar do ataque de Austin o jogando longe, mas como elas não estavam esperando por nós aproveitei essa chance para acabar com a vampira. Assim que Austin caiu no chão eu logo consegui pular em cima dela que caiu comigo por cima, antes de arrancar a sua cabeça com uma mordida olhei nos seus olhos querendo ver o pavor que tinha neles, foi então que aconteceu. – Sua voz e seu olhar que demonstravam uma dor terrível por ser quase o causador da morte do seu objeto de impressão, se tornaram o mais feliz, carinhoso e bobo que já vi quando terminou a frase. – Vi a mulher mais magnífica e encantadora que conheci, seu cheiro que até então não me incomodava acabou se tornando o mais perfumado que já senti se isso é possível. Ela é o ser mais belo, tudo nela é perfeito. Não posso viver sem ela, mas quando me afastei vendo o que estava preste a fazer, ela me chutou para longe... Ela se jogou para cima de Austin para defender a outra vampira e o jogou contra uma árvore. Quando elas estavam encurraladas pelos outros dois lobos, eu fiz algo o que nem mesmo eu acreditei, pulei no meio entre eles e rosnei para meus amigos para defende-la, antes que eu tivesse que atacar um deles, elas sumiram. Ele suspirou triste. – Acho que devemos ir conversar com elas. – Pronunciou Michael. – Vocês a conhecem? – Shawn estava empolgado com essa possibilidade, já que ele não conseguiu encontrar elas depois do ocorrido. – Sim, uma delas será a nova moradora de Forks. – Respondeu. “Fico me perguntando se a vampira que Shawn teve um imprinting é a que vai morar aqui ou a que vocês conheceram.” pensou meu pai pra mim. – É a que vai morar aqui! – Respondi seu pensamento. – O que? – Dinah se intrometeu. – Michael estava querendo saber com qual vampira Shawn teve imprinting e pelo que eu vi em sua mente ele teve com a vampira que vai morar aqui em Forks. – A minha vampirinha vai mudar para cá? – Eu e meus irmãos nos chocamos com o seu jeito apaixonado? Quando ele pronunciou “vampirinha”. – Eu não acredito que sortudo eu sou, por favor, me digam onde ela está morando preciso falar com ela. – Hey, eu acho melhor nós irmos falar primeiro com elas, pode ser que elas não sejam muito receptivas quando verem um lobisomem, podemos esclarecer tudo a vampira de seu imprinting e depois deixar ela escolher a melhor opção. – Shawn foi se desanimando com as palavras verdadeiras de Michael. Senti pena do cachorro. – Como se ela fosse louca em sentir algo por um vira-lata. – Debochou Mani. Shawn rosnou para ela. – Por favor, sem brigas, não se esqueça que você está aqui em nossa casa sem ao menos pedir permissão para pisar por aqui, Shawn! – Michael falou calmo, mas firme. – E filha, poderia não ofende-lo mais, sim? – Desculpe, eu sei que não devia ter feito isso, mas não consegui achar ninguém que podia me ajudar, peço desculpas pelo meu ato e estou disposto a arcar com as consequências. – O cachorro abaixou a cabeça, pude ver em seus pensamentos que ele realmente se arrependia por sua atitude. – Tudo bem, só vamos perdoar porque foi por algo importante que está aqui e de certa forma nós devíamos ter avisado a elas que haviam lobisomem na região, mas espero que isso nunca mais volte a acontecer. – Ouvi uns resmungos e no meio desses resmungos o meu também era presente, bem que podíamos dar uma surra pelo seu atrevimento. - O que me faz lembrar e a matilha, como reagiram? Shawn coçou a cabeça e fez uma careta. – Eu ainda não comuniquei com todos já que saí correndo de lá atrás da vampira que fez meu mundo mudar completamente... Mas acho que nessas horas todos já devem saber que eu tive um imprinting. – Mas eles irão aceitar tudo na boa? – Perguntou Dinah desconfiada. – Não se preocupem, eu sou o alfa e ninguém me desobedecerá e outra, ninguém da matilha pode tentar algo contra a impressão de um outro lobo. Eu não sabia sobre ninguém poder tentar algum m*l contra o imprinting de outro, fiquei curiosa com quantas regras eles devem ter. Lobisomens são muito interessantes essa foi a primeira e única matilha que conheci há umas décadas atrás. No começo fiquei receosa, mas Michael convenceu o primeiro alfa que éramos vampiros diferentes e fez um tratado com ele. Eles não podiam invadir nossas terras e nós não podíamos invadir às deles. Os lobisomens foram basicamente extintos pelos Estrabão, aqueles sanguinários devem ter ficado com medo de perderem seu poder tanto que foram caçar todos os lobisomens pelo mundo. Se eles descobrissem essa matilha provavelmente os matariam e desde que não ficássemos em seus caminhos não nos matariam, quero dizer, não existe nenhuma lei falando que nós éramos obrigados a falar sobre a existência de lobisomens. Por mais que minha família e eu não gostássemos deles, respeitamos sua existência desde que não nos prejudicasse e apesar de Shawn no começo não ter aceitado muito bem a nossa chegada não fez nada contra nós e respeitou o tratado até minutos atrás. Estava perdido em meus pensamentos, quando vejo que Ally estava preste a ter uma visão. Observei atentamente. Alguns vampiros da guarda Estrabão's estavam vindo para cá eram oito vampiros no total. Todos com os mantos da guarda e expressões frias e determinadas em seus rostos. Me chamou atenção dois vampiros no meio deles, eram crianças pela fisionomia de seus rostos não deveriam passar dos 15 anos. Estava querendo ver mais alguns detalhes da visão quando do nada acaba. Ally tentou ver mais alguma coisa no futuro em relação a eles, mas nada apareceu. O que deu para ter certeza que os lobisomens iam interferir. Oh merda! Eu e minha irmã estávamos em choque, desesperadas e aflitas. Os nossos sentimentos estavam a mil, Troy preocupado observou nós duas. – O que aconteceu? – Perguntou nervoso pelo o que sentia vindo de nós. Olhei para minha família. – Os Estrabão's... eles estão vindo para cá! – Todos ficaram tensos quando Ally disse. – Por que eles estão vindo? – Perguntou Mike preocupado. – Eu não sei, sempre que eu tento ver o futuro depois da decisão deles, eles somem. – Minha irmã encara furiosa para o cachorro. – Você e sua matilha imunda estão atrapalhando minha visão! – Os Estra... quem? Quem são esses? – Shawn estava confuso com o nosso pavor. – Os Estrabão's são um clã de vampiros, eles são a realeza do nosso mundo. Eles que comandam tudo, e por algum motivo eles estão vindo para cá e o futuro de seu bando está de alguma forma ligada a eles. – Expliquei. – Não temos nada a ver com eles, mesmo que não nos importe nós os matamos se for preciso. – Falou presunçoso. – Claro, como se você e sua cambada de pulguentos pudessem tomar conta de centenas de vampiros. – Falou Dinah sorrindo debochada. – O quê? – Gritou ele alarmado. Ele abandonou a pose e ficando com medo. – É isso que você ouviu, como Lauren disse os Estrabão's são a realeza, eles têm muitos vampiros servindo a eles e por algum motivo eles estão vindo aqui. – Falou Michael. – Filha, você pode me dizer quantos estão vindo e como são? Ally pensou na visão antes de falar. – Eram no total de oito vampiros, quatro deles vinham a frente parecendo ser importantes e outros quatro mais atrás. O que chamou atenção foi que dentro desses quatro da frente dois se pareciam muito um com o outro e acho que eram quase crianças, um pouco mais novos que nós. – Fez uma pausa. – E eles vêm dentro de uma semana. – Só oito? E nesses oitos, dois são pirralhos? – Gargalhou o cachorro. – Esses Estrabão's agora não parecem tão ameaçadores assim, antes que eles tentarem algo, nós acabamos com ele! Shawn estava crente que matariam facilmente eles, mas Michael estava preocupado. – Eu não riria se fosse você Shawn. – Michael falou sério. – Pelo que Ally disse as duas crianças devem ser os gêmeos bruxos filhos de Simon e são da guarda principal e provavelmente Felix, filho de Reid e o por fim Demitri deve fazer parte dos outros à frente enquanto os vampiros que seguem atrás devem ser os guardas seguindo seus comandos. – Mas são só crianças!! – Questionou. – Não deixe que as aparências o engane. O poder da garota é terrível, ela pode provocar uma dor insuportável apenas com o olhar, ninguém ousa desafiá-la por não ser capaz de impedi-la e seu irmão gêmeo tem um poder inverso ao dela, ele pode incapacitar todos a sua volta em segundos podendo tirar sua visão, olfato e audição além de tirar os outros sentidos. Só com os dois, nem vocês juntamente com nossa família provavelmente não seriamos capaz de matá-los. As palavras do nosso pai deixaram todos assustados, sabíamos quem eram os filhos dos reis, mas nunca questionamos seus dons, nós nunca nos interessamos sobre o m****o da guarda dos Estrabão's, sendo assim Michael não comentou nada. Nós estávamos nervosos com a ideia de ter esses vampiros aqui. Shawn estava nervoso, ele não queria que ninguém do seu bando morresse, sua preocupação com todos da matilha era visível. – Quais são as opções do motivo deles virem aqui? – Perguntou Shawn. – Ou eles estão vindo atrás de nós ou estão vindo atrás de vocês! – Falou Ally. – Independente de tudo, temos que descobrir o motivo para tentar evitar qualquer briga. – Disse Normani. – Fale com sua matilha e depois entraremos em contato com você. Nós temos esse assunto para resolver e ainda temos que falar com as vampiras. – Pronunciou Michael olhando para Shawn. Shawn acenou concordando. Se despediu e saiu correndo de volta para a floresta. Nós nos reunimos em casa e discutimos sobre o assunto. Depois da chegada delas tudo piorou, eu sabia que a chegada delas iriam só atrapalhar a nossa vida, por um segundo pensei se elas estavam envolvidas com os Estrabão's, mas logo esqueci essa possibilidade com meu pai falando para todos irmos até elas. Dessa vez fomos todos juntos eu com Ally e Troy em um carro e Michael, Clara, Dinah e Mani em outro. Nós chegamos à pensão, mas as vampiras já não estavam mais morando lá, seguimos o cheiro do carro delas e chegamos até uma casa grande. Tenho que admitir elas tinham bom gosto para imóveis a casa era linda com seu sobrado, a cor dela era branca, na lateral direita era toda de vidro escuro um jardim pequeno na varanda, porém lindo. Nossa casa podia ser uma mansão, mas o tamanho dessa casa era só um pouco menor. Uma casa bem chamativa por sua beleza dentro dos limites da cidade. Eu não fui a única a ter se encantado pela casa, todos ali partilhavam da mesma opinião. Deixamos de apreciar a beleza quando escutamos conversas vindo de dentro dela. Escutei o pensamento da vampira, mas estavam voltados nas conversas que estavam tendo ali. Olhamos em volta para ver se tinha algum humano por perto, mas não havia ninguém pelo horário era de madrugada, todos estavam dormindo. Saímos do carro e antes que chegássemos perto da porta a mesma é aberta. Ela apareceu acompanhada da vampira que Shawn teve imprinting. Haille olhou para cada um de nós e seus olhos se arregalaram por um segundo quando viu Michael, mas logo seu olhar se tornou zombeteira. Meu pai também tinha seus olhos arregalados, olhei em sua mente e descobri que ela era uma guarda Estrabão's. Trinquei os dentes com raiva. Eu tinha acertado, elas estavam envolvidas com a chegada dos Estrabão's. – Há quanto tempo, Michael. – Ela sorriu falsamente para ele. – O que devo a honra de sua presença aqui? – Faz muito tempo mesmo, eu estou morando aqui. Acho que serei vizinho da jovem moça que você está acompanhando. – Jovem? – sorriu debochada a outra vampira – Quem é esse vampiro, Haille? – Sua voz apesar de irônica era delicada e suave, ela encarava curiosa para meu pai. Tentei ler sua mente, mas eu não ouvi nada nenhum fio de seus pensamentos. Não captar nada de sua mente me deixou frustrada, isso nunca havia acontecido antes, tentei de novo e nada só um vazio. Bufei indignada. A vampira me olhou curiosa, mas Haille chamou-lhe sua atenção respondendo a pergunta. – Esse é Michael Jauregui, ele fez parte da guarda Estrabão há uns séculos atrás. Não o conheci pessoalmente, pois estava em missão na época que ele foi um de nós. Minha família inteira percebeu pela resposta da vampira que estávamos conversando com uma das guardas dos Estrabão's. – E por que nunca ouvi falar sobre ele? – Perguntou ainda encarando Michael, seus olhos mostravam ser mais sábios do que pensávamos, eles ainda estavam negros pela sede acho que ela não conseguiu nenhum humano desde o encontro com os lobisomens. – Ele viveu só umas décadas conosco e depois foi embora, ele não era de acordo com a nossa forma de alimentação. – Haille riu. – Oh! – Exclamou a vampira. – Não ria Haille, cada um tem suas preferências por sua alimentação. – Me desculpe. – Haille abaixou a cabeça para ela? Não só eu, mas todos perceberam o respeito que Haille tinha pela outra vampira, agora a questão é por quê? Será que ela tem um dom perigoso ou é da guarda principal? Fiquei intrigada. – Desculpe interrompe-las, mas qual o seu nome querida? – Perguntou Michael cuidadoso. – Me chamo Sofia, mas como estamos entre amigos como deduzo, podem me chamar de Sofi. – Respondeu sorrindo largo. Dinah gargalhou. Todos olharam questionando seu comportamento. – Seu nome é Sofia, que tipo de nome é esse? – Eu não acredito que ela ria do nome dela. Antes que alguém pudesse fazer algo a vampira mais velha correu para cima da minha irmã e a segurou pelo pescoço. Minha família rosnou em sua direção se posicionando em forma de ataque. – Como ousa rir de Sofi, sua vampira estúpida? – Gritou furiosa apertando mais forte suas mãos em volta do pescoço dela. Dinah tentou se soltar, mas não conseguiu. Ela também nem para ficar quieta na hora certa, não é capaz disso. Estávamos pronto para ajudá-la quando outra gargalhada cortou a tensão do ar olhamos em direção ao som e vimos Sofia ou melhor Sofi rindo tanto que até suas mãos estavam em volta de seu estômago. – Está tudo bem Haille, pode soltá-la! – Ela falou entre risadas. – Mas... – A vampira tentou falar, mas foi interrompida pela jovem vampira. – Essa vampira tem coragem de falar o que pensa. – Ela que não sabe que Dinah é i****a mesmo. – Não se preocupe esse nome realmente é diferente para quem não está acostumado a ouvi-lo, mas quem deu esse nome foi minha mãe uma combinação de nós entre minhas avós. Agora se não for pedir muito, Haille solta ela? – Sofia fez um beicinho e olhou implorando para a vampira. A vampira contragosto soltou, voltando ao seu lugar anteriormente e sorriu olhando fraternalmente para a garota. – Perdoe-me pela minha filha. – Michael olhou reprovador para Dinah. – Não é essa a educação que demos a ela. – Esta tudo bem, desde que não se repita. – Haille voltou com o olhar frio em nossa direção. – Vocês não responderam o que vieram fazer aqui. – Primeiro viemos nos apresentar e... –Michaelh hesitou antes de continuar. – Sabemos que os Estrabão's estão vindo para cá, se não for pedir demais, gostaríamos de saber o motivo deles estarem da vinda. – Falou cauteloso. – Como vocês sabem disso? – Ela olhou para mim questionando. – Eu não pensei em nenhum momento sobre isso. Como vocês souberam? Ninguém respondeu, nós sabíamos que os Estrabão's são colecionadores de dons poderosos e se souberem sobre Ally, Simon não irá desistir dela tão facilmente. As vampiras estavam ficando impacientes com a nossa demora a responder. – Eu vi eles chegarem. – Falou Ally. A encarei espantada por ela ter dito a verdade sobre seu dom. “Não adianta esconder elas saberiam mais cedo ou mais tarde.” ela me respondeu percebendo meu olhar questionador. As vampiras olharam curiosa para ela. – Como assim você viu? – Haille perguntou interessada. – Eu previ a chegada deles. Eu vejo o futuro! – Respondeu com receio. As vampiras se mantiveram quietas por uns segundos. – Isso é magnifico. – Sofia pulou e bateu as palmas estilo Ally, ela olhou para minha irmã com os olhos brilhando. – Uma vidente, eu nunca vi uma vampira com esse dom. Realmente é um dom bem poderoso. – Simon ficaria muito encantado por seu dom, como ele não está aqui pessoalmente gostaria de propor um lugar da guarda para você. – Falou Haille a olhando com cobiça. Nós ficamos tensos, não iriamos permitir que os Estrabão's levassem Ally de nós e agora com a descoberta do seu poder, não sei se eles a deixariam em paz tão cedo. – Não, obrigada. Meu lugar é com minha família, mas obrigada pela oferta! – Ela respondeu tentando demonstrar calma. – Tudo bem, mas a proposta estará de pé. - Ela ainda encarava minha irmã. Em seus pensamentos, eu ouvia que ela iria falar com Simon sobre Ally, ela estava crente que ele se interessaria pela anãzinha. – Respondendo sua pergunta, Michael. Os Estrabão estão vindo para cá, por causa dos lobisomens que encontramos na floresta. – Respondeu Sofi cortando o silêncio que se instalou por uns minutos. – Mas, por quê? O que eles fizeram? – Meu pai perguntou com cautela. – Uma matilha de lobisomens atacaram e mataram alguns vampiros da guarda Estrabão que estavam no sul dos Estados Unidos. Dos vampiros somente um conseguiu sobreviver ao ataque após fugir, ele chegou vivo para contar aos nossos mestres a tragédia, já os lobisomens saíram todos ilesos. – Lamentou Haille. – E vocês acham que são os mesmo daqui? – É bem provável que sim. Os lobisomens estão extintos e um bando junto assim não passaria por despercebido pelos Estrabão. – Não foram eles! – Manifestei pela primeira vez. – E como você sabe? – A vampira estreitou os olhos me encarando. – Os lobisomens que atacaram vocês não são os mesmos. Esses lobisomens nasceram aqui e nunca se afastaram tão longe de onde moram. – Expliquei. – Vocês sabiam da existência dos lobisomens? – Perguntou em choque, Sofi. – Sim, sabíamos. Vivemos em paz, desde que eles não se metam com nós e nós com eles. Temos um tratado de paz com um lobisomem há quase um século. – Falou Michael. Meu pai explicou detalhado sobre o tratado. – Como isso é possível? Lobisomens não raciocinam e não ficam em sã consciência quando transformados. – Ela falou desconfiada. Não raciocinam? Elas devem estar erradas, porque eles raciocinam sim e muito bem. – Desculpa, mas vocês estão enganadas. Esses lobisomens sabem o que fazem quando estão em forma de lobo, já li seus pensamentos quando transformados e são bem racionais. – Falei. – Isso é impossível! Estou muito curiosa em relação a esses lobisomens. Ela nem se importou quando disse sobre meu dom, pelo visto Haille deve ter contado tudo o que sabia sobre nós. – É tão impossível que um deles teve um imprinting com você, Sofi. – Riu Dinah. Ela não sabe ficar de boca fechada, não? – O que é um imprinting? – Perguntou curiosa. Agora que minha irmã começou teríamos que terminar. – Imprinting é como se fosse amor à primeira vista do lobo. Ele faria e seria qualquer coisa por sua impressão, quem pode explicar isso melhor é o lobisomem, é uma ligação tão forte, que vai talvez além da ligação que um vampiro tem com sua companheira. Quando Michael disse isso. Sofi arregalou os olhos e ficou de boca aberta. Depois mudou sua expressão para uma careta. – Credo! – Fez cara de nojo. – Nunca ouvi falar sobre isso, devem ser uma espécie diferente de lobisomens, mas como é possível lobisomens e vampiros são inimigos naturais? – Também não sabemos e muito menos os lobos. Nós não sabemos como isso pode ter acontecido. – Respondeu Normani. – Bem, sinto muito pelo cãozinho, mas não estou aberta para relações com cachorros... Quando a guarda Estrabão chegar, tentarei conversar com eles para não fazerem nada imprudente antes da hora. – Se importa se estivermos presentes no dia que todos se encontrarem? Sei que não temos nada haver com isso, mas nós podemos dar o nosso testemunho se tiverem dúvida sobre alguma coisa. – Disse Michael. Dessa vez Sofi se manteve calada. – Claro, fiquem a vontade. A vidente poderia nos proporcionar um local calmo para esse encontro, sem brigas se for o caso? – Perguntou Haille. – Tem uma clareira com um espaço grande e longe dos humanos. Lá poderemos ter uma conversa civilizada. – Respondeu a fadinha. – Poderemos conversar com os lobisomens e levá-los até lá em paz. – Ótimo! Está resolvido, nos encontraremos todos lá. Só nos mostre o local depois. – Sim. – Se nos derem licença ainda não nos alimentamos, por conta do imprevisto. Precisamos saciar da sede. – Por favor, só não se alimentem ninguém da cidade. Não queremos chamar atenção. – Claro, até mais! – Haille se despediu e entrou no carro. – Nos veremos em breve. – Sofia nos mandou um aceno com a mão e correu para o banco passageiro. Esperamos elas partirem. Todos estavam em silêncio a chegada delas mudou e mudará tudo enquanto convivermos juntos.
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