Assim que me dei conta, do que realmente está acontecendo.
- Claro que entrei em Pânico.
Pois não me perdoaria jamais, se deixar algo acontecer com a Mel e o Nicolas.
Então, enquanto Ricardo tentava acalmar-me, Andrew e Amir, percebendo que havíamos parado o carro, pararam também e desceram, para ver o que acontecia.
Foi quando explicamos para eles, o que tínhamos acabado de entender.
- Que todos esses ataques, não era simplesmente para me ferir.
- Mas para chegarem até o Nicolas.
E claro que agora está explicado também o assassinato da Verônica, com ela oficialmente morta.
O eu e o Nicolas, passamos a ser os seus herdeiros direto.
- E tirando-me do caminho.
- O Nicolas, se torna herdeiro três vezes de um patrimônio imensurável.
- Já que ele é herdeiro direto do Marcos... da Verônica e se tornaria o meu também.
- Tão pequeno, e com toda a certeza uma das pessoas mais ricas do mundo.
Penso enquanto tento seguir o conselho do Ricardo, e manter-me calmo, para conseguir pensar num plano, para nos manter seguros.
Até que uma ideia, meio de doida, passa por minha cabeça, porém para dar certo, precisaremos tomar todos os cuidados possíveis.
- Acho que sei como, manter o Nicolas seguro.
Comento, chamando a atenção de todos para mim... que bati os meus dedos no capô do carro, pensando em como colocar esse plano em prática.
- Estamos ouvindo.
Amir fala quebrando o silêncio, enquanto analiso as possibilidades em silêncio.
- Eles sabem, que não deixaríamos o Nicolas por nada.
- E não sabem, que já entendemos o que eles querem.
- Então pensei numa distração, enquanto vocês trabalham aqui.
- Nós chamamos a atenção deles, para outro canto.
- Encenando uma falsa fuga.
- Faríamos eles pensarem estar perseguindo, eu, a Melissa e o Nicolas.
Falo, vendo um sorriso se abrir no rosto do Amir, que não perde a oportunidade.
- O mundo desabando.
- E ele querendo dar um jeito de ficar a sós, com a Melissa.
Ele fala, me levando a rir, já que não havia pensado com segundas intenções, nesse plano.
- Não estaremos sozinhos, o Nicolas, ele estará junto.
Defendo o meu plano, mas agora com o comentário do Amir, ganhando espaço na minha cabeça.
- Não, ele não estará junto.
- Vamos encenar, para pensarem que ele foi com vocês.
- Mas ele estará em outro lugar, em segurança.
- E você e a Melissa, irão apenas atrair o alvo.
- Assim com Andrew e a Melissa fez, e depois irão desaparecer.
Ricardo fala, pegando o celular nas suas mãos... enquanto todos aguardamos, ele fazer a ligação.
- Eduardo, sei que está de férias.
- Mas preciso de você, na empresa amanhã cedo.
- O assunto é urgente.
Ele fala, logo desligando o telefone… já discando para outra pessoa.
- Vítor... reunião na minha casa.
- Termine, o que está fazendo aí.
- E nos encontre lá.
Com isso, todos sabemos que é hora de arregaçarmos as mangas e começar a trabalhar, para colocar o plano em ação.
- Está tudo bem, Andrew?
Amir pergunta, nos fazendo encarar o Andrew que até agora, esteve em silêncio.
- Sim, está, mas não é bom.
- Ficarmos parados, por tanto tempo na estrada.
- Sem falar, que as meninas, já estão nos esperando.
Ele fala já se direcionando para o carro do Amir, e todos voltamos para os carros, seguindo para a casa do Ricardo.
- Será que Andrew sabe de algo, que não quis falar?
Questiono o Ricardo, que também fica pensativo pelo resto do caminho.
- Vou lá ver a Mel.
- E já volto, para conversarmos.
Falo assim que paramos o carro, já descendo sem esperar os rapazes.
- Olha quem chegou...
A Vick fala, assim que me vê abrindo a porta já me olhando com um sorriso no rosto, e sei pelo seu olhar que lá vem bomba.
- Ué, que m*l há em eu estar aqui?
Pergunto fazendo ela fazer uma careta, e as meninas apenas me encaram rindo.
- Se fosse eu, passando m*l.
- Duvido, você largar tudo e vir...
Fala fazendo um falso drama, enquanto escuto os rapazes de aproximando.
- Olha ele ficou tão preocupado, que trouxe os meninos também.
- Tudo para a Docinho.
Vick solta, abrindo um sorriso enorme no seu rosto, enquanto peço internamente, que ninguém mais tenha escutado isso.
- Docinho???
Os três perguntam junto, atrás de mim, me dando certeza que a minha súplica silenciosa, não foi atendida.
- Eu vou ver, como a Melissa está.
Falo saindo da sala rápido, tentando evitar mais constrangimento. E confesso que essa pressa toda, é por estar preocupado com ela também.
Imagino o choque dela, ou receber a ameaça, sem falar que deve estar com medo, ou até brava comigo, pois por minha culpa a vida dela corre risco.
- Droga, isso não.
- Ela não pode se afastar de mim agora.
Murmuro baixo para o vento, enquanto escuto risadas altas, vindo do quarto. E assim que chego ao quarto, a cena a minha frente aquece o meu coração.
- Fazendo toda a preocupação e medo.
- Ficar em segundo plano, na minha mente.
Que agora está totalmente focada, nesse momento a minha frente.
A fim de chamar a atenção deles, coço a minha garganta. O que faz os dois pararem, notando a minha presença os observando.
E logo o Nicolas vem correndo na minha direção, o que, claro, faz-me abrir um sorriso, assim como vejo a Mel abrindo.
Quando o Nicolas sai, para buscar a água que ela pediu, a encaro por alguns segundos. E sei que preciso ser honesto, e contar tudo o que está acontecendo.
Mas a verdade é que m*l consigo, concentrar-me. Pois estamos tão próximos um ao outro, e assim como na noite passada.
É como se o meu corpo, assumisse o comando e se aproxima ainda mais dela. Enquanto os seus lábios, me convidam a perde-me sentindo o seu sabor.
Estamos tão perto, que posso... sei que é errado beijar ela agora. Mas não consigo evitar, aliás, isso é a única coisa que consigo pensar. É em tê-la nos meus braços. Tomar os seus lábios, aos meus.
Até que somos atrapalhados, pelo Nicolas que entra trazendo a água, que a Melissa, havia pedido para ele.
E mesmo que o clima tenha sido quebrado. Ainda assim, não consigo desviar os meus olhos dela, como se ela fosse tudo que há de mais importante.
- É ela, ela é o meu ponto de equilíbrio, a calmaria no meio da tempestade.
Estou tentando entender esses sentimentos, quando o trio de patetas entram, fazendo graça no quarto.
- E antes que eu tenha a oportunidade de conversar com a Mel, sobre o meu plano.
- Eles comentam, sobre a viagem.
O que, claro, faz a Melissa me olhar com interrogação, esperando a minha explicação.
- Pensamos num plano.
- Para ficarmos seguros, e manter o Nicolas protegido também.
Falo, enquanto encaro os três, dando sinal para saírem, pois prefiro ter essa conversa a sós com ela.
- Então Nicolas.
- Que tal vir brincar com o tio, de cavalinho.
Amir o chama, já agarrando o Nicolas e o jogando sobre os seus ombros, entendendo o meu sinal.
- É vamos esperar vocês lá em baixo.
Ricardo fala, puxando Andrew que abre um sorriso igual ao da Vick, quando vai aprontar.
- É vamos, sim, mas não demorem.
- Aliás, é bom ver que está bem, Docinho.
O sacana fala, fazendo a Mel tossir ouvindo o apelido, enquanto eu tento segurar-me para não rir.
- Como descobriram o apelido?
Pergunto, tentando, tranquilizar ela antes de realmente entrar no assunto.
- Agradeça ao Nicolas.
- Não, aliás, se tão zoando, a culpa é sua de provocar o Nicolas, com esse apelido.
- Agora todos sabem.
Ela fala ficando vermelha, me fazendo rir, enquanto abre um sorriso tímido.
- E então, vai me explicar.
- Que história é essa, de viagem?
Ela pergunta, enquanto tento pensar na melhor forma de contar, o que realmente está acontecendo.
- Ao que parece, o Nicolas é o passaporte milionário para alguém.
- Ou a galinha de ovos de ouro...
-Ele é herdeiro direto do Castelli e da Verônica, que juntaram muito dinheiro, de forma ilícita.
- E nós dois estamos no caminho, enquanto temos o Nicolas, sob a nossa guarda.
Observando a reação dela, parando de falar esperando ela absorver tudo, antes de continuar.
- Que tipo de monstro, planeja fazer m*l, contra uma criança?
Ela questiona, me encarando, com seus olhos cheios de lágrimas.... entendendo o desespero que ela está sentindo, pois é o mesmo desespero meu, eu apenas a puxo para um abraço.
- Eles não querem fazer m*l a ele.
- Querem ter poder sobre ele, a guarda dele para ser mais específico.
- E estamos no caminho deles.
- Sem falar, que como provado que sou irmão dele.
- Ele, automaticamente, virou o meu herdeiro direto também.
Escutando isso, ela encolhe-se nos meus braços, enquanto eu aperto mais meus braços ao redor do seu corpo.
- O que vamos fazer?
- Não podemos deixar, eles pegarem o Nicolas.
Ela fala, e mesmo não podendo ver o seu rosto, pela sua voz sei que está chorando.
- É aí que entra a história da viagem.
- Vamos chamar a atenção deles, os atrair para outro lugar.
- Enquanto o Nicolas, vai ficar em segurança, com alguém.
Concluo, mesmo sabendo que essa é a parte do plano, que me deixa aflito, mas sei também que isso é necessário.
- Ou seja, vamos sozinhos?
Ela pergunta receosa, com a sua voz estando meio rouca, o que faz o meu p**, dar sinal de vida.
Droga, hora imprópria, mentalizo, pedindo em silêncio que ela, não tenha percebido.
- Sim, iremos apenas nós dois.
Respondo à pergunta dela, que agora se afasta me encarando.
Vejo os seus olhos arregalados, enquanto me encara abrindo a boca para falar algo, mas somos interrompidos.
Por um choro alto, vindo lá de baixo, que faz a Mel se levantar num pulo.
- É o Nicolas.
Me fazendo assim como ela, levantar-me rápido... e já saindo correndo para fora.
- Mel...
O pequeno chora gritando o nome da Mel, enquanto Amir tenta o segurar, com uma cara de pânico.
- Ei amorzinho, estou aqui.
Ela fala, o pegando no colo... enquanto observo pela primeira vez, como ela cuida do meu irmão.
- Como uma verdadeira mãe…
… *** Contínua ***...