Estou deitado agora, depois desse dia cheio... tudo que desejo é uma noite tranquila de sono.
Já começava a cochilar, quando escuto a maçaneta da porta se mexendo.
Como a porta estava apenas encostada, logo ela abre-se e revela, quem está do outro lado.
Melissa... algum problema?
Pergunto estranhando ela estar aqui, enquanto ela acende a luz, e caminha em direção a minha cama.
E minha nossa, que visão.
Mesmo ela estando com um robe, por cima da camisola, posso ver as suas curvas bem marcadas, e sem falar, nas suas pernas a mostra.
Desculpa Felipe... é que. É que...
Ela atrapalha-se, ao me notar a observando, sem poder desviar os meus olhos do seu corpo, que me atenta dia e noite.
É quê?
Pergunto para ela, que se aproxima mais da cama, como se movida por impulso, parando agora na minha frente.
Estou com medo...
Ela balbucia... enquanto estendo a minha mão, pegando a dela, e puxando para sentar de frente para mim.
Prometo, que não irei deixar.
Nada, nem ninguém fazer m*l para você.
Falo, enquanto os nossos rostos estão a centímetros de distância... posso sentir a respiração dela, de encontro a minha pele.
E sem poder mais conter, levo a minha mão ao seu rosto, sentindo a maciez da sua pele... os meus dedos contornam os seus lábios... arrancando deles, um gemido contido.
Felipe ...
Ela murmura completamente desconcertada, enquanto tenta se levantar... mas eu seguro-a, evitando que ela escape de mim.
Já não consigo mais negar, o quanto eu a quero... o quanto preciso dela, na minha vida.
E o quanto desejo, sentir os seus toques, descobrir o sabor dos seus lábios.
Eu... eu quero você...
Falo para ela, enquanto levo a minha mão, a sua nuca, a puxando para mais perto, e enfim iniciando um beijo, que a tanto desejo.
E é como se o meu coração, estivesse a competir com a bateria de uma escola de samba, tão rápido que ele bate no meu peito.
Aos poucos, o nosso beijo vai se tornando mais intenso.
Puxo ela para meu colo, e ela prontamente corresponde, as minhas carícias no seu corpo.
Estamos tão entregues ao momento, como se ela, assim como eu, há muito tempo desejasse esse momento.
Felipe... Felipe... Felipe...
Escuto ela chamar-me, mas não espera... não é a voz dela...
Abro o olho, tentando entender o que está acontecendo.
E deparo-me com Ricardo, me encarando segurando a risada... enquanto percebo, que estava dormindo, no sofá.
Cara desculpa atrapalhar o seu sonho.
Mas você estava gemendo alto.
O i****a fala explodindo em risada, enquanto eu o encaro, sem acreditar que tudo não passou de um maldito sonho.
Pørra...
Murmuro sentindo a frustração, que está bem visível, no volume na minha calça.
Caralho irmão.
Recomendo, banho gelado.
O i*****l continua a rir, enquanto eu só quero abrir um buraco, e enterrar-me.
Isso nunca aconteceu.
Sibilo para ele, que ainda chora de tanto rir me olhando.
Teve sorte de ser eu.
Imagina se fosse a Mel... como explicar isso.
Droga, maldita hora que dormi aqui nesse sofá... e justo na casa de quem...
Tá... tá, já deu né.
Já riu o suficiente.
Murmuro bravo, mas ele nem liga ainda rindo da minha cara.
É melhor ir tomar um banho.
E a cama é mais confortável, para esses tipos de sonhos.
Escuto ele falar, enquanto já se afasta indo em direção à cozinha.
Droga... só posso ter perdido o juízo de vez.
Penso enquanto subo a escada, observando o meu estado.
E o pior, é que terei de me aliviar no chuveiro, como um adolescente punhe'teiro.
Chego no quarto, e jogo-me na cama... me permitindo, por alguns segundos, lembrar-me do sonho.
A Melissa estava tão linda, tão sexy naquela camisola... os seus gemidos nos meus ouvidos... totalmente entregue a mim...
Uma verdadeira tentação.
Mas tudo, não passou de um sonho...
Esbravejo rindo, sem humor, da minha fértil imaginação.
E não encontrando outra solução, vou para o banheiro, pedindo em silêncio, para que o banho gelado, me ajude a relaxar e aliviar o desejo.
E foi impossível, não levar as minhas mãos ao meu p**, com os meus olhos fechados, me lembrando dela nos meus sonhos... imaginando que era as mãos dela ali, e não as minhas...
E assim, acabei me liberando... como um adolescente virgem, apenas imaginando o objeto dos meus desejos.
Já mais calmo e relaxado, saio do banheiro colocando agora apenas a box e permito-me afundar-me na cama.
Deixando que o sono me envolva... e que me traga novos sonhos.
(... )
Acordo na manhã seguinte, com o corpo descansado... mas com tentação daquele sonho, ainda perambulando a minha cabeça.
Isso só pode ser brincadeira.
Sibilo baixo assim que abro a porta, e encontro a Melissa saindo do quarto dela também, com um mine short, que deixa as suas pernas a mostra.
Felipe... algum problema?
Ela pergunta, me notando parado na porta a encarando.
Não... não é nada.
Estava só me lembrando de algo.
Falo tentando disfarçar o meu embaraço, ao ser pego no fraga a observando.
Então tá!
Ela fala abrindo um sorriso, enquanto vai em direção à escada, e conforme se afasta, vou a seguindo, observando cada movimento do seu corpo.
Assim que chegamos a sala, arrependo-me imediatamente de ter vindo com ela, já que logo deparo-me com o olhar observador do Ricardo.
Que me encara com um sorriso perverso na cara, deixando claro, que irá aprontar.
Bom dia, Felipe.
Dormiu bem?
Ele começa as provocações com sutileza, para ué as meninas não percebam, mas sei bem o que ele está fazendo.
Hã... sim..., sim, dormi muito bem.
Respondo já fechando a minha cara, enquanto ele encara a Mel agora.
Melissa... com todo o respeito.
Mas está linda... claro que não mais que a minha diaba.
Mas linda, não concorda Felipe?
Pø'rra, que esse Ricardo não vai deixar passar mesmo isso.
É sim... sim com certeza.
Falo, já indo em direção à cozinha, para tomar o café da manhã.
Algum problema, entre vocês?
Melissa pergunta-me baixo, enquanto passeia os seus olhos entre mim e o Ricardo.
Nada, apenas sem cabeça para brincadeiras hoje.
Falo em voz alta, para que ele escute... e em resposta ele apenas gargalha, deixando claro, que não terei o meu desejo atendido.
E esse dia vai ser longo.
Murmuro, começando a tomar o meu café da manhã enquanto, ele do nada se junta a nós.
Sabe acabei de falar com o Elliot.
E já temos o local perfeito, para a viagem de vocês.
Ele fala, me fazendo engasgar com o café, que eu estava tomando.
Eita! Calma, é só uma viagem de amigos, certo?
O bastardo brinca, me fazendo o fuzilar com os olhos.
Enquanto a Melissa, mais do que rápido responde para ele.
É claro.
Que é uma viagem, de amigos.
Escuto ela respondendo, enquanto o sorriso do bastardo se amplia, no seu rosto.
Sabe... ontem quando os dois conversavam no quarto.
Andrew, nos deu uma ideia.
Era esse o motivo dele se manter calado antes.
Ele fala, fazendo com que eu me lembre que até cheguei a questionar na estrada, o silêncio do Andrew.
Ele estava analisando os fatos.
Sob o olhar jurídico.
Ele nos deu a ideia, da adoção do Nicolas.
Ele sendo seu irmão, a guarda dele caiu sobre você.
Porém, se fizéssemos os trâmites legais, para uma adoção.
Poderíamos mudar não só o sobrenome dele, como também o nome dele.
Sem falar, que você poderia nomear, a partir de então, guardiões para ele.
Ricardo fala sério agora, sem o senso de humor, que estava anteriormente.
Ele poderia deixar de ser um Castelli, e se tornar um Ortiz.
Sem falar, que isso pode ser bom para ele.
Não carregar o fardo, de ser filho de um assassino.
Pois esse sobrenome, irá o assombrar aonde ele for.
Escuto com atenção as palavras do Ricardo, enquanto sinto que sim, eu posso fazer isso por ele.
Mas ainda assim, ele não deixará de ser filho da Verônica.
Falo, pensando em como explicar tudo isso para ele, quando for preciso.
Ele pode, sim, deixar de ser filho dela.
Melissa se pronuncia, chamando a nossa atenção para ela.
Eu sei, que não nos conhecemos há muito tempo Felipe.
E que até mesmo, se incomoda com a minha presença na vida do Nicolas.
Mas se permitir, eu poderia entrar com o pedido de adoção dele, com você.
Assim, ele teria na sua certidão os nomes de um pai e de uma mãe.
Ela fala, me deixando sem palavras, diante da demonstração de amor dela, pelo meu irmão.
A razão de incomodar-me, pela sua aproximação dele.
É por medo.
Medo de um dia se afastar, ele já perdeu tanto nessa vida.
Não quero, que ele sofra mais.
Comento, desfazendo o m*l entendido, por ela achar que não gosto dela, perto do meu irmão.
Todos, já perdemos e sofremos muito.
E podemos nos dar, uma nova chance.
Sejamos a família, que o Nicolas precisa.
Ela fala, pegando na minha mão... enquanto me perco na intensidade do momento.
Com a palavra família, não me assustando tanto, nesse momento…