******* Felipe Ortiz ********
Assim que saio do meu apartamento, sinto o meu celular vibrando.
Olho achando ser alguma mensagem do Ricardo ou do Amir.
Mas vejo na tela, que é uma mensagem do f*******:, na verdade uma solicitação de amizade.
Coisa que claro, eu teria ignorado no mesmo instante, se não fosse por algo.
- Quem estava me enviando a solicitação de amizade.
- Era a Melissa Bernades, a mulher da noite passada.
O que claro, me fez me questionar como ela achou o meu face, tá que eu tenha tomado algumas doses de bebida.
Mas me lembro de nossa conversa, e sei que não falei meu sobrenome para ela.
E mesmo que ela tenha passado um bom tempo, procurando entre vários perfis o meu face.
Ainda assim, é muito estranho essa solicitação.
Estou ainda intrigado, com isso quando saio do elevador, e escuto o senhor Ivo me chamando.
Mas o que ele me disse a seguir.... com toda a certeza me fez perder o rumo.
- Pois aquele mesmo cara, que o corpo foi encontrado ontem.
- Esteve aqui... com aquela mesma identidade falsa em suas mãos.
- Tentando chegar até mim.
E só de pensar, o quão perto ele esteve da Melissa ou do Nicolas, me faz perder o rumo por alguns segundos.
Sem mais poder ficar parado, dou instrução para que ele não deixe nem a Melissa e muito menos o Nicolas sair, e me viro indo para o estacionamento pegar meu carro.
Com um turbilhão ainda em minha cabeça, entro no carro, e jogo o celular ainda em minhas mãos no banco do carona, saio com o carro e acabo dirigindo direto para a praça.
Voltando ao lugar onde encontramos o corpo, tento olhar tudo na luz do dia, buscando uma nova perspectiva de tudo.
- Caminho do local onde claramente o corpo foi encontrado.
- Até o local onde encontraram o celular.
- Observando tudo, buscando uma pista de onde o corpo veio.
- Ou algo que não tenham visto ontem, que poderia nos levar ao assassino.
Estou caminhando a algum tempo já, quando observo um carro, que está parado a uma distância significativa...
Porém me recordo, que ao sair do apartamento, vi esse mesmo carro estacionado lá na frente.
- Então, dou algum passos para frente de onde eu estava.
- E paro olhando diretamente para o carro.
- Deixando claro, para quem quer que seja.
- Que estou ciente, de que estou sendo vigiado.
- Mas também, passando uma falsa imagem.
- De que não estou com medo e nem abalado.
Tentando ser sútil em meus movimentos, levo minha mão até meu bolso, em busca do celular, mas só então me lembro.
Que ele está jogado, lá no banco do carro...
Então já tendo ficado tempo de mais exposto, volto a passos rápidos para o meu carro, enquanto sei que ainda estou sendo observado.
E assim que entro, vejo meu celular tocando... com o nome do Ricardo chamado na tela.
- Fala Ricardo.
Atendo já arrancando com o carro, e acelerando sem me importar com a buzina, dos outros motoristas.
- Cara'lhø Felipe.
- Onde é que você se meteu?
- Estamos igual loucos atrás de você.
Pø'rra estava tão perdido em pensamentos, atrás de uma pista, que nem notei o tempo passando.
- Estou bem, não se preocupe.
- Só que estou sendo observado, tem um carro me seguindo.
Falo enquanto olho no retrovisor e confirmo, que aquele mesmo carro vem atrás de mim.
- Não sei quem é, mas estava na frente do prédio quando sai.
- E pelo jeito, o tempo que estive parado, ele permaneceu me observando.
Enquanto relato, já escuto o Ricardo, dando instrução para alguém do outro lado.
- Felipe, venha direto para cá.
- Tem agentes indo para a rua, vamos tentar interceptar esse carro.
- E descobrir, quem está no volante.
- E o principal, o que quer?
Concordando com o Ricardo, desligo o celular acelerando ainda mais carro, e na velocidade em que estou, não demora muito, para que eu chegue até a empresa.
- Cara'lhø
- Da próxima vez que sumir, sem nos dar notícias.
- Eu mesmo, vou te dar uns socos.
Ricardo brada, assim que desço do carro, estando ele no estacionamento, com alguns agentes, garantindo a minha segurança.
- Desculpa, perdi a noção do tempo.
- E só me dei conta, do risco.
- Quando notei o carro me observando.
Falo, enquanto entramos para dentro do prédio da empresa.
- Tem algo estranho nisso tudo Ricardo.
- Eles poderiam ter me atacado.
- Mas não, apenas me observaram de longe.
- Eu era um alvo fácil, por que não me atacar?
Indago assim que estamos a sós, em sua sala, enquanto ele me encara, analisando o que eu falei.
- E se o alvo, não for precisamente você?
- E se querem te usar, para chegar até a alguém?
Escutando o Ricardo, logo as imagens do Nicolas e da Melissa, veem em minha cabeça.
- Preciso ligar para a Melissa.
- Me certificar, que estão bem.
Falo já pegando o meu celular, mas paro escutando o Ricardo.
- Eles estão em segurança, na minha casa.
- Aliás, Amir acabou de os deixar lá.
- A Vick está lá com eles, e Amir e Andrew estão a caminho.
Sabendo que ao menos eles estão em segurança, longe de tudo isso, consigo me acalmar um pouco.
- Aquele cara, ele esteve me procurando ontem.
- Por duas vezes, ele foi a minha procura.
Falei vendo o Ricardo abrir uma gaveta, e retirar o celular de dentro dela.
- A perícia, já colheu as digitais.
- E descobriram, que o celular não tinha senha.
- Então acessamos, as últimas ligações e mensagens dele.
- A sua última ligação, foi para uma tal de Melissa Bernades.
- A ligação durou alguns minutos.
Melissa.... sempre esse nome rodeando a minha cabeça.
Mas escutar ele agora, não me fez lembrar da nossa Mel.
Mas sim, daquela que conheci ontem, que me enviou solicitação de amizade, hoje logo cedo.
Seria mera coincidência do destino? Me questiono olhando para o meu celular... porém com a resposta, já estando bem mais que óbvia... que é claro, que não.
- Ontem na boate.
- Talvez tenha estado cara a cara, com a morte.
Comento, fazendo Ricardo me encarar em silêncio , aguardando que eu continue.
- Estava bebendo, quando uma linda mulher se aproximou de mim.
- Me propondo companhia, e logo me convidou para sairmos de lá.
- Porém acabei desistindo, por alguns motivos que não vem ao caso.
- Mas, lembro- me bem, dela se chamar Melissa.
- E hoje, quando estava saindo de casa... recebi uma solicitação de amizade, dessa mesma Melissa Bernades.
- Muita coincidência, não acha?
Ricardo concorda com a cabeça, enquanto o seu celular começa a tocar, nos distraindo por alguns instantes.
- Martinelli falando.
- Faça o que for necessário, mas não os deixe escapar.
Escuto Ricardo falando ao telefone, já imaginando uma possível tentativa de fuga, do meu perseguidor.
- Quem quer que seja no volante.
- Não está querendo facilitar a nossa vida.
Ricardo comenta, enquanto tudo que consigo pensar, é na mulher da balada.
- Se eu tivesse saído com ela.
- Poderia ter sido o meu corpo, a ser encontrado.
Murmuro para o vento, enquanto repasso em minha cabeça, cada instante em que estive com ela, na noite passada.
- Tentaram chegar até você, de diferentes maneiras.
Ricardo comenta, enquanto estendo a minha mão, pegando o celular de cima da mesa.
E vou até o f*******: dele, procurando pela Melissa e lá está ela, não apenas como amiga, mas como namorada dele.
- É ela ...
Falo virando o celular para o Ricardo, que o pega da minha mão.
- Cara'lhø, que merda que está acontecendo?
- Quem são essas pessoas, e o que querem de mim?
Questiono, sem saber o que pensar, em como conseguir essas respostas.
- Talvez, só talvez, não seja você que eles querem.
Ricardo fala, enquanto vejo na galeria de fotos daquela mulher.
Uma foto dela, ao lado da Verônica, nessa foto as duas estão abraçadas, como se fossem amigas.
- Quero garantias, que a Verônica não consiga fugir.
- Ela não pode, conseguir fugir.
- Ou ela vira atrás da Melissa e do Nicolas.
- E isso, eu não irei permitir.
Falo enquanto escuto a porta sendo aberta, e por ela entrar Amir e Andrew.
- Bom quanto a isso, não precisa se preocupar.
- Acabei de receber a informação.
- De que a Verônica, foi assassinada ontem a noite.
Andrew fala, deixando claro ter escutado o meu comentário, enquanto entrava.
- Porém o principal suspeito pelo crime, é você Felipe.
Encaro ele, que agora se senta ao meu lado seguido de Amir.
- Nos informaram, que o filho foi o último a estar no quarto com ela.
- Então, ele se tornou o principal suspeito.
Amir conclui, enquanto com dificuldade tento me lembrar de como é que se respira.
- Eu não estive lá.
- Nunca a visitei.
Murmuro, tentando conter o meu ódio... enquanto me levanto e começo a andar, de um lado para o outro, tentando controlar a minha respiração.
- Sabemos que não foi você.
- Mas alguém está tentando incriminar você.
- Porém o que não faz sentido, é terem matado o impostor.
Andrew questiona, enquanto se levanta e me segura me fazendo parar em sua frente.
- Não sabemos ainda, o que de fato está acontecendo.
- Mas iremos descobrir.
- Porém, você precisa se acalmar...
Andrew fala, me obrigando a olhar para ele... mas a minha cabeça está com um turbilhão de pensamentos.
- Alguém está mesmo empenhado, em lhe tirar do caminho.
Escuto o Ricardo falando, mas m*l consigo prestar atenção no que ele continua falando.
- Preciso... preciso respirar.
Falo me afastando deles, já saindo pela porta do escritório.
Enquanto tento assimilar, tudo o que está acontecendo.
Me questionando porquê disso tudo está acontecendo?
E analisando como que de uma hora para outra, o meu mundo começou a desmoronar.
E sem saber o que fazer, caminho em direção a saída do prédio... indo direto para o estacionamento.
Onde assim que aproximo do meu carro, vejo um envelope, no para brisas.
- Com muito cuidado, me aproximo pegando o envelope.
- Onde tem várias fotos minhas.
- Nas primeiras fotos apareço sozinho, mas olhando mais algumas, começam a aparecer algumas fotos, onde estou com a Melissa e o Nicolas.
Mas uma foto entre todas, essa sendo a última, ela é realmente perturbadora...
A foto de uma lápide com o meu nome nela...
Por instinto olho para todos os lados, procurando por alguém.
- Mas estou totalmente sozinho ali....