Cap.06- Que ele esteja bem.

1459 Palavras
××××××× Melissa Vasconcelos ×××××××× Assim que Felipe saiu pela porta, eu só conseguia me perguntar o que tão grave, poderia estar acontecendo? Vi em seu olhar, com toda certeza, muito mais do que ele queria demonstrar. Quando nos olhou antes de sair, por mais que ele abriu um sorriso, fingindo estar bem. - A dor vista em seu olhar. - Foi o suficiente, para me deixar desestabilizada. - Pensando em tantas hipóteses. Desde que nos conhecemos, já o vi passar por tantas coisas, Porém ainda assim, não havia visto esse olhar nele. O que claro, só me deixou ainda mais inquieta. - Mel? Sou desperta de meu pensamentos, pelo Nicolas que me trás a realidade, percebendo então, que ainda encaro a porta. - Oi amorzinho. Falo olhando para ele, que me encara... como se perguntasse, o que estava acontecendo? - Que tal prepararmos, o nosso café da manhã? Falo me levantando com ele em meu colo, e indo em direção da cozinha. Não estranhem essa minha liberdade na casa do Felipe... é que devido a cuidar do Nicolas, eu acabo me esquecendo que não estou na minha casa. E como exemplo, não tenho a mínima vergonha em ir fussar a geladeira dele ... ou até mesmo, atacar os vários pacotes de biscoito, que tem no armário. Vejo isso como um bônus, por nos tornarmos amigos. Tá que uma simples amiga, não teria a chave do apê dele, nem teria o livre acesso. Mas por cuidar do Nicolas, vivo entrando e saindo daqui... e tudo é tão normal, que o próprio Felipe me deu a chave reserva. Estamos terminando de tomar o nosso café da manhã, quando escuto o meu celular tocar. Corro até a sala, o pegando e vejo no visor se tratar do Ricardo. - Oi Ricardo, tudo bem? Pergunto, assim que atendo, mesmo que algo em minha cabeça, grite dizendo que algo aconteceu. - Melissa. - Desculpe ligar tão cedo. - Mas preciso saber, se você viu o Felipe hoje? - Estou a algum tempo, o esperando aqui na empresa. - Já liguei, mandei mensagem, mas não tive retorno. Escuto Ricardo, falando do outro lado... enquanto sinto o desespero começar a se apoderar de mim. - Na verdade, ele saiu já faz algum tempo. - Ricardo, o que está acontecendo? - O Felipe, tentou disfarçar, mas sei que é algo grave. Falo, enquanto escuto o Ricardo mandando alguém rastrear o celular do Felipe. - Ainda não sabemos o certo Melissa. - Mas por segurança, estou enviando o Amir para sua casa. - Ele irá buscar você e o Nicolas e os levará, para a minha casa. Ricardo fala, visivelmente tentando parecer calmo... mas algo me diz, que isso é só para me acalmar. - Ricardo, estamos seguros aqui. - Se concentre em encontrar o Felipe. - E nos dê notícias, por favor. Falo tentando, me manter calma vendo o Nicolas que terminou seu café da manhã, vindo agora em minha direção. - Iremos o encontrar Melissa. - Mas se arrumem, o Amir já está a caminho. Ricardo fala desligando o telefone, enquanto mesmo com um desespero devastador em meu peito. Abro um sorriso, pegando nas mãozinhas do Nicolas. - Amorzinho, o tio Amir está vindo. - Para nos levar para irmos passear, então vamos nos arrumar. Falo o pegando em meu colo, indo direto para o seu quarto, onde pego algumas peças de roupa, colocando logo em um mochila. E vou para o meu apê, que fica de frente ... o levando para um banho rápido, e já o aprontando. Estou terminado de vestir ele, quando escuto alguém tocando a campainha. - Melissa, o Amir está aqui. Logo meu avô grita, avisando quem estava, na porta. - Nicolas, corre lá no tio Amir. - E avisa, que já estou indo. Peço a ele, que acena com a cabeça e sai correndo, enquanto corro para o banheiro, a fim de escovar os dentes e jogar uma água rápida em meu corpo. - Pronta? Amir pergunta assim que vê entrando na sala, com a mochila do Nicolas em minha costa. - Sim, pronta. - Vó, vô, iremos lá para a casa do Ricardo. - Passar o dia com as crianças... Dou uma explicação rápida, para eles que vieram passar uns dias aqui comigo, já que mesmo eu os convidando para morar comigo, se recusam, dizendo que preferem morar na casinha deles. Porém como não conseguimos ficar muito tempo longe, eles vivem vindo para cá, passar uns dias comigo. E me escutando falar que estou indo para a casa do Ricardo, eles apenas concordam, enquanto vejo Amir jogando o Nicolas em seu ombro, fazendo o pequeno gargalhar. - Vão com Deus, minha menina. Minha vó fala, enquanto saímos... e apenas concordo abrindo um sorriso, para não os deixar preocupados, assim como também estou. - Já conseguiram, fala com ele? Pergunto para Amir, assim que entramos no elevador, mas em resposta ele apenas n**a com a cabeça, enquanto olha em meus olhos. - O quão grave, é a situação? - De um a dez. Pergunto, tentando arrancar informações sem que o pequeno em seus braços, entenda do que estamos falando. - Sendo sincero.... chutando por baixo. - Acho que a gravidade, é dez. Ele fala me fazendo prender a respiração por alguns segundos, enquanto vejo ele tirando o Nicolas de seu ombro e o abraçando. - Não sabemos ao certo, o que está acontecendo. - Na verdade, tudo que sabemos. - É que alguém pode estar atrás dele. - E agora, perdemos o contato com ele. - Mas já tem pessoas atrás dele. - O próprio Vitor, já está a caminho. - Confia Mel... tudo vai dar certo. Amir fala enquanto saímos do elevador, e por mas que ele tentou ser discreto... notei que ele olhou para todos os lados. Como que se certificando, que estamos realmente seguros. - Senhorita Melissa. Estamos saindo do prédio, quando escutamos o porteiro me chamando. - Sim, senhor Ivo. - Algum problema? Questiono, vendo a aflição estampada em seu rosto, enquanto ele vem até onde estamos. - Desculpe a importunar. - É que o senhor Ortiz, foi claro em pedir que não a deixássemos sair. - Nem a senhorita e muito menos, o menino Nicolas. É claro que ele deve ter pedido, eu vi em seus olhos o quanto estava com dor, e antes era medo, com toda certeza de que algo acontecesse ao Nicolas. - Não se preocupe senhor Ivo. - O senhor me conhece, e sabe que sou amigo de longo tempo do Felipe. - E se estou aqui, é porque ele mesmo me pediu para vir buscar eles. Amir fala, já pegando em seu bolso o distintivo de investigador e mostrando para o senhor Ivo. - Eles estão seguros comigo. Encerra o assunto já abrindo a porta, para que eu entre, e coloca o Nicolas em meu colo. - A propósito senhor Ivo. - Notou algo estranho, quando ele saiu? - Para que ele tenha dado, esse tipo de instrução? Amir pergunta, tentando fazer parecer uma pergunta casual. - Na verdade, ele estava saindo. - Quando eu o chamei para lhe avisar, que ontem um rapaz. - Tinha o procurado, ele chegou a vir aqui duas vezes atrás dele. - Para o devolver a sua identidade, que ele havia esquecido na casa desse rapaz. - Até propus que deixasse aqui, que eu mesmo entregaria. - Mas o rapaz, disse que preferia entregar nas mãos dele, ou de algum familiar. - E como ele não estava, até perguntou se tinha alguém que poderia receber. - Mas preferi não dar informações sobre os hóspedes, ele então disse que voltaria depois. Tanto eu como Amir, escutamos o senhor Ivo falando, em total silêncio. - Esse homem, ele chegou a mostrar a identidade? - Era do Felipe mesmo? Amir falou, enquanto já discava algum número em seu celular. - Sim, era a identidade do senhor Ortiz. Droga, quem seja essa pessoa com toda certeza chegou muito perto de nós, penso enquanto abraço o Nicolas em meu colo, que está entretido assistindo no celular. - Obrigado pelas informações, senhor Ivo. Amir encerra a conversa, já entrando no carro e o colocando para funcionar. - Faz alguma ideia, de quem seja? Pergunto para ele, que aperta suas mãos no volante. - Com toda certeza a pessoa que encontramos sem vida ontem. - Ele chegou perto, tentou chegar até vocês. - Com toda certeza, era alguém bem instruído. Escuto sua resposta, mas ao invés de me preocupar com minha própria segurança. Tudo que consigo pensar, é em me preocupar com o Felipe, já que até agora, não temos notícias dele. - Que ele esteja bem ...
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