O caminho de volta parecia mais pesado para Bianca. O gesso na perna a incomodava, cada passo exigia esforço, e o cansaço do hospital ainda latejava no corpo. Naipe, no entanto, não desgrudava dela. Carregava as sacolas numa mão e a apoiava com a outra, o olhar atento a cada movimento dela. — Devagar, minha linda… eu tô aqui. — dizia, a voz firme, mas suave. Quando chegaram em casa, ele fez questão de ajudá-la a sentar-se primeiro no sofá, tirando os sapatos dela com cuidado. Bianca riu, meio sem graça. — Murilo, não precisa de tanto. Eu consigo me virar. — Não, não consegue não. — ele rebateu, sério. — Pelo menos não agora. Enquanto tu tiver com esse gesso, eu vou cuidar de tudo. Ela suspirou, derrotada, mas o coração se encheu de calor. Pouco depois, Naipe a pegou no colo sem pedi

