REENCONTRO

1119 Palavras

O sol já se erguia no céu quando Coringa e Laura deixaram o hospital. A madrugada havia sugado todas as forças dela, e os olhos cansados mostravam mais do que simples exaustão. Era a fragilidade depois da dor. Coringa caminhava ao lado, firme, como se cada passo dela fosse sua própria responsabilidade. A mão dele segurava a dela, mas o braço já preparado para amparar o corpo frágil se fosse preciso. O caminho até a casa parecia mais longo do que nunca. Cada degrau, cada porta atravessada, era vencido com paciência. Ao chegar, Coringa empurrou o portão devagar e a guiou pelo quintal silencioso, como se o mundo inteiro estivesse parado só para recebê-los de volta. — Devagar, amor. Segura em mim. — disse ele, ajeitando o braço dela em seu ombro. As escadas foram um desafio. Laura tentava

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