O silêncio do hospital parecia ainda mais pesado que o barulho de tiro no morro. As luzes brancas, o cheiro de álcool e desinfetante, o som distante de passos apressados. Tudo aquilo engolia o peito dos três rapazes como se o mundo tivesse parado. Eles se entreolhavam, mas ninguém tinha palavra pra aliviar. Coringa andava de um lado para o outro, a mão esfregando o rosto, as tatuagens no braço se contraindo com a tensão. Já Charada permanecia sentado, mas a perna não parava de tremer — o olhar fixo na porta da emergência, esperando alguém aparecer com notícia da Letícia. O tempo parecia arrastar. Cada minuto doía. De repente, a porta abriu e uma médica jovem, de jaleco branco e expressão calma, apareceu chamando: — Parente da paciente Laura? Coringa foi o primeiro a se adiantar. — S

