Laura narrando...
Talvez vocês me achem meio doida, por ter acolhido à Maya, sem conhecer a mesma direito, mas eu sei muito bem o que ela está passando, porém comigo foi um pouco mais diferente, eu fiquei morando na rua por quase 3 meses, até uma senhora me ajudar, dona Neide, ela foi um anjo na minha vida e me acolheu sem nem me conhecer... Deixa eu falar um pouco da minha história para vocês entenderem...
Meu pai eu nunca nem soube quem era, minha mãe, ela era uma ótima mãe, sempre ali por mim e pelo meu irmão, mas a mesma descobriu um câncer, ela lutou, lutou tanto, mas infelizmente ele venceu e eu perdi a única pessoa que eu tinha nessa vida, para mim, ela era a única pessoa da minha vida, meu irmão, ele m*l aparecia em casa, sempre foi dá pavirada, então era eu e ela quase sempre... quando ela morreu, achei que ele ia tomar um choque de realidade, mas eu estava enganada, ele deu a casa em uma dívida de jogos que ele havia feito, meu irmão além de um dependente químico é viciado em jogos, bela combinação, vocês não acham!? É, eu não sabia, sabia somente das drogas, mas no dia que entraram na minha casa e eu fiquei sem entender legal e me colocaram para rua, ele apareceu e explicou tudo, saiu com a cara mais cínica do mundo e eu fiquei em choque, sem saber o que fazer, para a minha sorte eu tinha um dinheiro guardado, mas não o suficiente... Vendi meu celular e comecei a vender algumas coisas minhas, primeiro mês ainda consegui me manter, mas para o meu azar não consegui serviço em lugar nenhum, então foi onde fui despachada e comecei a morar na rua, eu ficava perto de uma lancheria, uma vez na semana dona Neide tinha o hábito de ir lá e ela sempre me via, ela me olhava com pena, mas eu ainda não estava tão desajeitada, mas o tempo foi passando e eu só fui piorando...
Lembrança on...
Eu estava tremendo de frio, por incrível que pareça, hoje estava chovendo, quase nunca chove aqui, aí quando eu estou desabrigada chove, é para dificultar a minha vida mesmo, minha barriga ronca de fome, eu não aguento mais isso que eu estou vivendo, eu começo a cogitar a possibilidade de me atirar em frente há um carro, ônibus, algo desse tipo, talvez a morte seja melhor que isso, eu não sei, começo a chorar, até que escuto um "Psiu" olho em direção com medo que seja mais um desses homens idiotas que tentam trocar comida por sexo, é, eu deveria, mas eu sou virgem, tenho medo... olho vendo ser a senhora que sempre vem uma vez na semana aqui.
Senhora: Menina, você não tem casa? — eu n**o. — eu sempre achei que você ficava aqui por algum outro motivo, mas vendo agora que você está toda desajeitada e nessa chuva toda está aí encolhida, meu coração apertou, vem minha linda, vou te dar abrigo. — eu fiquei com medo de início, mas senti tipo um sussurro no meu ouvido dizendo que eu podia confiar e foi o que eu fiz.
Levantei e fui com a mesma, começamos a subir um morro e eu comecei a ver os rapazes tudo armado, dona Neide falava com todos, fomos parado por um desses rapazes armados com uma cara m*l encarada.
Xx: Qual a fita dona Neide?
Neide: O meu menino, eu vou dar abrigo para essa criança, amanhã cedinho vamos na boca, para ela poder contar a história dela para vocês. — ele concorda.
Xx: Vou deixar uns menor na contenção da sua casa, nunca sabemos o que pode acontecer. — ele diz me olhando dos pés a cabeça e volta a descer o morro.
Chegamos na casa dela e ela me explicou tudo sobre aqui e eu contei toda a minha história para ela que chorou junto comigo, me deu uma roupa para eu tomar um banho e enquanto isso ela fazia um ensopado para nós, eu me senti tão acolhida e agradeço tanto à Deus por ter colocado ela em minha vida.
Lembrança off...
Foi assim que eu vim parar aqui no morro, eu não sou cria daqui desde pequena, mas vim parar aqui com 10 anos, agora tenho meus 23, muito bem criada pela dona Neide e aqui é a minha casa, logo que cheguei aqui, fui no dia seguinte falar com o tal dono do morro, na época era o pai do Morte, inclusive o Morte é igualzinho ao pai dele, cara fechada e bolada sempre, mas é o certo pelo certo...
Eu conheci os meninos e entre eles o Bento, mas eu não me misturava muito, de vez em quando brincava com eles na rua, mas era muito raramente, eu sempre fui mais caseira, gostava de estar com a dona Neide... Ela arrumou escola tudo para mim, foi assim que eu conheci a Sasha, ela era mais nova que eu, um ano, mas era bem pior do que qualquer menina, de início eu não tinha percebido, não até ela tentar me jogar para cima do Bento, foi onde ele começou a me enxergar com outros olhos e ficou obcecado por mim, dona Neide nunca percebeu, eu já estava com quase 15 anos e eu e ele nos envolvemos, no início, tudo mil maravilhas, eu era muito nova mas infelizmente nem tudo são flores, ele me forçou a t*****r com ele e fora as surras que ele me deu, nossa eu vivi um inferno nas mãos dele. Nessa época quem tinha assumido já era o Morte, pois o pai dele morreu em uma invasão que teve, os três estavam sempre juntos e eu até pensei em contar, mas ele e a Sasha sempre diziam que eles nunca iam acreditar, pois eles eram como irmãos e eu era uma ninguém, a minha amigona mostrou a boa vagabunda que ela era nisso, quando começou a jogar na minha cara sobre tudo que ela fazia com o Bento e os dois eram nojentos... Eu até pensei em falar para os meninos que a Sasha era envolvida com o Bento e sobre as ameaças que eu tive dela também, mas acabei que nunca falei, para mim ela era louca por ele e era só sexo e uma emocionada que fazia de tudo para agradar ao macho. Quando dona Neide soube tudo que eu passei na mão dele, ela se culpou tanto, mas eu tratei logo de acalmar a mesma, ela não tem culpa de nada, pelo contrário, ela sempre foi a minha salvação...
Quando Bento morreu eu dei graças a Deus, os meninos começaram a querer saber mais sobre ele e p***a ele era pior do que eu imaginava, quando eu contei a minha história com ele, Arcanjo dava pulos de raiva, eu acabei pegando uma amizade com eles, mas com o Arcanjo se tornou mais que amizade, por mais que eu relute ainda, eu não consigo não me entregar para ele, ele é tão carinhoso, tão amoroso e parceiro comigo, Dona Neide sempre diz que faz muito bom gosto de mim e do Arcanjo, mas eu sempre desconverso sobre...
Ele voltou aqui para casa com as coisas dela, a mesma estava apagada no sofá, subimos e tomamos um banho, fizemos um amor gostosinho e dormimos...
Acordei no dia seguinte e escutei risadas lá embaixo, acordei o Arcanjo, fizemos nossas higienes e descemos.
Neide: Olha, deram as caras.
Laura: Bom dia mãezinha. — digo abraçando a mesma. — Vejo que conheceu a Maya já.
Neide: Sim, muito bonito o seu gesto. — ela diz sorrindo orgulhosa de mim e isso aquece ainda mais o meu coração.
Laura: Eu aprendi com a melhor pessoa desse mundo.
Maya: Fizemos o café já, sentem para tomar com a gente.
Eu e Arcanjo sentamos na mesa, começamos a comer e conversar, Maya falou mais dela para nós e vejo que ela também sofreu na mão dessa tal Madrasta, mas agora ela pode ficar em paz, ela vai ter uma família aqui, vamos sempre apoiar e ajudar ela.