Valéria fez o cristal do seu bastão brilhar, os seus olhos e veias enegreceram e os seus cabelos flutuaram. O ataque seria fatal, mas as cinco pessoas se prostraram diante dela e a reverenciaram.
— Por favor, Valéria Évollut Palawitz, Majestosa Allogaj das Trevas, não nos ataques, estamos aqui para te servir — implorou a do meio.
Valéria acalmou-se. Estranhou por aquela menina saber o seu nome completo, mas não quis questioná-la. Assim que pousou, tudo despencou-se ao chão e ela conjurou o fogo para enxergar melhor no escuro.
Imaginou que ninguém entraria no seu quarto armado ou com qualquer tipo de objeto mágico, o Castelo passou a ficar extremamente protegido e vigiado devido aos eventos recentes. Aquelas meninas trabalhavam no Castelo e aproveitaram a oportunidade para falarem com a Valéria.
— Quero rostos e nomes — foi o que Valéria exigiu.
A do meio, que era e menor, e provavelmente a porta-voz, retirou o capuz a revelar o seu rosto e as suas companheiras imitaram-na.
— Eu sou a Larissa López, esta é a Hazel Hernández, esta é a Aurira Días, esta é a Tacta González e esta última é Genevieve Jiménez.
Valéria as reconheceu.
— Vocês eram do prédio dos mexicanos, o que aconteceu?
— Antes, podemos ficar de pé? Meu joelho está doendo — pediu Tacta.
— Não! — vociferou Valéria. — Respondam logo a minha pegunta.
Larissa, que não parava de sorrir, incumbiu-se em respondê-la.
— Quando Kanahlic foi capturada e a facção caiu, os luvas-de-prata traidores dominaram geral e nos obrigaram a fazer um pacto de lealdade. Alguns resistentes morreram, outros fugiram, mas a maioria se juntou a eles, como nós, e agora que Kanahlic se tornou rainha, pudemos nos ver livres de novo, entre aspas.
— Por que entre aspas?
— Ora! Não sabemos como voltar para a Terra, as que sabem não tem poder suficiente, e as que têm poder suficiente também têm pacto de lealdade e só podem ir embora se permitirem, neste caso, estamos condenadas a este lugar.
— O que vocês querem, que eu ajude? O problema é de vocês, saiam daqui.
Elas se poram de pés.
— Não, Majestosa Allogaj, viemos a mando do grão-mestre dos luvas-de-prata secundários. Não se preocupe, Durak nunca foi o nosso o líder.
Aquela informação interessou à Allogaj.
— Por quê?
— Justamente porque ele tentou te m***r.
— Assim que cheguei a este mundo, ouvi dizer que matam pessoas muito poderosas. Eu quase morri por causa de vocês luvas-de-prata. Por que deveria confiar agora?
— Entenda, ele tentou te m***r por um motivo, não apenas por você ser muito poderosa, mas por causa de uma Profecia das Trevas — Larissa sorriu.
— Qual foi a Profecia? Fala logo — perguntou Valéria com olhos semi-cerrados como se estivesse entediada com aquele assunto, mas na verdade, estava mais curiosa que qualquer pessoa no mundo.
— Que uma Allogaj das Trevas surgiria e o mataria. Ele pediu um fio de cabelo de todas as novatas na época do recrutamento para saber qual delas era a Allogaj.
Valéria parou para absorver a informação. Lembrou-se do passado, de Biatriz, agora ela deve estar morta.
— É! Faz sentido ele querer me m***r. Enfim, mudando de assunto, me tire uma dúvida, como vocês têm tanto conhecimento mágico assim? A rainha teve que s********r uma Identificadora para saber sobre mim. Qual ritual usaram? Como descobriram que eu era uma Allogaj.
— Não sabemos de nada, somente os mestres e eles não revelam nada para os de baixa categoria. Porém, sabemos mais sobre a Profecia.
— Ok! Então me fale.
— A Profecia dizia que a nossa Potestade a queria viva para o seu maior plano para o mundo.
— Potestade? O que é isto?
— O nosso Poder Supremo. Ele te escolheu, Audaxy, graças a ele você é o que é.
Agora sim, Valéria demonstrou total interesse naquele diálogo.
— Então, foi o Poder Supremo quem materializou Espíritos Atormentantes para a Terra para me trazer aqui?
— Sim, Majestosa Allogaj, foi ele quem tentou te trazer, mas tu resististe ao chamado.
— Óbvio que eu ia resistir, sua Potestade mandou um monte de criaturas feias me atacarem. Por que simplesmente não mandaram um recado?
— Sabe que até hoje eu também não entendi isso direito? Mas o que soubemos era que a senhora é teimosa e não queria vir para este mundo, pois, estava gestante.
— Ah! Vão embora. Sua Potestade é potente, me tornou Allogaj, então por que ele precisa de mim para fazer alguma coisa?
— Ele tem seus motivos, o que sabemos é que ele foi limitado e você é a pessoa certa para se tornar intermédio deste mundo e o submundo para ele, como uma Sacerdotisa. Você é única, Audaxy, Majestosa Allogaj. Por favor, venha conosco, seremos castigadas se aparecermos sem você.
Valéria pensou por alguns instantes. Ela tinha várias dúvidas, era poderosa, observadora, curiosa, e agora que não estava mais grávida, não havia nada que pudesse fazer com que ela pensasse em não se arriscar. Ela pegou um casaco, calçou os seus pés e disse:
— Tudo bem, me leve para a sua Potestade, você me passou um pouco de confiança — ela apontou para as outras meninas. — Ah! Somente a Larissa, vocês vão ficar e arrumar esta bagunça.
Larissa riu da situação e acompanhou a Valéria para fora do quarto.
— Para onde vamos? — perguntou Valéria.
— Para a Basílica da Estrela Ic.
— Hum! Interessante — Valéria começou a ter noção do que estava a acontecer e queria saber aonde aquilo tudo a levaria.
Ao saírem do Castelo, Valéria bateu o seu bastão no chão e ambas foram transportadas para os portões da Basílica.
Estavam cansados de saber que o lugar tinha uma forte magia que impedia a a******a de portais de fora para dentro, entre outras coisas referente à magia. Agora ela saberia o porquê.
As grandes portas se abriram com um gesto de Valéria com o seu bastão e entraram no imenso salão vazio e escuro.
Seguiram para onde ficava o trono de Kanahlic que agora era apenas um espaço vazio. Como o lugar se tornou uma Escola, ali seria posto um balcão de recepção.
— Como sabe o meu nome completo? — perguntou Valéria enquanto caminhavam para o espaço.
— Eu sei tudo sobre você. Eu te venero, Audaxy. Você não sabe, mas fui eu quem te apelidou assim quando você se tornou famosa na facção. Eu sou uma das feiticeiras mais versadas em Latim deste Reino, por isso tenho os meus privilégios — Larissa piscou um olho para ela.
Valéria olhou para a garota com curiosidade, era bonita, parecia ser sádica, sorria a todo instante e a Allogaj sentiu que ela estava a cobiçá-la quando não estava a olhar.
— Devo agradecer? — perguntou Valéria com uma sobrancelha erguida.
— Se você fizer isso eu vou desmaiar de emoção, e esta sua olhada acaba comigo, você é muito linda.
Valéria entendeu que a Larissa estava nitidamente interessada nela, então, lançou-lhe um sorriso de canto de boca e Larissa mordeu os lábios encabulada.
Acabou o flerte.
Pararam no espaço onde havia o trono de Kanahlic, estava marcado e tinha uma pequena f***a como de uma fechadura. Larissa retirou uma chave da roupa e encaixou na f***a, em seguida pronunciou o encantamento:
"Aperta Passagio."
Logo após remover a chave, uma passagem se abriu e uma escadaria se revelou. Valéria esperou Larissa ir na frente, e foi depois dela, jamais imaginou que pudesse haver um compartimento secreto na Basílica.
Assim que descerem, Valéria encontrou-se num ambiente totalmente branco e iluminado com luz fluorescente. Parecia-se com o interior de um templo, havia alguns bancos de mármore branco e alguns luvas-de-prata estavam sentados como se estivessem a esperar pelo início de uma missa.
A quietude era desconfortável.
A Allogaj era a única que possuía um objeto mágico, nenhum daqueles luvas-de-prata estavam de luva, somente as suas capas pretas da levitação era o que dava cor àquele lugar.
O recinto era, aparentemente, agradável e tinha uma arquitetura cúbica e templária, entretanto, centralizada na parede de frente para a entrada, havia um espaço como se fosse uma lareira, era enorme e estava vazia.
— Que m***a é essa aqui, Larissa? Uma Igreja Católica sinistra? — a voz de Valéria ecoou pelo salão e todo o pessoal se voltou para encará-la.
De repente, seis homens qua usavam luvas de prata e com capas da levitação com capuzes pontuados, diferente de todas as outras que já tinha visto, apareceram para recebê-la.
— Finalmente, nossa estimada Allogaj das Trevas — disse o primeiro encapuzado. — Parabéns, Larissa, você nos trouxe a nós a nossa preciosidade.
— Sai para lá, velho esquisito — disse Valéria. — Que maluquice é essa aqui?
Larissa gargalhou.
— Acalme-se, meu bem, você vai entender tudo — assegurou Larissa.
— Parem de mandar eu me acalmar e acabem logo com este mistério que eu não aguento mais, c****e.
O homem de capuz pontudo retirou o capuz e revelou-se ser um velho branco e careca, usava batom branco e lápis de olho, segundo a concepção de Valéria. Ele fez uma reverência e disse:
— O meu nome é Taraman, um dos seis, o grão-mestre do clã dos luvas-de-prata.
— Ok — Valéria falou de maneira confusa. — Então, que diabos é o Legard?
— Legard é o líder do clã por legado, o avô dele, um poderoso feiticeiro das trevas, quem fundou. Contudo, nós fomos divididos, somos considerados parte do clã, somos secundários, outrora liderado por Durak, mas ele foi aprisionado por tentar te m***r, nossa preciosidade.
— Para de me chamar de preciosidade, esquisito. Me diz aí por que vocês são secundários e por que se escondem como ratos no esgoto?
— Vou explicar-te do início, minha precio... Perdão. Minha estimada Allogaj. Como o continente sabe, nosso clã de feiticeiros é um dos mais poderosos que existe, temos acesso a conhecimentos sobre magia que praticamente ninguém tem, pois, somos adeptos de um Ser qual chamamos de Potestade. Mas esta Potestade é repudiada por todo este mundo por causa das histórias m*l contadas sobre ela.
— Eu não estou acreditando, vocês são adoradores dos Treumilas — Valéria espantou-se com a própria descoberta, mas falou com bastante calma. — Eu soube logo, este lugar foi construído para isso e o Rei Ic o cancelou.
— Não somos apenas adoradores, mas servos. Os servimos porque eles nos deram poderes e dons sem precisarmos de toda esta burocracia de grau de magia. Os Treumilas quem te deram o poder que tens, manipularam a magia das trevas para te possuir.
— O que eles querem comigo? O que eu tenho que vocês não têm?
— Audaxy, todos nós nascemos com Luz e Treva dentro de nós, é um fato coletivo, uma verdade absoluta. Contudo, metade se volta mais para a Luz, outra metade se volta mais para a Treva, e isto gera equilíbrio no Universo. Entretanto, existem casos raros que acontecem uma vez por milênios, você nasceu apenas com as trevas, e a sua conexão com os Treumilas pode ser tão mútua que tu podes te tornares parte deles, como uma deusa.
Essa última frase fez o ego de Valéria inchar-se, mais do que o normal, ela adorava ser temida, honrada, prestigiada, exaltada, estimada, servida, ser o centro das atenções, que se subordinassem a ela, entre outras coisas mais, e agora ser uma deusa seria o ápice da sua soberania.
Ela queria ter um título acima do de rainha, ou imperatriz, e ludibriou-se com aquelas palavras do mestre. Tudo que faltava-lhe era ser adorada, os seus devaneios a levaram em uma fantasia onde o mundo mágico seria o seu Reino, e todos e todas teriam que se prostrar perante a sua imagem.
— Eu quero ser uma deusa — sussurrou Valéria.
Taraman estendeu a mão para ela a dizer:
— Então venha, rápido, antes que chegue à meia-noite. A Potestade desejava ver-te. O único que tinha o prestígio de ter contato direto com ele era o Durak, mas agora está preso, tu já sabes a razão.
Os seis mestres levaram-na para frente da lareira depois se afastaram. Ficaram três do lado direto e outros três do lá esquerdo dela, apontaram a mão direita para a lareira e começaram a conjurar um chamado em dorbiano-antigo, nem mesmo os nativos poderiam entender.
As Pedras de Vírnam roxas embutidas nas luvas de prata condutoras de magia se acenderam, em seguida, raios cósmicos foram lançados na lareira criou um vórtice, depois, do meio surgiu um Ser de três metros, ele não tinha forma fixa, apenas os olhos amarelos eram identificados e o seu corpo bruxuleava como fogo preto, contudo, repleto de centelha.
Valéria se encantou pelo Ser e se aproximou para mais perto.
— Olá, Audaxy — disse o Ser, tinha voz masculina e era como se três pessoas falassem ao mesmo tempo.
Valéria sentiu o seu coração bater mais forte, olhou para trás e todas as pessoas encapuzadas estavam prostradas.
O calor que vinha da grande lareira a fazia querer se afastar, mas a atração que sentiu por aquele Ser a fazia querer chegar mais perto.
Ela teve medo, na verdade, pavor, mas não se permitiu tremer as pernas, então fechou a boca e mostrou a sua imponência.
— Então, você que é o tal do Treumilas.
— Nós somos os Treumilas, minha Allogaj — o Ser estendeu a mão disforme e fumegante para ela e a fez ajoelhar-se perante ele. — Para falar conosco é necessário que fique de joelhos.
Valéria comprimiu os lábios e usou toda a sua força para se pôr de pé.
— Não me interessa o que você é, eu não te conheço, não te devo lealdade.
— A tua força me cativa, bela Audaxy, e não tens medo da morte, isto é esplêndido — a Potestade usou o seu poder novamente e fez com que ela se ajoelhasse tão rápido que os seus joelhos se machucaram com o impacto.
Valéria o atacou com um raio cósmico, mas um leve movimento da mão disforme do Ser fez o ataque se apagar como uma chama no pavio de uma vela, e num estalar de dedos o bastão mágico da garota desintegrou-se como areia da praia.
— Querida Audaxy, tu és literalmente audaciosa, eu te d****o como minha Suma-Sacerdotisa e quero você ao meu lado para governar este mundo.
Dessa vez, Valéria não pôde resistir à pequena porção do poder daquele Ser, e o seu medo se agravou, mas a sua v*****e de ser muito poderosa era maior, e prostrada gritou:
— Fala logo o que você quer que eu faça.
Ele usou a telecinese para erguê-la no ar e trazê-la para mais perto da sua face vazia.
— Nós somos uma Potestade, mas fomos limitados neste mundo pelos Trealtas, Eles nos desprezaram somente porque nos apresentamos à humanidade mágica e ela voltou-se mais para nós nos primórdios dos séculos. Ficamos por muito tempo no Abaixo de Zero a tentarmos conexão com a humanidade mágica, mas nada era forte o suficiente quanto um trono real encantado de Umnari. Minha oportunidade surgiu quando Kanahlic tentou ser rainha, e a perdemos quando ela foi traída. A esperança ressurgiu quando te encontrei, uma garota dominada pelas trevas, bela, perfeita, eu a quis para mim. Eu utilizei toda a minha capacidade de manipular a magia para te tornar o que és, e agora, quero que você me dê o que preciso para romper os meus limites e me tornar o deus deste mundo, e você, a deusa do seu. Todos terão acesso a nós, todos poderão nos ouvir, todos poderão nos ver, todos serão das trevas e o poder transcenderá este mundo.
O Ser a fez Valéria flutuar e a pousou de pé no chão, ela não sentia mais medo, as vozes da Potestade eram boas de se ouvir, agradáveis, a deixava tonta como uma mulher apaixonada.
De fato, ela se apaixonou por aquele Ser, e aquelas palavras entraram em seu coração que há muito tempo não batia forte, e a conquistaram.
— Então, tudo era verdade, Sarah estava certa — murmurou Valéria para si própria, ela voltou-se para a Potestade e perguntou: — O que vocês querem que eu te dê?
— Vidas — responderam os Treumilas.
— Como assim? Você quer que eu mate pessoas, é isto?
— Sim — a resposta da Potestade fê-la se lembrar do hospital qual ela havia sido internada em coma, em Uberlândia, ela incendiou algumas pessoas que queimaram até a morte.
— Mas aquilo no hospital...
— Sabemos o que foi aquilo e podemos despertar novamente. Também, podemos dar-te um dom, qual ninguém das trevas possui, a manipulação da matéria escura.
— A matéria escura e a matéria reluzente constituem o Universo — afirmou Valéria.
— Exato.
— Isso que é poder. Mas eu sei que vou perder alguma coisa, é sempre assim neste mundo.
— Sim, Audaxy, perderá a capacidade de conjurar alguns feitiços, mas eles não serão necessários para a sua tarefa.
— E o meu braço?
— Quando eu sair da minha "prisão", poderei livrar-te deste m*l.
— Neste caso, eu aceito — respondeu Valéria sem hesitar.
Os Treumilas envolveram Valéria em uma densa fumaça preta que tomaram o seu coração e os seus olhos enegreceram, ela usou as mãos para manipular a matéria escura que se transformou em estruturas de gumes afiados como espadas.
— Agora você tem o dom de manipular a matéria escura — falaram os Treumilas. — E eis aqui alguém que você vai querer m***r primeiro — o Ser apontou a mão para o lado direito onde dois encapuzados traziam arrastado por correntes o antigo líder dos Clã Secundário dos Luvas-de-Prata, Durak.
O seu estado de estupor era deprimente.
— Vocês me traíram, Treumilas, vocês não são confiáveis, me prepararam como uma ovelha para o abatedouro — gritou Durak com a sua voz desidratada. — Mentirosos, enganadores, falsos.
— Conte o que tu fizeste, Durak, filho de Orok — ordenou os Trealtas.
Durak não podia mais mentir, a sua vida estava por um fio.
— Eles me disseram que você me mataria, Audaxy, então eu tentei te m***r primeiro, várias vezes. Usei pessoas, feitiços, mas você sempre se safou. Da última vez, eu fui no seu mundo, te segui, te espionei, era difícil chegar perto de você com uma Ressurgentis que ouve pensamentos ao seu lado a todo instante. Quando percebi que não estava mais com ela, causei o seu acidente na espera de que você morresse, mas você sobreviveu, e no lar dos acidentados do seu mundo, os Treumilas guardaram o seu corpo para que eu não pudesse terminar a tarefa.
Valéria comprimiu os lábios totalmente dominada.
— Por sua causa eu perdi o meu bebê — ela falou pausadamente e com tanto ódio que sentiu gosto de metal na boca.
— Audaxy — Durak já falava em tom de misericórdia —, eu fui usado pelos Treumilas.
Nesse exato momento, os Treumilas sumiram num vértice e deixam tudo por conta da Allogaj.
Valéria usou a sua dominação da matéria escura e projetou várias lâminas que esquartejou o Durak, não semente a ele como também aos encapuzados que o seguravam.
Ela gritou de ódio, estava tomada pela ira, sentia tanta emoção r**m que não pôde conter-se, então, sem esperar, foi atirando lâminas nas pessoas que estavam naquele templo profano e banhou o lugar extremamente branco de sangue.
Ela deixou apenas os mestres vivos, que ficaram horrorizados, e a sua acompanhante Larissa que sorria diante daquela situação.
Satisfeita, Valéria finalmente se acalmou e as trevas se dissiparam, ao se dar conta do que fez, ficou atordoada, de pé, em frente a uma lareira gigante e peculiar, rodeada de corpos esquartejados.
Larissa, a sádica, saltitou sorridente por entres os corpos e riu ao escorregar numa poça de sangue, pegou Valéria pelo braço que parecia estar dopada e falou:
— Venha comigo, meu amor, você precisa dormir um pouco. Cuidado para não escorregar.
Ambas andaram até à saída.