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Allogaj - Livro 2 - O Feiticeiro das Luzes - PARTE II

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Sinopse

2006 - Cesar finalmente vai para o mundo mágico chamado Dorbis, suas aventuras começam quando ele precisa enfrentar vários obstáculos e passar por várias situações para que venha cumprir o seu propósito naquele reino dominado por uma feiticeira das trevas, uma Tenecae. Cesar terá que tomar muitas decisões para o bem do Reino, o que vai impactar o mundo, e assim, o Caos não venha se alastrar e dominar o planeta, ele precisará confiar no próprio poder e emas pessoas certas para tudo ocorra como planejado. Será que ele vai conseguir?

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Capítulo 1
Na Basílica da Estrela Ic. Ao ir para o salão da Basílica, Cesar deparou-se com algumas filas duplas de estudantes, ainda estavam a se organizar. Cada turma formava duas filas e na frente havia um representante que era um estudante do quarto ano, o de listras vermelhas. Ele procurou a sua turma e encontrou Gisele que era uma das poucas garotas negras no recinto. — Oi, Gika — saudou Cesar a pegá-la de surpresa. — Rasec! — admirou-se Gisele, ela o abraçou forte. — Você voltou, homem. Cadê Lamel? — Está na taverna e está bem. — Não perguntei como ele estava, mas tudo bem — Gisele fez o Cesar rir com aquela resposta. — E as outras meninas? — perguntou o rapaz. — Ainda estão na sala copiando algumas coisas. — E você copiou rápido, hein!? — Digamos que o necessário. É muita coisa para escrever. Cesar deu risadas novamente. — Menina, não deixe nada importante passar — de repente, Belisa o pegou de surpresa ao aparecer na sua frente. — Rasec — disse Belisa contente. Cesar também a abraçou e foi abraçando as que chegavam, como a Fabiana, mas deu um abraço rápido e menos afetuoso em Tainara. Quando Talita apareceu, foi recebida com um abraço e um beijo na boca, com a namorada tinha que ser de uma maneira mais especial. — Meu amor, quando chegou? — perguntou Talita. — Há alguma horas. — Já soube da notícia? A taverna está comprometida. — Soube, e também tenho uma bomba para contar para vocês. As meninas e o rapaz fizeram um círculo para conversarem, mas o Destro Javier chamou a atenção e Cesar disse que depois contaria. Em poucos minutos, todos os estudantes estavam no salão enorme da Basílica, m*l podiam se olhar, então nem conversavam, até aparecer a Diretora Sal. — Muito bem — discursou ela —, alunos e alunas, estudantes da Basílica da Estrela Ic, hoje vocês visitarão o Castelo a mando da rainha, ela quer que vocês se sintam mais à v*****e com o atual reinado e com ela própria, a Vossa Majestade. Ela avisou que a Grande Serpente, uma das Sete Criaturas Primeiras, apareceu no Castelo e ficará por alguns dias, então, ordenou que fossem conhecê-la, para quem não a conhece, e que fossem os primeiros do reino neste período de adversidade a terem contato com ela para serem abençoados, e quem sabe, saia de lá um novo Saneturis. Já está na hora, entrem no portal e não sejam irreverentes — a Diretora abriu um portal na frente da primeira fila dupla e o pessoal começou a atravessar. Haviam mais quatro filas duplas e mais três únicas, a de Cesar era a terceira, e quando a Diretora conjurou o portal na entrada da Basílica, começaram a atravessar. Assim que Cesar atravessou o portal — que era uma fumaça preta e cheia de centelha —, viu-se no extenso pátio da entrada do Castelo, entrou no salão principal e notou que era maior que a da Basílica, como se tivesse sido feito por gigantes. No teto, haviam várias estátuas de serpentes grudadas, ao redor, a decoração era bem gótica com muitos detalhes dourados. A rainha, duas mulheres, uma africana e uma asiática, e vários guardas reais estavam lá, bem diante dos estudantes, para recebê-los. Os portais estavam bloqueados no Castelo. Sal apareceu num portal embutido e entrou no Castelo atrás dos alunos, a rainha a cumprimentou. — Bem-vindos, aprendizes, ao Castelo do Reino de Ic — saudou Kanahlic. — Sintam-se privilegiados por estarem aqui — ela fez um discurso um pouco parecido com o que a Diretora Sal havia dito, mas não deixaram de prestar atenção em cada palavra. — A partir do quinto ano, já podem trabalhar no Castelo, é um lugar enorme e precisamos de vários súditos fiéis para ocuparem um espaço aqui. E agora, vocês vão conhecer a Grande Serpente. Como sabem, as Criaturas Primevas são seres da Sétima Dimensão mandas pelos nossos queridos deuses, os Trealtas, para ajudarem a nós, humanos mágicos, a sobrevivermos neste mundo hostil. Há centenas de anos que eles existem, e o nosso pedaço de terra, a nossa querida Umnari, foi incumbida de abrigar cada ser, um em cada um dos sete reinos. Nós ficamos com a Primeva da Cura, e quando ela dá o poder da cura para alguém, esta pessoa se torna um Saneturis, aquele feiticeiro que pode se curar rapidamente. Não vou me prolongar mais porque as horas não nos esperam. — Ela olhou para a mulher n***a e careca, tão linda que Cesar lembrou-se de Dandara, e disse: — Ftali, contuza a primeira turma aos aposentos da Serpente, os demais aguardem, ela costuma ser rápida. A mulher chamada Ftali chegava perto de ter uns dois metros de altura, usava roupas de guerreira africana e tinha olhos vermelhos neon. Cesar logo soube que ela era uma possuída por um espírito de um Animacae, a famosa tigresa-dente-de-sabre Onarah, da família Sai. Estremeceu por lembrar-se do sonho que teve com ela. A rainha sentou-se em seu trono e ficou a conversar com a asiática que parecia triste e tinha um cordão muito grosso de couro no pescoço com uma pedra no centro. Parecia uma coleira. Ela ordenou que os alunos ficassem à v*****e para passarem o tempo, que conversassem, que rissem, no final, eles se deliciariam com uma maravilhosa refeição. Cesar se organizou com o seu g***o de garotas, já que agora podiam sair da fila, e sentaram perto de uma das pilastras. Ele ficou de mãos dadas com Talita. — Gente, somos inimigos das serpentes e viemos para o seu covil — disse Belisa. — Estão vendo aquela mulher a conversar com a rainha? O pessoal confirmou. — A chinesa? — questionou Cesar. — Acertou na mosca — respondeu Liz. — Fiquem bem longe dela. Ela era da China antes de vir para Dorbis, é uma feiticeira renegada e tem um dom raro, só desperta em alguém duas vezes por vida. — Como assim? — perguntou Fabiana. — Quando ela morrer, outra pessoa pode nascer com o dom, é difícil existir mais num mesmo período — explicou Belisa. — No mundo inteiro? — impressionou-se Fabi. — Sim. — Por que ela é renegada? — Fabiana julgou ser um título muito c***l. — Coitada, o que ela fez? — Ela não fez nada, é assim que se referem aos feiticeiros das cinzas. — Ah! — Qual é o dom dela, mulher? — questionou Gisele. — Estou curiosa. — Ela tem o dom de Identificar. — O quê? — insistia Gisele. — Tudo em sua vida. Cesar e Talita se olharam. — Explique esse "tudo" — pediu Talita. — Sim! — lembrou-se Belisa. — É melhor vocês não chegarem perto, não olhem nos seus olhos, menos ainda queiram contato com ela. Ela pode descobrir que você é a Escolhida e que o Cesar é um Allogaj em um piscar de olhos. — Eita, ferrou — disse Cesar. — Por que, amor? — quis saber Talita, mas todas ficaram apreensivas. — Porque estamos no mesmo lugar que ela, e viremos para cá sempre que a rainha solicitar. Qual a probabilidade de a gente não se bater por aí? — disse Cesar. — É verdade — prosseguiu Belisa —, fujam dela o quanto puderem e nunca desejem falar com ela, pois, assim mesmo o seu dom vai despertar. Desperta quando ela quer, mas aí ela precisa fazer contato direto, desperta quando a pessoa quer, ela só precisa olhar nos olhos, e desperta quando o Universo quer, afinal, um dom tem poder sobre o seu dono assim como o seu dono tem poder sobre o seu dom. — Qual a necessidade de ela ter um dom que mostra para ela o que a pessoa já sabe sobre si mesma? — perguntou Tainara. — Aí é que está, o dom dela mostra coisas que a pessoa não sabe sobre si própria, coisas que ela já esqueceu ou que foram apagadas da sua memória. Mostra absolutamente tudo, além de não permitir que ela minta sobre o que descobriu. — Eu queria ter um dom desses — falou Fabiana. — E quem não? — complementou Gisele. — Eu acho que ela sofre — disse Cesar. — Olhem para o rosto dela. Todas olharam, e realmente, parecia que ela estava prestes a contar uma tragédia. Casualmente, a feiticeira das cinzas olhou na direção delas e elas se viraram rapidamente. — Será que nos viu? — perguntou Cesar. — Parece que está tudo tranquilo — disse Belisa, estava de frente para a feiticeira e percebeu que ela voltou a falar com a rainha, não podia ignorá-la. O segundo g***o já tinha ido, agora era a vez do terceiro g***o e novamente formaram a fila tripla. Ftali conduziu os estudantes para uma passagem consideravelmente distante do trono, ao lado direito. Eles subiram às escadas e Cesar e o seu pessoal passaram cabisbaixos, evitariam ao máximo a feiticeira das cinzas. — Nossa! Estes são poderosos — disse a Rainha em voz alta. Olhou para Fong, a asiática, e perguntou: — Sentiu a magia bem forte? O coração de Cesar pulava dentro do peito, sabia que era por sua causa, ele tinha muito poder, fora que Talita era uma Escolhida, poder mágico era o que não lhes faltava. Se descobrissem a fonte, estariam encrencados, mas como estavam entre os alunos, seria como se o poder fosse distribuído. Mal podiam esperar para voltarem para a Basílica, pelo menos, ali estavam a ser ocultados, mesmo assim, não escapariam do dom da feiticeira Fong. Assim que seguiram pela passagem, andaram mais um pouco por um corredor extenso e no final, havia uma passagem em forma de círculo. Entraram em uma área espaçosa e vazia, mais à frente havia outra passagem em forma de círculo, mas estava vetada por uma cortina vermelha e espessa, em outro canto, a última passagem circular. — Fiquem aqui, ao meu lado direito, que eu vou chamar um por um, e assim que se consultarem com a Serpente, saiam e aguardem ao meu lado esquerdo — disse Ftali, sua voz soava com bastante eco e Cesar temeu falar alguma coisa e todos e todas ouvirem. Seria melhor não conversarem ali. — Venha você — Ftali apontou para Cesar. O garoto hesitou e engoliu em seco. Por que ele seria o primeiro? Estava no meio da fila. Ftali o apressou e ele se obrigou a andar para a direção das pesadas e grossas cortinas vermelhas. Ela olhou para a africana e ela o desejou boa sorte. Assim que Cesar adentrou naquele lugar, viu que o espaço era cilíndrico, totalmente branco, na parede do fundo tinha uma única janela com vitral branco que deixava o ambiente com aspecto de debaixo d'água quando batia a luz do sol, e abaixo do vitral havia uma enorme bacia de mármore branco e uma serpente toda enrolada sobre si própria. A Serpente estava com a cabeça erguida, era da mesma grossura do corpo, tinha um tom alaranjado escuro, quase vermelho, a sua cauda tinha o mesmo tom, e o seu corpo tinham listras que variavam entre o azul ciano e o turquesa. Era uma obra de arte. Os seus olhos eram muito pretos, grandes e redondos, não dava para ver a cristalina, se é que tinha. A única coisa que a diferenciava de todas as cobras era que ela tinha palpebras e cílios, mas quase não piscava os olhos. — Seja bem-vindo ao meu espaço, meu jovem, diga-me, qual o seu nome? — a Serpente tinha uma doce voz soprano, voz feminina. Mesmo a ser uma entidade presa na forma de um animal, ela tinha o hábito de uma cobra, de pôr a língua para fora a todo instante, pelo menos, quando não falava. — Oi, Grande Serpente, o meu nome é Rasec. — Que nome bonito, mesmo não sendo o de verdade — disse a cobra como se fosse um segredo, era simpática e agradável. — O meu nome é Kuraĝa, a Primeva da Cura. Vejo que você é um jovem forte e saudável, no entanto, tem certa porcentagem de astigmatismo. Não consegue enxergar de perto, não é mesmo!? — Sim, está tudo certo. A Serpente riu. — Eu sempre acerto, é a minha função. Quer que eu te cure? — Sim, Primeva — Cesar respondeu rápido, nunca mais usaria óculos outra vez. A Serpente abriu a boca e por um momento pareceu que iria soltar veneno das suas presas como as najas, mas estavam bem guardadas, apenas soprou sobre o rosto garoto e ele passou a enxergar muito melhor. — Muito bem, já pode ir — falou a Serpente, o ser mais simpático qual Cesar já se encontrou naquele mundo. Cesar congelou no lugar, queria sair, mas ele precisava pedir mais uma coisa qual foi instruído a pedir. — Primeva, posso pedir mais uma coisa? — E te darei se me for permitido dar — ela imaginou que ele pediria para se tornar um Saneturis, como todo feiticeiro racional. — Gostaria de um Plenário Solene. A Serpente o olhou com curiosidade a inclinar a cabeça levemente para a esquerda. Parecia sondá-lo. — É raro alguém do seu nível ter conhecimento sobre um Plenário Solene. Pelo que vejo em seus olhos, você não conhece nada. Alguém te instruiu? — Sim, está correta. A Serpente aproximou a sua enorme cabeça para mais perto de Cesar. — Você tem muito poder, jovem. Sabe o que você é? — Sei, uma amiga descobriu e me contou. — Amiga inteligente. Conhece a história atual deste reino? — ela se voltou para a sua postura de antes. — Conheço. — Então, parece que o Destino tem um propósito para você. Sendo assim, eu te convocarei para um Plenário Solene quando for o momento, fique atento, será a qualquer hora da noite. — Obrigado, Kuraĝa — Cesar fez uma reverência e saiu sem mais palavras. Quando passou pelas cortinas, Ftali comentou: — Demorou, hein!? Isso é um recorde. Cesar não disse nada, apenas foi para o lado esquerdo dela e ficou pensativo enquanto aguardava os demais serem atendidos, nem percebeu que Ftali não parava de olhar para ele. *** Realmente, Cesar havia demorado no seu encontro com a Grande Serpente, teve gente que m*l entrou e em um minuto saiu. Depois de terminado, foram levados para um lugar fora daquele ambiente ao dobrarem à esquerda, que dava para o salão de refeições, onde, a olhar de cima, via-se uma mesa na horizontal e dez na vertical. Antes de ir, Ftali segurou o Cesar pelo braço, olhou no fundo dos seus olhos e disse: — Sinto que te conheço, jovem. Cesar ficou nervoso e olhou para o chão para respondê-la. — Sim, eu sou uma pessoa muito conhecida, minha senhora. — Você é deste mundo? Cesar não sabia o que responder, ele poderia ser desmascarado se revelasse qualquer coisa importante, mas como haviam várias pessoas da Terra em Umnari, que era o continente dorbiano onde mais terráqueos habitavam, ele não corria risco algum em responder a verdade. — Sou da Terra, estou aqui há muito tempo. — Olhe para mim — ordenou Ftali, Cesar levantou os seus olhos lentamente e encarou os de neon vermelho. — Hum! Não sei, me lembro de você estar em lugar onde eu estava, era um dia muito importante, a minha memória está falha — Ftali lembrava de uma coisa que não fazia parte da sua memória, mas da Animacae Onarah, se aproximou mais do Cesar para falar em segredo. — Se está planejando alguma coisa para salvar este Reino, se apresse — e saiu a fazer um gesto que indicava silêncio, ou seja, que ele mantivesse segredo quanto àquilo. A turma se acomodou em uma das mesas da sala de refeição e desatou a conversar. Outra turma estava sendo chamada para se encontrar com Kuraĝa. Cesar conversava calorosamente com o seu pessoal, como se nada tivesse acontecido, até todo mundo estar no recinto. Ele contou para elas tudo o que ocorreu na Terra antes voltar para Dorbis, contou sobre as bruxas, depois sobre a Diretora ter ido ajudar a capturá-las, sobre tudo. Ficaram preocupadas com a situação. — Gente, as salamandras deste mundo são tão dóceis — disse Belisa. — Por isso que odeio bruxas das trevas. — Como assim? Tem das luzes também? — perguntou Fabiana. — Sim, elas se tornam integralmente bruxas ao fazerem um pacto com Voimm e Virell, sãos as deusas filhas da Natureza, e as suas peles ficam amarelas, ficam menos asquerosas que as bruxas verdes que fazem um pacto com uma Fênix das Trevas. — Por que esta mudança drástica? — interessou-se Cesar pelo assunto. — Todo pacto qual você insere no seu próprio sangue o sangue de um ser mágico, você passa por uma metamorfose. — Está repreendido, eu mesmo não. — É modo de falar, bobo — disse Belisa aos risos, as meninas riram também. — Falar nisso, você sabia que Lubini é uma metamorfo? — Não! — respondeu cada uma. — Ela se transforma em qualquer coisa que ela quiser? — perguntou Fabiana, sempre se interessava pelas coisas que Liz falava. Belisca também era n***a, mas pelo colorismo, tinha o tom de pelo mais claro, chamavam-na de bege, mas ela nunca se identificou como tal, e sim, n***a. — Na verdade, neste mundo, o metamorfismo é uma condição genética, passa de pai para filho, ou mãe para filha. Tudo começou há centenas de anos, ao estudarem os leões-das-cavernas, alguns feiticeiros eruditos descobriram que quando um destes se tornava o líder do bando, o alfa, eles adquiriam o dom da epifania, eles tinham revelações que serviam de ajuda para se manterem longe de inimigos, ou seja, o líder se tornava uma espécie de rei-pajem do bando. Isso só ocorria com essa espécie de criaturas mágicas de Dorbis. Enfim, os feiticeiros eruditos descobriram também que ao injetarem sangue desse leão rei-pajem no seu próprio corpo, fazia com que aqueles que não possuíam o dom da revelação passassem a ter, entretanto, não preveram que aquilo podia lhes causar efeitos colaterais. Com o tempo, estes feiticeiros eruditos passaram a se transformar nessas bestas involuntariamente em períodos de Lua Azul. Mais tarde, foram entender que podiam controlar a transformação, exceto em noites de Lua Azul, e se intitularam de metamorfos. Esses feiticeiros eruditos acabaram procriando e passando o gene para os filhos que foram passando para os filhos e hoje, apesar de ser uma minoria, há muitos metamorfos em Dorbis. — Ah! Amei a explicação, professora Liz — brincou Fabiana. — Por isso que o nojento do Érrio, o Errado, ficou desmerecendo a coitada da Lubini. Ô, homem que me dá nos nervos. — Cesar merecia uma salva de palmas quando quebrou aquele nariz empinado — falou Gisele e as meninas concordaram. — Que isso, gente, não — condoeu-se Cesar pelo líder. — Eu não sou mais de brigar, sou da paz, mas ninguém me impede de eu ir ver a minha família, aí eu fico brabo. — E ele mereceu. Vai! — insistia Fabiana. — Ele te perturbou e te provocou o dia inteiro. — Foi, mas graças aos seus avisos eu soube me preparar para as bruxas, elas poderiam ter me capturado e agora a nossa luta poderia estar perdida. As meninas perceberam que Cesar forçou o heroísmo da parte de Érrio, todas sabiam que aqueles "avisos" era uma maneira de o líder querer mostrar que sabia de tudo, este era o jeito dele e ninguém gostava. Em alguns segundos, a Rainha Kanahlic apareceu com os seus súditos e sentou-se no centro da mesa na horizontal, ao seu lado direito ficou a Diretora Sal, e ao seu lado esquerdo ficou o líder dos Luvas-de-Prata Legard. A rainha discursou novamente, era boa nisso, e lamentou por nenhum Saneturis ter surgido por entre os estudantes. De qualquer maneira, que eles continuassem tentando, um dia, alguém seria digno de ser abençoado. Em seguida, a rainha deu a informação de que precisavam, os "traidores" teriam que se apressarem com os seus planos de destroná-la, pois, em alguns dias começaria a Cerimônia De Desmagnificação da Usurpadora Zadahtric. Se Zadahtric se transformasse numa Immunus, ela não poderia ser rainha de novo e todos os sacrifícios seriam em vão. Não poderiam esperar mais um minuto. Já escurecia quando as menina e Cesar se deliciavam com o banquete, voltariam para casa satisfeitos, porém, irrequietos. Hora de voltarem. Como os portais no Castelo foram bloqueados, os estudantes tiveram que sair para o átrio externo para abrirem os seus portais.

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