Álvaro estava sentado na minha cama, com a cabeça entre as mãos, fitando o chão. Os nós de seus dedos estavam bem maiores que o de costume, ainda havia marcas de sangue seco neles. Parece até que andou arrumando outras brigas depois de se atracar com Athos! Só que Al, nunca foi um cara brigão... Athos sim! E você ainda fazendo m*l juízo de Athos! Você realmente não o conhece mais... tsc tsc tsc... — Al... – sentei ao seu lado. — Está tudo bem? – Ele permaneceu imóvel. Pensativo. Distante. — Por mais que eu tente puxar pela memória, nada acontece. – Ele falava com uma preocupação que me deixava do mesmo jeito. — Não consigo me lembrar de nada, Esther. Simplesmente há um borrão em minha memória do momento em que começamos a dançar na pista até acordar no chão da sala.

