Kestra sorriu e disse que o cavalo escolhido por Willy se chamava Ruphos e que era um garanhão valioso. Willy disse que era daquilo mesmo que ele gostava um cavalo forte para carregar um homem forte. Ela por sua vez montou sua égua favorita, Pandora. E assim os dois saíram a cavalgar pelo campo, porém Hendrick orientou que Willy não se afastasse muito da propriedade, pois este tinha muito ciúme de sua filha mais nova e não queria vê-la m*l falada na região. Os dois cavalgaram por alguns minutos até que chegaram num vale repleto de flores rasteiras.
― Nossa que lindo lugar. Um vale com uma planície florida é muito raro de se ver. ― Willy comentou e em seguida desceu de Ruphos.
― Talvez para vocês que passam a maior parte do tempo na cidade onde pouco da natureza é encontrado. Aqui podemos estar em contato direto com ela, com a terra que tudo nos dá sem pedir nada em troca. ― Kestra olhando para o alto da montanha enquanto o vento soprava seus lindos cabelos vermelhos.
― Talvez seja por isso que você é assim tão selvagem e ao mesmo tempo tão delicada. Eu a admiro muito senhorita Vandeberg. ― falou Willy com olhar tênue.
Kestra olhou nos olhos de Willy e sentiu seu coração palpitar, o rapaz então chegou mais perto e a segurou pela cintura fazendo Kestra sentir seu corpo congelar. Willy olhou para Kestra e acariciou delicadamente seu rosto, em seguida ele encostou seus lábios aos dela fazendo-a se assustar ao sentir o calor dos lábios de Willy nos seus.
― Acho que já está na hora de voltar! ― falou afastando-se rapidamente.
― Mas nós acabamos de chegar. Já sei me desculpe eu acho que fui rápido demais com você! ― Willy demonstrando sinceridade.
Kestra não respondeu, ela apenas saiu de repente e montou na sua égua. Quando chegaram seus pais e os pais de Willy estava apenas aguardando os dois sentarem-se à mesa, pois já era hora de almoço. Willy e Kestra se olhavam, mas não diziam uma palavra sequer causando desconfiança dos pais da moça.
― Ainda bem que vão se casar logo. ― Hendrick comentou baixinho com Helena.
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A noite caiu e Luuk percebeu que Willy não estava na casa. Ele caminhando pelo jardim avistou o filho sentando em um dos balanços nos quais as filhas de Hendrick costumavam ficar. Luuk percebeu que os pensamentos de seu filho estavam longe, mesmo assim resolveu puxar conversa.
― A noite está linda, não é mesmo filho? ― perguntou.
― Oi? Sim! ― Willy respondeu. ― Mas eu estava aqui pensando, vou enviar uma carta para Selina, ela está fora do país, mas com certeza sua mãe irá entregar a ela. Quando abrir eu já estarei casado e assim tudo ficará bem, na medida do possível!
Luuk deu um sorriso de canto de boca.
― Eu sei que você está querendo se fingir de forte, mas no fundo você está sofrendo. ― Luuk falou, Willy correspondeu com o olhar. ― Só se você não fosse meu filho para eu não perceber isso. Mas saibas que eu te admiro muito meu menino de ouro, você foi um grande exemplo para mim, fez escolhas que eu não sei se teria coragem de fazer.
― Mas foi como eu te disse meu pai, pessoas na nossa posição às vezes deve escolher entre a coerência e o sorrir. No meu caso o sorrir não era um opção, por isso estou aqui hoje e daqui a duas semanas estarei me casando com Kestra e com ela viverei para sempre!
Willy olhou para a Lua que brilhava lindamente naquela noite, ele pensava em Selina e no quanto poderia ter sido feliz com ela, mas por outro lado ele pensava no bem estar e na reputação de sua família.
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Duas semanas depois a casa Vandeberg estava cheia, era o dia do casamento de Kestra. Sonja que não visitava a família há meses apareceu dois dias antes com uma barriga enorme. Kestra achou o máximo o fato de se tornar tia, mas brigou feio com Gustaaf por ter afastado sua irmã por tanto tempo.
― É um prazer ver você também, Kestra. ― respondeu Gustaaf com ironia.
Gustaaf ao saber que sua cunhada iria se casar logo cuidou de espalhar entre os seus amigos que “a megera de Haia”, forma como era conhecida principalmente pelos pobres rapazes que foram vítimas de suas pegadinhas, havia encontrado um desajuizado para casar. Kestra não gostou muito do apelido carinhoso e respondeu à altura.
― Se bem que você queria que um desses seus amigos pitorescos estivesse no lugar do desajuizado, mas que pena para você, nenhum deles passou no meu teste. ― respondeu e virou as costas para o cunhado.
Gustaaf franziu os lábios olhando para Kestra dos pés à cabeça. “Meus amigos? Ah Kestra, como eu queria que nossa cultura fosse diferente, assim esse almofadinha não teria nem ao menos chegado perto de você, pois teria levado você comigo no mesmo dia em que levei sua irmã”! Ele pensou.
Para a surpresa de Willy, seu irmão Levi compareceu em seu casamento como forma de pedir desculpas. Willy não foi rude com Levi, pois alegou que aquele era um dia especial e não queria que nada desse errado, ele abraçou seu irmão e o perdoou dizendo que havia esquecido o incidente passado.
A hora do casamento chegou e os convidados, bem menos do que no casamento de Sonja, estavam todos em seus lugares. Os amigos e familiares de Kestra estavam todos, porém Willy possuía muitos parentes em outros países e por conta do motivo do casamento do filho, Luuk achou por bem não convidar parentes que fossem inconvenientes segundo ele mesmo.
Willy estava no altar e quando Kestra surgiu ele ficou paralisado diante de tanta formosura. Ela estava vestida em um vestido branco com bordados de miçangas acetinadas, vidrilhos, paetês e cristais transparentes que conferiram ainda mais elegância. Tinha mangas longas e uma calda de três metros. Ela também usava um véu transparente liso e longo com uma coroa de pérolas ornamentando o penteado com cachos que caíam pelos ombros.
― Está muito linda. ― disse Willy baixinho consigo mesmo.
Não havia quem não admirasse a beleza da noiva que para muitos era a mais bela que já viram. As amigas de Kestra estavam muito felizes por ela, principalmente em estar se casando com um homem tão bonito como Willy. No momento dos votos o padre fez as perguntas e ambos responderam que sim, mas no instante em que foi perguntado se alguém tinha algo a dizer contra aquela união, eis que surge Selina Berkan e se assenta ao fundo. Willy ficou trêmulo, Kestra pensou ser a emoção, mas no fundo era que Selina estava ali para se certificar de que era mesmo verdade que Willy estava se casando com outra.
― Então não havendo ninguém, eu vos declaro casados. ― disse o padre concluindo a cerimônia. ― Eu lhes apresento senhor e senhora Willy De Vries!
Os convidados bateram palmas homenageando o mais novo casal, Selina levantou-se da cadeira e não mais foi avistada por ninguém. Willy ainda tentou ver se a encontrava, mas ela já havia deixado à fazenda.
A festa ocorreu normalmente. As brincadeiras típicas da região com o noivo e a noiva jogando o buque. Por incrível que pareça ele caiu justamente aos pés de Dael, que nem mesmo estava na disputa por estar trabalhando. Hora em volto Willy pensava em Selina, até que decidiu não se torturar mais e passou a ficar mais perto da esposa. Após todos estarem exaustos da festa, cada um procurou seu lugar de descanso. A suntuosa casa de hóspedes para os demais e aqueles convidados mais ilustres dormiu nos quartos da casa principal.
Kestra estava bastante nervosa por estar em um quarto sozinha com Willy, ela sempre imaginou como seria e embora sua mãe a tivesse orientado a respeito, Kestra não se sentia preparada para viver tal experiência. Willy por sua vez não perdeu tempo, ele se aproximou da esposa dando-lhe um caloroso beijo em seus lábios, Kestra gostou.
― Agora somos só você e eu. Não tem por que ter medo. ― ele falou acariciando seus cabelos.
― Mas não estou com medo, só estou com vergonha. ― ela respondeu timidamente.
― Mas não tem do que se envergonhar. Sou seu marido e tudo o que acontecer entre nós é perfeitamente natural. Agora não diga mais nada e vamos viver esse momento só nosso!
Willy falou e em seguiu voltou a beijá-la. Kestra gostou de receber o beijo quente de seu marido, a forma com que ele enchia sua boca com a língua era novo, porém prazeroso para a jovem até que Willy levantou seu vestido e tocou em sua i********e.
― Ui! ― ela disse em voz baixa e afastou-se de repente.
― O que foi? Machuquei-te? ― perguntou Willy preocupado.
― Não, eu apenas me assustei. ― respondeu Kestra, timidamente.
― Já disse para confiar em mim. Tudo o que eu fizer com você é perfeitamente normal entre marido e mulher. Agora me deixe te mostrar algo bom. Melhor, fazer.
Willy conduziu Kestra até a cama, deitou-a e com a mão entre suas pernas começou a acariciar sua i********e. A jovem foi se entregando devagar às sensações provocadas pelo toque de Willy que intensificava cada vez mais os movimentos. Quando as sensações estavam no auge, Kestra sentiu como se seu corpo fosse explodir de tanto desejo e soltou um gemido mais expressivo deixando Willy ainda mais e******o. Willy deitou-se cobrindo a jovem e a beijou intensamente, ele então tirou sua roupa e começou a adentrar Kestra devagar, mas dessa vez a sensação não foi nada agradável.
― Está doendo muito. ― ela reclamou.
― Eu sei, mas vai passar logo. ― Willy com a voz excitada falou.
Ele ignorou os gemidos de dor de Kestra e a penetrou aos poucos até conseguir. Enquanto as lágrimas desciam dos olhos de Kestra, Willy dava gemidos de prazer cada vez mais intensos e assim continuou até que chegou ao seu clímax. Ele saiu de cima de Kestra deitando-se ao seu lado. Sua expressão era de satisfação enquanto respirava profundamente. Ele percebeu que Kestra não estava muito bem e deu-lhe um beijo em sua testa.
― Eu sei que você deve estar com medo de mim agora, mas garanto que em pouco tempo eu nem precisarei pedir a você para fazer amor comigo. Deu para sentir o quanto você é quente e apetitosa, agora descanse, pois amanhã partiremos para Amsterdã. ― concluiu e virou-se para o lado onde pegou no sono.