NARRAÇÃO DE KAITO...
Meu corpo tremia, seu corpo tremia… Era algo surreal, distante de tudo o que mais vivi.
Já me relacionei com outras garotas, já aprontei demais, sempre curti a adrenalina e o segredo.
Mas nada. Absolutamente nada me levou ao sentimento mais forte quando entrei com ela no quarto, em meus braços. Um amor inconfundível crescia em meu peito. Quando a deitei na cama, parei. Admirei seus olhos, um olhar firme, entre respirações entrecortadas. Não entendia como meus dedos podiam tremer tanto. Notei que, quando acariciei a maçã do seu rosto, seus olhos ficaram úmidos; seus lábios também tremeram.
— Está com medo? — perguntei aos sussurros.
Ela sorriu, segurou minha mão e beijou meus dedos.
— Um pouco nervosa, mas não quero recuar. — Inclinei-me e beijei sua nuca; ela relaxou, soltando o ar de olhos fechados.
— Eu vou cuidar de você, amor… — falei, mergulhando meu rosto em seus cabelos, sentindo o aroma que ela carrega. Sem precisar pedir, ela puxou meu casaco, completamente trêmula. Deixei cair no chão; também retirei o dela. Ela inspirou fundo quando minha mão deslizou até o volume dos seus s***s. Tornei a beijar seus lábios; finalmente, aos poucos, ela foi relaxando, conforme meus dedos pressionavam levemente seus s***s.
Suas pernas pressionaram meu quadril e, como se pudesse perder o controle, em meio aos beijos intensos, ela arrancou minha blusa. Eu já estava no limite… Também arranquei peça por peça até ficar só de calcinha e sutiã. Parei apenas para admirar seu corpo, seus longos cabelos, seu olhar, o rosto angelical. Ela tocou em meu abdômen, mordeu os lábios e então olhou o volume da minha calça.
— Toca… — pedi, sentindo meu corpo ferver pela tamanha excitação.
Ela fez… Fechei os olhos ao sentir sua mão macia passar por dentro da minha calça e cueca. Soltei uma lufada de ar quando senti sua mão conhecer apenas por tato o que eu tanto queria. Ela movia o quadril, completamente excitada, só por sentir o meu volume em sua mão. Não resisti, puxei sua calcinha…
Abaixei até o seu quadril e novamente a experimentei, abocanhei sedento, já sentia sede da sua i********e. Agora a sós, ela gemeu gostoso, cravou as unhas em meus cabelos; incentivei-a a rebolar em minha boca. Sua respiração tremia toda vez que sugava seu c******s.
Como poderia desejar tanto a única garota que deveria ficar longe de mim?
Bela me puxou arfando, abriu minha calça, sentindo pressa para conhecer algo novo. A ajudei, ensandecido. Quando tirei toda a roupa, ela prendeu o ar; sorri ao vê-la em choque. Tocou na glande, que já soltava pré-g**o. Ela me olhou, engolindo em seco.
— Eu trouxe camisinha… — disse, pegando seu casaco.
Fez-me rir; nunca vi uma garota tomar essa atitude antes. Pelo contrário, queriam a todo custo evitar, na esperança de conseguir engravidar “acidentalmente”.
— Eu também trouxe… — sussurrei, mostrando a minha. Ela suspirou, nervosa.
— Dizem que dói.
— No começo, mas depois você vai entender… Eu prometo que vou ser cuidadoso. — Ela assentiu. Deitei sobre seu corpo; ela estava tão tensa que evitava meu m****o encostar em sua i********e. A olhei, acariciando seus cabelos.
— Está com medo?
— Vou me sentir mais segura depois de colocar a camisinha… tenho medo de só encostar e…
Toquei nossas testas, ri, mas por fim fiz o que ela pediu.
Novamente fiquei sobre seu corpo, segurei sua coxa.
— Kaito, calma. — Ela segurou meu quadril, se ajeitou, respirou trêmula, confirmou com a cabeça, permitindo.
— Eu te amo, Bela… — Nos beijamos após minha declaração. Ela soltou meus lábios, sentindo nossos corpos se encontrarem.
— Eu também te amo, Kaito… — Meu corpo ferveu ao escutar sua voz manhosa. Me encaixei e enfiei lentamente… Gemi, trêmulo. Apertada demais. c*****o… Apertei seu quadril. Então ela gemeu alto, mas não era de prazer; parei no mesmo segundo, preocupado. Seus olhos estavam úmidos, sentia dor.
— Meu amor… apenas relaxe, vai melhorar. — Praticamente implorei, pois não queria parar. Não mesmo… Estava gostoso demais, apertada demais, e havia entrado apenas metade do meu m****o. Ela finalmente relaxou; nos beijamos lentamente. Ela cravou as unhas com força em minha nuca; bastou sentir meu m****o entrar novamente.
Perdi o ar quando entrou tudo. Bela me olhava gemendo e depois observava meu m****o completamente dentro dela. Movimentei o quadril, revirando os olhos. Desta vez escutei um gemido diferente, tomado por prazer; foi o suficiente… Comecei a fazer amor de verdade, segurando firme em suas coxas, entrando e saindo deliciosamente. Foram vários minutos de puro prazer. Bela parecia ter se esquecido da dor, gemia e rebolava enquanto eu a estocava profundamente. Seu gemido, suas unhas, seu corpo suado, sua pele, a forma como me recebia por completo me levaram ao limite. Gozei. Gemi alto como nunca antes. Ela sabe me fazer perder o controle…
Quando retirei, notei a camisinha um pouco suja de sangue, mas nada alarmante. Bela riu, suada, travessa, mordendo os lábios. Meu corpo pingava, suava tanto… A lareira acesa não ajudava. Bela passou os dedos sobre meus gomos, que brilhavam pela quantidade de suor.
— Eu amei… — sussurrou. Sorri, acariciei seu rosto.
— Eu também. Venha, vamos tomar um banho. — Estendi minha mão.
— Só não posso molhar os cabelos. Saí de casa com eles secos. — Ri alto, puxando-a para o banheiro.
Não me arrependi de ter matado aula com ela. Não mesmo. Foram as melhores horas juntos…
Tomamos banho; tive cuidado para não molhar seus cabelos. Namoramos…
Assistimos a um filme juntos, abraçados na cama. E antes de ir embora, preparamos um lanche juntos. Eu nunca fui de cozinhar; foi o primeiro sanduíche que preparei com ela, claro… seguindo suas instruções.
Mas nem tudo o que é bom dura para sempre. Deu a hora. Precisávamos retornar. Bela colocou os óculos em mim, depositando um selinho.
Não demoramos para chegar à mansão de sua família. Eu estava tenso, nervoso. Agora era mais difícil olhar nos olhos de Dom Dawson, ciente do que acabara de fazer com sua filha. Era difícil encarar seu rosto sabendo que, horas antes, ela gemia em meus braços… e eu a escutava…
Entrei na mansão calado, de cabeça baixa. Apenas escutei a voz do Dom.
— Ah, Seo-Jun! Finalmente. Venha, preciso te mostrar uma coisa. — Bela me lançou um olhar incentivador enquanto seguia a irmã.
Cada passo parecia uma tortura. Dom Dawson abriu a porta do escritório, sorriu, dando espaço. Quando passei por ele, seu sorriso sumiu.
— E o que é isso em seu pescoço…? — Travei. Apressei-me até o espelho; lá estavam as marcas de unhas. Eu precisava pensar… Ele me enxerga como um nerd virgem… Virei-me para ele e sorri.
— Me defendi de um bullying dentro do banheiro da escola. — Seu olhar se encheu de pesar.
— Seo…
— Não se preocupe. O que quer me mostrar? — Ele foi até a gaveta e retirou a carta.
— Recebi a carta daquele… mas não sinto gosto de abrir.
Respirei fundo, preparando-me para ler o que meu pai respondeu.