Helena A chuva caía fina sobre os vidros da fortaleza de Romanov. Lá fora, o mundo gemia. Aqui dentro, eu só ouvia o som do meu próprio foco. A sala de reuniões estava vazia, exceto por nós dois. Ele se posicionava diante da lareira, o rosto iluminado pelo fogo, os olhos semicerrados. Não disse uma palavra durante longos minutos. Eu aprendi que, com Romanov, o silêncio é estratégia. Ele gosta de ver você se inquietar. Mas eu não me inquieto mais. — Mendoza foi um bom começo — ele disse enfim, sem se virar. Assenti. — A base tremeu. O press caiu. O clube sangra. — Sim… mas Arturo ainda respira. Romanov virou-se devagar, encarando-me como quem escolhe um bisturi. — E como toda fera acuada… ele se recolheu. Se fechou. Protege o que sobrou. Está mais perigoso agora. — Eu sei — res

