Helena As flores. Os sorrisos. A alegria transbordando por cada canto da tela. A matéria passou na TV enquanto eu comia sozinha num restaurante de beira de estrada. A imagem deles no barco, Sarah no colo de Emilly, Arturo sorrindo como um homem que finalmente tinha o mundo aos seus pés. "Casamento íntimo e emocionante, marcado para o final da primavera", dizia a repórter com voz melosa. Eu não consegui engolir mais nada. O garfo caiu no prato. O estômago virou pedra. Eles estavam felizes. Felizes. Depois de tudo. Depois da morte do meu irmão, do sangue, do medo, das promessas quebradas. Arturo não só escapou como foi recompensado. E Emilly... aquela mulher que implorou que eu tivesse piedade, agora usava vestido de noiva, rindo para as câmeras, como se fosse a protagonista de um fil

