Emilly A recepção foi linda. Luzes penduradas como estrelas, música suave, amigos queridos, sorrisos e lágrimas se misturando com o gosto doce do vinho e do bolo. Mas nada disso se comparava ao que vinha depois. Quando chegamos à pousada à beira do lago — um refúgio escolhido por Arturo —, o silêncio da natureza nos envolveu como um manto. O caminho até o quarto foi feito em silêncio, de mãos dadas, com os corações dizendo tudo o que nossas bocas ainda não haviam dito. Assim que a porta se fechou atrás de nós, senti a respiração dele mudar. Arturo me puxou pela cintura com a delicadeza de quem manuseia um tesouro. — Finalmente — ele sussurrou contra meu pescoço, a voz baixa e rouca, fazendo meu corpo inteiro arrepiar. — Finalmente — repeti, segurando o rosto dele entre minhas mãos. —

