Capitulo147

704 Palavras

Arturo Eu sabia que o passado não dormia. Ele espera. Silencioso. Observando. Até o momento em que pode cravar os dentes no seu calcanhar. Fui preso numa manhã cinzenta, daquelas que já nascem com cheiro de problema. Três viaturas cercaram minha casa. A sirene desligada só deixou tudo ainda mais frio. Policiais federais. Mandado de prisão. Homicídio. Nome da vítima: Helena Goulart. Não reagi. Não questionei. Apenas olhei para Emilly e Sarah e vi o medo estampado nos olhos delas. Aquilo doeu mais do que qualquer algema. — Eu volto. — disse, antes de ser levado. Na delegacia, o ar cheirava a mofo e papel. O interrogatório foi direto. Citaram Helena, sua ligação com o crime organizado russo, seu desaparecimento, e depois a descoberta do corpo, dias depois, carbonizado em um galpão abando

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