ROADTRIP

1487 Palavras
Bailey  Tentei me mexer, sentindo meu braço dormente. Custei para conseguir abrir os olhos e quando o fiz, me deparei com um ambiente diferente e uma loira descabelada ao meu lado.  Com a mão livre, cocei meus olhos e a encarei, abraçada ao meu tronco, parecendo tão serena, tão indefesa. Quem a olhava assim, não conseguiria imaginar o furacão que ela era capaz de causar, na vida de quem cruza seu caminho.  Ri dos meus próprios pensamentos e, com cuidado, tirei meu braço do seu corpo, colocando um travesseiro. Consegui não acordá-la e vesti minha calça e sapatos rapidamente, minha blusa estava em seu corpo e eu não a faria despertar apenas para pegá-la de volta.  Até porque, convenhamos, ficava muito melhor nela do que em mim.  Peguei um bloco de anotações na sua mesinha de cabeceira, escrevendo uma mensagem em seguida.  "Bom dia! Fui para casa antes que você acordasse, porque preciso arrumar minha mala. Não se preocupe, desci pela sacada, xoxo"  Sacada, falando nela, parecia bem mais fácil de subir. Descer seria desafiador e, como a boa pessoa medrosa que sou, estava achando que ia acabar caindo no chão. Respirei fundo e pulei para a árvore, conseguindo descer até que bem, sem contar com alguns arranhões.  Corri para me esconder atrás de uma pilastra, quando vi Josh estacionando seu Audi na frente de casa. Foi por pouco.  Esperei o loiro entrar e finalmente comecei a minha curta caminhada até minha casa, sem me importar muito com os olhares que eu recebia, por estar sem camisa.  -Você não vai mesmo?- perguntei para Shivani, horas depois. Eu estava dirigindo o meu carro em direção a casa dos Loukamaa, mas minha irmã o levaria de volta, por isso tinha vindo comigo.  -Não, eu realmente preciso estudar. Sem falar que vocês vão farrear e você sabe que essa não é muito a minha praia.  -Cuida do meu bebê por mim- me referi ao carro, ela riu.  -E você do meu.  -Quem seria o seu?  -Pensando bem, também é seu. Joalin Loukamaa- ela sussurrou, dando um sorriso sapeca.  Revirei os olhos e voltei a encarar a rua, procurando um lugar para estacionar.  -O que te fez pensar que ela é minha?  -Ah, irmãozinho. Você pode tentar se enganar, mas você não me engana- falou, descendo do carro com um sorriso no rosto e me deixando completamente confuso.  Peguei minha mala e caminhei até o grupo de pessoas, em sua maioria loiros, que se reunia em frente a casa.  -Até que enfim, pensei que teria que te largar aqui- encarei Joalin, que tinha um singelo chupão no pescoço. Sorri, ignorando seu comentário.  -Dormiu comigo? Não, então bom dia para você também!  Coisa rara, Joalin corada. Pois é, parece que aquele era o meu dia de sorte.  -É maninha, tenha educação- Josh zoou, passando o braço em volta dos ombros dela.  -Se você já deu o desprazer de não ofertar uma noite para o cara, um bom dia não custa nada- foi a vez de Noah.  Joalin revirou os olhos um milhão de vezes.  -Para deitar na minha cama, tem que merecer- falou, com uma falsa arrogância.  -Se a vida fosse um filme, seria Operação Cupido- Sina se aproximou de mim, deitando a cabeça no meu ombro.  Então estávamos de bem? Isso era bom.  -Sabe May, quando você e minha irmã foram viajar, bem que eu falei para ela deixar de ser cabeça dura e aproveitar um pouco a vida- Sofya começou.  -Porém, Joalin se n**a a t*****r com você- Sabina completou, dando um empurrão de leve na mais baixinha.  Shivani, que até então estava quieta, gargalhou alto. Muito alto.  Minha única alternativa foi a encarar f**o.  -Desculpa- ela riu de novo, enquanto todo mundo olhava para ela sem entender- Vocês são muito engraçados- Olhei para Joalin, que parecia preocupada com a nossa farsa- Vocês realmente acham que esses dois podem se dar bem na cama?- ela riu mais um pouco, tentando contornar a situação- Eles não se suportam.  -Cá entre nós, Little Shiv, essas viagens de fim de semana ficam bem mais interessantes quando regadas à s**o- Noah argumentou. -Só estávamos querendo fazer com que Joalin voltasse menos estressada- Sina deu de ombros.  -Chega né, a última coisa que eu preciso é t*****r com o May. Vocês perderam completamente a vergonha na cara, se alguém vai t*****r aqui, além de Noah e Sina, só se for Sabina e Josh.  -c*****o, garota- o loiro revirou os olhos.  -Você não entende mesmo o significado de "uma única vez", não é?- a latina questionou.  -Eu só acho que não é possível que meu irmão seja tão r**m de cama ao ponto de você não querer replay.  -Querida, com o que ele guarda dentro das calças, impossível ser r**m de cama- Noah argumentou.  -EW- Joalin e Sofya gritaram juntas- Se você puder não comentar sobre o p***o do nosso irmão, meu estômago ficaria muito agradecido- a caçula falou, fazendo careta.  -Noah sendo bi é uma coisa que eu não esperava- falei.  -Eu achei que isso era claro como a água- ele deu de ombros.  -Bi club- Joalin se enfiou entre ele e Sina, fazendo pose como se fosse tirar uma foto, enquanto todo o resto deu um passo para longe deles- Agora vamos vazar, já está tarde- seu humor mudou completamente, em um estalar de dedos.  Sabina fechou o porta-malas do carro e Shivani se despediu de todos com um aceno, pegando as chaves do meu carro e me dando um beijo na bochecha, repetindo o mesmo ato na Loukamaa.  -Eu estou indo lá para trás com a Sina- Noah falou, puxando a alemã para os últimos dois bancos.  -De quem é esse carro?- questionei, para Joalin.  -Da minha mãe, deixei o meu com ela e peguei o dela, assim podemos ir todos juntos- ela deu de ombros, apontando para a Mercedes branca, de 7 lugares.  Josh, Sabina e Sofya correram para os bancos traseiros, ou naquele caso os do meio, e o que me restou foi sentar na frente, ao lado da loira. Não que isso fosse r**m, de forma alguma, até porque, tirando Sina e Josh, eu não tinha i********e alguma com os outros.  -Achei que seus pais iam com a gente- falei, passando o cinto. Ela ligou o carro e jogou a bolsa na minha direção.  -Todo mundo pegou o passaporte? Josh, espero que não tenha nenhuma substância que seja ilícita, no México, com você. Não se esqueceram que vamos cruzar a fronteira, não é?- se virou para trás, enquanto todos respondiam suas perguntas de forma tranquila.  Dei de ombros e encarei a estrada.  -Eles vinham, mas tiveram um imprevisto com a empresa- Sofya respondeu pela irmã, do banco traseiro.  Deitei minha cabeça no vidro e apenas relaxei, enquanto o grupo cantava animado. Toda aquela energia não demorou para se converter em sono.  -Quer trocar ou está tranquilo?- perguntei, quando vi Joalin bocejar. Éramos os únicos acordados.  -Tá tudo certo, adoro dirigir por essas estradas. Vou parar naquele posto ali, preciso ir no banheiro e vou aproveitar para comprar um energético, estamos quase chegando na fronteira- ela falou.  Joalin estacionou, desceu do carro, abasteceu, passou na loja de conveniência e foi em direção ao banheiro. Acompanhei tudo enquanto seus amigos, aos poucos, despertavam e saiam para fazer o mesmo, fui por último e cheguei junto com a loira.  -Que demora, Joalin- Josh reclamou, quando ela voltou a dirigir.  -A culpa não é minha se eu estou sangrando- ela mostrou o dedo do meio para ele.  -Antes sangrando do que grávida- Noah falou, lá de trás. Eu, ele e Joalin rimos, enquanto o resto parecia não ligar para aquela informação.  -Preparem os joelhos e rezem para que não tenha fila, estamos prestes a sair dos Estados Unidos- Joalin falou, alguns minutos depois. Peguei meus documentos e segui o grupo para dentro do lugar onde faríamos o procedimento necessário.  Depois que todos passaram pelos funcionários, o carro foi vistoriado e nós seguimos a rota, por entre cercas de alta segurança, até entrarmos no México.  -ARRIBA MEXICO- Sabina gritou, assim que passamos por todo o processo de segurança mais uma vez, agora para entrarmos no país.  Ela estava filmando toda a euforia dos amigos, eu suponho que seja para postar em seu i********:.  -Bienvenidos a Mexico- Joalin leu a placa, com um sorriso no rosto.  -I'm coming home, coming home. Tell the world that I'm coming home- Noah, Josh e Sofya cantaram.  -Acho que Bailey e Sina vão precisar de umas aulinhas de espanhol- Sabina falou, colocando o celular na minha direção e o virando para a loira, logo em seguida.  E em seguida, a falação em espanhol começou, me fazendo ter certeza da necessidade dessas aulas. Seriam cerca de 24 horas no México, apenas, com uma festa nessa noite e uma manhã de praia.  Sabia que não teríamos tempo para dormir e esperava que o agito do fim de semana fosse divertido o suficiente. 
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