-Pai, mãe?- abri o sorriso mais sem graça da minha vida. Bailey que estava atrás de mim, com as mãos na minha cintura, rapidamente a soltou e deu um passo para trás, abaixando a cabeça.
Meus pais se entreolharam, levantaram as sobrancelhas, riram baixinho e nos encararam, fingindo que estavam bravos. Olhei para meus próprios pés, puxei o garoto de bochechas coradas para o meu lado e prendi uma gargalhada nervosa.
-Nós... Acabamos de lembrar que temos que enviar um trabalho até meia noite, quase perdemos o prazo- Nossa, ele era péssimo com desculpas, p**a que pariu.
Meus pais gargalharam. Ok, pelo menos agora o lerdo tinha percebido que eles não estavam bravos de verdade.
-Vocês não podem falar nada para ninguém- praticamente implorei- Nem Josh, nem Sofya, nem Vanessa. Ninguém!
-Por que eu já imaginava que isso estava acontecendo?- meu pai continuou rindo, se jogando no sofá.
-É porque está mais do que nítido que isso vem acontecendo- foi a vez da dona Johanna, fingindo um sussurro que na verdade era alto o suficiente para que todos escutassem.
-Não tem nada acontecendo, só por favor digam que vão fingir que não viram a gente chegando.
-Você viu Joalin chegando essa noite? Se ela voltou para casa, não esbarrei com ela- meu pai fingiu, revirei os olhos e ri.
-É, essa garota está mais estranha a cada dia- minha mãe completou.
-OBRIGADA- Gritei dos primeiros degraus da escada, puxando Bailey junto comigo.
Ele respirou aliviado, quando chegamos no segundo andar. Ao mesmo tempo, foi só eu fechar a porta do meu quarto, que ele se jogou na cama com uma expressão um pouco preocupada.
-Três pessoas!
-Três pessoas o que, criatura?- joguei minha bolsa encima da mesinha de cabeceira e sentei ao seu lado.
-Três pessoas descobriram.
-Três pessoas em que nós confiamos e que não vão sair espalhando a informação para meio mundo. Se você algum de seus amiguinhos, tipo a Any, aí sim a gente teria com o que se preocupar.
-O que você tanto tem contra a Any?- ele apoiou seu peso nos braços, me encarando.
-Eu não tenho nada contra ela, mas você não pode negar que ela adora uma fofoca. Em um dia, ela estava na minha casa e eu, por acaso- omiti a parte que eu fiz o que queria fazer, realmente- deixei vazar sobre a festa de aniversário dela e tudo que rolou comigo, Noah e Sina. No dia seguinte, a escola inteira sabia!
-Isso não quer dizer que foi ela- ele deu de ombros.
-Eu segurei a informação por meses, ninguém soube. Então quem quer que tenha vazado, a responsabilidade não é minha. Até porque convenhamos que da forma que tudo circulou, Sina virou uma vilã e perdeu literalmente todos os "amigos" que tinha.
-Eu me arrependo disso, tá legal?
-Eu sei que sim. Porque depois que você perdeu o controle do seu p***o dentro da calça, quando está do meu lado, você entendeu que seria difícil para ela resistir.
-Você se acha muito, garota!
-Achei que já tínhamos conversado sobre isso. Agora eu estava caindo aos pedaços no bar, você me propôs diversão, vai ficar quanto tempo parado?
-Você encontrou aquele b****a na segunda, porque estava prevendo que isso ia acontecer?- encolhi meus ombros com a sua pergunta.
-Isso o que?- me fiz de desentendida, deitando por cima dele.
-Noah e Sina.
-Eu nunca quis ficar entre eles. Ultimamente, se tentasse algo com um dos dois, saberia que estava fazendo esse papel.
-Se você fosse um pouquinho menos teimosa- ele inverteu nossas posições, ficando por cima e beijando meu pescoço- Podíamos estar transando todo dia.
-O que você quer dizer com isso?
-Pode interpretar como quiser.
-É uma proposta?
-Hm- ele lambei os lábios, me dando um selinho- Eu e você, transando todo dia, ou sempre que um precisar do outro.
-E o que te leva a crer que eu vou aceitar isso?
-Eu te conheço melhor do que você pensa, Joalin. Eu sei que você tem toda essa marra e essa necessidade de s**o, mas que no fundo você odeia ter que "ir a caça" todo dia, sei que parar em uma cama diferente toda noite não é a escolha mais confortável, para você.
-Se você está arrumando algum jeito de ler minha personalidade, pare. Eu odeio isso- bufei e tentei me mexer embaixo dele, mas Bailey deu um jeito de prender meus braços em cima da minha cabeça- Eu só gosto de ter s**o garantido, mas sem ter compromisso.
-Como você tinha com Noah. Me coloque no lugar dele- sussurrou no meu ouvido.
-Todo dia não, porque eu ainda quero ter tempo para outras experiências.
-Então isso é um sim?
-Desde que a gente continue fazendo isso sem ninguém saber, que a gente continue se odiando e que os dois tenham espaço para ficar com outras pessoas. Ah, e que você não se apaixone por mim!
-Ou que você se apaixone por mim.
-Nunca, May.
-Então: s**o casual fixo?
-É, pode-se dizer que sim. Você está quase implorando para ser meu amante, não está garoto?
-Se amante não estiver relacionado com traição, em nosso caso- ele dá de ombros e morde meus lábios- Posso confirmar que estou.
-Você não consegue se controlar perto de mim, Bailey.
-Eu te resgatei quando você estava toda tristinha naquele bar, achando que ia ter que arrumar um namorado.
-Você me resgatou?- ri.
-E eu sei que você continua pensativa com toda aquela história. Eu sei que você tem medo, nem que seja só um pouquinho, de Noah e Sina se afastarem ou de algum deles acreditar que você é uma ameaça para o relacionamento deles.
-Qual foi a parte do "Não tente me entender ou me desvendar" que você não entendeu?
-Shii- ele colocou a mão na minha boca- Eu sei o que você quer e o que você está precisando, nessa noite. Mas você só vai ter, se admitir que quer- ele passou um fio do meu cabelo por trás da minha orelha.
-Eu não tenho nada para admitir- minha voz falhou quando ele beijou meu pescoço.
-Você precisa fazer uma escolha, mesmo que eu já saiba o que você quer. Você prefere que eu te f**a, como venho fazendo há mais de uma semana, que eu vá embora assim que eu te fizer gozar- sussurrou no meu ouvido, com a voz rouca que me fez arrepiar- Ou você quer f********o carinhoso, que eu fique aqui até amanhecer e que a gente durma de conchinha?
-Você sabe o que eu quero!
-Só vou saber quando você admitir.
-Eu quero que você fique aqui!
-É, para que?
-Para dormir comigo- engoli seco, deixando meu orgulho de lado.
-Se você for boazinha, eu posso pensar na sua proposta- sorriu irônico e não me deu tempo para respostas, me beijando.
-Bailey- gemi baixo, quando senti sua mão passeando pela parte interna das minhas coxas e, hora ou outra, acariciando minha i********e por cima do fino tecido da minha calcinha.
Ele desceu, espalhando beijos por todas as partes expostas do meu corpo. Com delicadeza, tirou os saltos dos meus pés e se despiu, ficando apenas de boxer.
O filipino abriu, com maestria, o zíper lateral do meu cropped. Tirou ele do meu corpo e brincou com meus s***s, entre lambidas, mordidas e chupões.
Fez a mesma coisa com a minha saia, enquanto me deitava de bruços e se enfiava no meio das minhas pernas. Gemi mais uma vez, quando ele afastou o tecido da minha calcinha para me c****r.
Foi direto no meu c******s, me deixando mais molhada do que eu já estava. Com movimentos delicados e intensos, começou a me penetrar com seus dedos e, dessa forma, me levou ao primeiro o*****o da noite.
Bailey buscou uma c*******a, no bolso da sua calça. Roçou seu m****o na minha v****a, de maneira excitante e estimulante, pedi para que ele me penetrasse de uma vez, enquanto o garoto apenas distribuía beijos quentes pelas minhas costas.
Ele finalmente fez o que eu pedi, com movimentos calmos, longos e profundos, enquanto ainda acariciava minhas costas e a lateral dos meus s***s, além de espalhar beijos pelo meu pescoço, me levou a mais um o*****o.
Bailey não permitiu que eu o tocasse, mas me virou de frente para ele, se masturbando antes de me penetrar mais uma vez. O peso de seu corpo caiu por cima do meu e enquanto eu dava leves arranhões em suas costas, ele atacava meus lábios e me levava a loucura, mais uma vez.
Quando o peso de seu corpo caiu por cima do meu, precisamos de cerca de dez minutos, na mesma posição, apenas nos olhando, para recuperarmos as forças. Ele levantou, em direção do banheiro e quando voltou, vestiu sua cueca, me jogou sua blusa para que eu fizesse o mesmo, puxou o edredom para cima de mim, se enfiando ali e me abraçando por trás, enquanto eu apenas deixava o sono falar mais alto.