June Davis
Entro no primeiro táxi que vejo e peço para ir o mais rápido possível ao hospital.
Recebi uma ligação dizendo que mamãe sofreu um acidente.
Rezo durante o caminho todo, pedindo a Deus que salve minha mãezinha.
Tento ligar algumas vezes para Yan, no caminho... Mas só dá caixa postal.
Ao chegar, informo o nome de minha mãe e me pedem para esperar na recepção.
Ando de um lado para o outro, rezando, implorando para tudo ficar bem.
Yan, depois de duas horas, manda mensagem avisando que estava em reunião.
Digo a ele o que aconteceu e ele avisa que tem reuniões o dia inteiro, mas que assim que possível, ele vem me encontrar.
Não discuto, afinal, ele está dando o seu melhor por nosso futuro.
-Senhorita Davis?
Um médico vem e me chama.
-Sou eu doutor, como está minha mãe?
-Me acompanhe, por favor...
Sigo ele em silêncio, e ele me leva até uma sala.
-June, sua mãe sofreu um grave acidente, passou por cirurgia e estamos fazendo nosso melhor por ela, mas devido a vários traumas, ela está em coma.
O médico fala com toda sua naturalidade.
-Ela vai ficar bem?
Ela suspira.
-Isso só o tempo responderá. Pode ser que demore horas, dias, semanas, meses ou até mesmo anos.
-Mas ainda a chances dela acordar?
Pergunto com esperança.
-Sempre a chances, desde que seu coração continue pulsando.
Ele fala, me dando apoio.
Depois disso, sou levada ate onde ela está, na UTI.
Ver minha mãe ali, cercada por aparelhos, me deixa triste.
Me aproximo, pego em sua mão e converso por longos minutos com ela.
Acabo passando a noite ali, ao seu lado.
Orando pra ela ser um dos casos raros que acordam logo depois de ouvir a voz de quem ama, mas isso não acontece.
......................
Depois de passar a noite no hospital, decido ir até o apartamento de Yan, preciso muito receber um carinho, e nesse momento só tenho a ele.
O porteiro ja me conhece e libera minha entrada.
Como de vez em quando eu vinha até aqui, tenho a cópia de uma chave.
Abro a porta e vou caminhando pelo apartamento.
Tudo está escuro e silencioso, sigo até o quarto de Yan e o encontro deitado ao lado de uma loira siliconada.
Meu coração, que estava triste, agora quase para.
Se estilhaça no chão.
Saio correndo e só ouço ele me chamando..
Mas não paro, eu apenas corro.
Vou direto pra casa, assim que fecho a porta, me permito chorar, encolhida no sofá.
...........................