Um barzinho qualquer...

1094 Palavras
Boulder, Colorado. Nick Canon. Vim até o Colorado, finalizar a compra de duas empresas a beira da falência. Após o sucesso nos negócios, decidi vir até esse barzinho, tentar uma noite agradável, com bebidas e claro, um bom sexo. Fazem apenas cinco minutos que estou sentado em frente a esse balcão e mulher ja se aproxima toda se oferecendo. Pago uma bebida pra ela, que senta sorridente ao meu lado. Ela tem cara de que aceita qualquer transa por uma bebida e alguns trocados, não gosto de mulheres assim, mas se não encontrar uma opção melhor essa noite, aproveitarei com ela uma boa f**a. Depois de virar mais três doses de uísque, ja cansado de ver a loira siliconada apelando por uma f**a, decido encerrar minha noite no barzinho, mas antes que eu pessa a conta pro garçom, uma mulher entra. Ela parece um anjo, com os cabelos ruivos que com toda certeza são naturais, uma pele branca apenas desenhadas com algumas sardas, cerca de 1,56 de altura... A menina é uma obra de arte! Ela se senta ao meu lado, seus olhos tem um brilho triste... —Boa noite, por favor o que você tiver de mais forte. Ela fala com uma voz triste e linda. —O mais forte que eu tenho para uma moça bonita, é o drink "demon", pode ser? O garçom lhe diz. —Se é o mais forte, quero esse. Ela responde ao garçom. —Um drink desse só é pedido quando o dia está realmente r**m. Digo, tentando puxar assunto. Ela olha pra mim e sorri, um sorriso cansado. —Se fosse só um dia... Ela diz com sua linda voz, e uma tristeza palpável... —Aqui está, moça. O garçom entrega a bebida e a comanda pra ela. —Obrigada. —Sabe, não sei o que você tem passado, mas acredito que a bebida não irá resolver. Digo, tentando pará-la. —Mas dizem que a bebida ajuda a gente a esquecer um pouco nossos problemas. —Tem razão, mas você não precisa começar pelo mais forte. —Quem é você pra me dizer por qual devo começar? Diz e levanta a taça do drink bebendo um gole. Espero e ela faz exatamente o que imaginei que faria. Toma o líquido, fazendo uma cara de quem o achou horrível. —Isso é horrível. Ela fala com uma careta. —Eu te avisei. Digo e a vejo me fuzilar com os olhos. —Minha vida ja esta uma merda, não preciso que você estrague minha noite no bar. Ela fala irritada. —Estou tentando colocar um pouco de juízo em sua cabeça. Beber não vai ajudar. —É meu pai agora? Ela pergunta em deboche. Estalo a língua e me levanto, me aproximo de seu ouvido e falo. —Não sou seu pai, mas te garanto que se pudesse, te daria um bom castigo por isso. Ela arregala os olhos e eu sigo para o banheiro. Quando volto, vejo que ela está na sua segunda bebida, sei disso por que a comanda está entre a gente. Peço outro uísque, a loira siliconada agora ja se joga pra cima de outro cara. Uma verdadeira vagabunda. Tomo minha bebida e resolvo ficar ali no bar, tomando conta dessa ruivinha linda, ja que pelo jeito, seu juízo não veio junto. Depois que ela está na quinta dose, resolvo tentar puxar assunto, ela ja começa a mexer o corpo no rítmo da música. —Você tem quantos anos? Arrisco. —Dezoito. Ela responde, ergue o braço envolvida na música. —Qual seu nome? —Juneee, é Juneeeee. Ela grita, ja alterada pela bebida. Arrisco mais uma pergunta, pra ver se descubro mais sobre essa mulher. —O que te fez beber tanto essa noite. Ela estica o braço em minha direção, fazendo o gesto de silêncio sobre meus lábios, com o indicador. —Você fala demais... Eu vim beber pra esquecer, não pra me lembrar. Ela diz e sai dançar, tem uma pequena pista de dança nesse bar, e ela vai até la. Alguns carinhas tentam se aproximar, mas vou até ela e fico ali, dançando com ela. —Você gostaaa de dançaaar? Ela pergunta alterada. —Acho que você bebeu demais. Respiro fundo. —Venha June, vamos pra casa, eu te levo. Ela me olha com as sobrancelhas franzidas. —Eeeiii... Como você sabe meu nomeee? Ela pergunta batendo o indicador no meu peito. —Sei por que você me falou. Respondo. —E o seu nome, qual ééé? Como sei que amanhã ela não se lembrará nem do meu rosto, respondo. —Meu nome é Nick. —Oiiii Nickkk... Ela diz alto. Detesto gente bêbada, e se fosse qualquer outra pessoa, ja teria abandonado, mas essa garota, não consigo. —Eu... Eu vou.. Desmai.. June começa a falar e cai. Seguro ela em meus braços e saio dali com ela em meu colo. Meu segurança paga nossa conta e eu levo essa pequena pro meu quarto no hotel onde estou hospedado. Coloco ela na cama, tiro apenas seus sapatos e a deixo ali, pego o que é de mais importante no quarto e vou para a recepção encontrar um quarto vago para mim. .......................... June Davis. Abro meus olhos devagar e agradeço aos céus por o quarto estar em completa escuridão. Mas o barulho do relógio fazendo Tic tac, tic tac. Só piora minha dor de cabeça. Levo minhas mãos para o lado e acendo o abajur, me arrependo na mesma hora, pois a claridade também piora tudo. Quando meus olhos se acostumam, olho ao redor, mas não consigo reconhecer onde eu estou. Me lembro que ontem eu resolvi sair pra beber, depois de tantas notícias ruins, minha mãe ainda não acordou e meu ex namorado, aquele cretino anunciou o noivado com uma modelo famosa. Levo as mãos a cabeça. —O que foi que eu fiz... Digo pra mim mesma. Crio coragem e me sento, e pra meu grande alívio, estou com todas as peças de roupa em meu corpo, apenas os sapatos estão colocados ao lado da cama. Me levanto e vou ao banheiro, faço minha higiêne matinal e decido tomar um banho. Estou um caco! Após o banho, coloco apenas o vestido e os sapatos e saio do hotel. Nem sei como vim parar aqui, não sei nem onde estou, espero que esteja dentro de minha própria cidade. Após andar um pouco, vejo que estou no centro, um pouco longe de casa, mas pelo menos estou localizada. Meu Deus, por que não consigo me lembrar de nada?
Leitura gratuita para novos usuários
Digitalize para baixar o aplicativo
Facebookexpand_more
  • author-avatar
    Escritor
  • chap_listÍndice
  • likeADICIONAR