Capítulo 72

856 Palavras

Ricardo narrando A boca nunca dorme. Mesmo quando eu passo a madrugada inteira resolvendo bronca, na manhã seguinte tem sempre mais movimento, mais grito no rádio, mais gente atrás de mim. Eu já tinha deixado Vitória em casa, depois do que rolou na cozinha. p***a… só de lembrar o corpo dela colado no meu, o gemido preso na garganta, já dava vontade de voltar e esquecer o mundo. Mas não. Não podia. No morro, eu não tenho esse luxo. Eu sou o dono, e o dono não pode se distrair. Cheguei na boca cedo, o sol nem tinha subido direito ainda. Os vapores já estavam correndo, olheiros espalhados, e os moradores entrando e saindo pra pegar o que precisavam. O clima era aquele de sempre: barulho, cheiro de pó, dinheiro passando de mão em mão. E no meio desse caos, lá estavam elas. Três garotas

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