Capítulo 76

321 Palavras

Ricardo narrando Deixei Vitória na casa. Ela desceu do carro devagar, me olhou por cima do ombro como se quisesse falar alguma coisa, mas ficou quieta. Só acenou com a cabeça antes de entrar pelo portão. Fiquei parado alguns segundos, motor ligado, encarando a porta se fechar atrás dela. Uma parte de mim queria desligar tudo, entrar junto e esquecer do mundo. Mas não dava. Dono do morro não tem esse direito. Engatei a primeira e desci o beco, Pedro sentado ao meu lado, cigarro na boca, rindo sozinho. — Qual é a graça? — perguntei, sem paciência. Ele soltou a fumaça pela janela. — A graça é que tu tá diferente, Ric. Mas deixa quieto… — deu um trago fundo. — O bagulho agora é outro. Assenti, firme no volante. — É. Agora o corre é pesado. Seguimos em silêncio por alguns minutos, o ronc

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