Capítulo 12

737 Palavras

Ricardo narrando O sol das dez da manhã já batia forte no pátio da boca, iluminando o movimento dos meus homens. A entrega da carga chegou no horário certo, e os fuzis reluziam enquanto eram descarregados. O cheiro de metal e pólvora se misturava ao cheiro de mato e suor. Eu observava tudo de longe, com o boné abaixado, controlando a p***a toda. — E aí, patrão? A gente tava esperando essa p***a. — Léo, meu gerente e braço direito, se aproximou com um sorriso. — Bota pra dentro. Confere tudo. Quero a lista certinha. — Falei, a voz seca. Ele assentiu. “Pode ficar tranquilo, o bagulho tá seguro.” Ficamos ali um tempo, só olhando o serviço ser feito. Léo era o único que tinha a liberdade de não me tratar só como o chefe, p***a. Mas hoje o assunto dele era outro. — E aí, irmão? Como é qu

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