Episódio 18

1278 Palavras
— Erika se encarregou de postar fotos como se vocês estivessem juntos, como se você realmente tivesse fugido com ela... Até Maya fazia o relacionamento de vocês parecer real para todos os nossos amigos. Olhando de lado, Cristian se certificou de que a sua noiva não estava ouvindo. Assim que verificou, continuou. — Eu sei que não deveria te contar tudo isso, já que Maya é minha noiva, mas eu te considero um amigo, e não me parece justo que tenham feito isso com você... Erika se encarregou de fazer todo mundo acreditar que vocês eram um casal. Amanda ainda te ama, Dante. Não desista tão facilmente, lute por ela. Com um pouco de tristeza, Cristian mencionou a última coisa, sentindo-se estúp*ido por desistir e não lutar por Ibbie, a quem ele deixou para se casar com Maya por pena. Dante, tomado pela impotência ao saber da verdade, apertou a mão dela e, levantando-se em desespero, esfregou o rosto algumas vezes. — Como é que eu não pensei nisso antes? Em todas as ocasiões, as fotos que tiramos foram como amigos, quando saíamos para caminhar para nos distrair do estresse do trabalho e da doença, mas nunca como um casal. Você sabe que eu não uso muito as minhas redes sociais. Naquela época, eu estava me recuperando da operação... Ela era até quem se comunicava com o vovô e Atlas. Sentindo-se o maior idi*ota por ser ridicularizado pela pessoa que ele considerava sua aliada, Dante tentou se conter para não correr para a casa dos Bennett e fazer uma loucura. — E eu entendo, Dante. Pelo que Maya me disse, você esteve perto da morte. Se não fosse pelo transplante que veio de última hora, eu teria te contado. Dante, sentindo-se um pouco agitado, apenas sentou-se no seu assento e, depois de franzir os lábios, relembrou os momentos amargos que havia vivenciado durante a sua doença. Início do Flashback Dante estava prostrado na sua cama, lutando para respirar. Cada batida do seu coração era um desafio, um esforço exaustivo. O seu peito estava pesado, como se uma tonelada de chumbo estivesse sobre ele, dificultando cada inspiração. Cada batida do coração era como uma bomba fraca, m*al o suficiente para mantê-lo vivo. Uma expressão de angústia cruzava o seu rosto cada vez que a dor aguda o atravessava. O suor escorria por sua testa e a sua pele adquiria um tom acinzentado, um sinal claro da falta de oxigênio no seu corpo. Erika estava desesperada. Ela chegou a dizer a Nerio que o seu neto possivelmente morreria, quando, por obra do destino, foi notificada da doação de um coração por uma pessoa que acabara de falecer. — Preparem o paciente para o transplante! Levem-no para a sala de cirurgia. Agora! Quase correndo, a mais velha Bennett começou a tirar o avental, preparando-se para entrar na sala de cirurgia. Enquanto as enfermeiras a acompanhavam para fora, Dante ligou para Erika antes que perdesse a razão. — Notificaram Amanda? Com dificuldade e sentindo-se como se tivesse acabado de correr uma maratona, Hackett fez a pergunta, que Erika ne*gou. — Não, Dante... Só Nerio e Atlas sabem. Achei que você precisasse de paz agora. Em vez de ajudar na sua recuperação, Amanda só vai atrapalhar. Dante realmente queria refutar algo. Queria ver a esposa uma última vez, caso morresse, mas a dor no peito, o cansaço no corpo e os sedativos, que começavam a fazer efeito, tornavam isso impossível. — Por favor, diga a ela... Ela merece saber a verdade. Quando a médica respondeu, Dante já havia fechado os olhos. Ela ordenou o início da cirurgia. Abriram o seu peito para implantar o seu novo coração. Quando Dante recobrou a consciência, sete longos dias haviam se passado, durante os quais ele permaneceu monitorado por uma equipe de médicos liderada por Erika, que não o abandonava e começava a se desesperar com o seu estado de inconsciência. — Preciso que você repita todos os exames. O paciente ainda não está respondendo. Observando o seu amado do outro lado do vidro, a médica disse isso a um grupo de internos, que imediatamente se puseram a trabalhar, assustados e com medo de que a médica chefe perdesse o homem que ama. Felizmente, quando os alunos começaram a remover os tubos intravenosos, Dante começou a mexer os dedos e, chamando Bennett devido à reação dele, ela se aproximou para examiná-lo. — Por favor, chamem os clínicos gerais, o neurologista e a equipe de enfermagem. Preciso tirar os tubos. Os olhos de Dante, que estavam embaçados, começaram a se iluminar com a luz do quarto e, assim que conseguiu focar a visão, a primeira pessoa que viu ao seu lado foi Erika. — Eu sei que você quer dizer alguma coisa... Mas preciso tirar tudo isso de você. Erika estava se referindo à intubação endotraqueal que ela está usando no momento, que não permitiu que Hackett falasse, por mais que ele quisesse. Alguns minutos depois do seu estado de saúde ser confirmado como estável, eles começaram a remover todos os tubos. Assim que ficaram sozinhos, ele perguntou para Erika: Amanda? Você entrou em contato com ela? Mesmo inconsciente, Dante não conseguia se esquecer de Amanda, que estava sempre nos seus pensamentos. Erika, um pouco incomodada com o assunto e pensando que Dante só se importava com ela, revirou os olhos, irritada. — Não, Dante... Eu não falei com a sua querida esposa. O meu dever é informar o seu avô e seu irmão, e eu o fiz... Daí é eles que tem contar a ela, isso é problema deles, mas não me peça para fazer isso. Estamos aqui há quase dois anos e, por mais que eu tente, você só pensa nela... Amanda, Amanda... Você me cansa, Dante. Caminhando até a porta, a mulher a abriu com toda a força, m*al saindo do quarto, fazendo Dante tremer levemente. Ele se acomodou na sua maca, esperando se recuperar rapidamente para poder procurar a sua esposa. E ele fez isso, m*al se recuperando, ele voltou para recuperar a sua esposa. Fim de Flashback — Preciso falar com a Amanda e esclarecer os m*al-entendidos. Parece que toda essa teoria foi formada pela minha própria estu*pidez. No começo, eu não queria que ela soubesse. Não queria ligá-la a um possível moribundo. Mas depois, quando senti que estava prestes a morrer, quis contar a ela, mas minha saúde não permitiu. Passei de médico em médico por um longo tempo, até quase morrer, e finalmente encontrar a luz. Cristian sabia disso. Na verdade, não o julgava, mas achava que deveria conversar antes que tudo fosse por água abaixo. Então, levantando a mão, deu um tapinha no ombro do amigo. — Eu entendo, mas chegou a hora de contar tudo a ela. Mostrar a cicatriz. Se ela acredita em você ou não, é problema dela, mas diga a verdade. E, de fato, devia ser isso, então ele ansiava por um jantar de negócios na noite seguinte, com a presença apenas dele e de Amanda. — E eu aprecio os seus conselhos e a sua ajuda... Amanhã será o dia. Só espero que ela me ouça e acredite em mim. Contar toda a verdade não garantia a Dante que ela o perdoaria por tê-lo abandonado, mas pelo menos toda essa questão da infidelidade dele seria esclarecida e, consequentemente, talvez o pedido de divórcio fosse anulado. ‍‌‌‌‌‌‌‌‌‌‌‌‌‌‌‌‌‌‌‌‌‌‌‌‌‌‌‌‌‌‌‌‌‌‌‌‌‌‌‌‌‌‌‌‌‌‌‌‌‍
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