O silêncio entre nós ainda estava pesado. O corpo dele colado no meu. A mão firme na minha cintura. O olhar preso no meu como se estivesse tentando decidir alguma coisa. Foi quando a porta abriu de repente. — Patrão! Um dos rapazes do movimento entrou sem nem bater. Barão virou o rosto na mesma hora. — Fala. — Tem um cara lá embaixo… mexendo com ela. O homem olhou rapidamente para mim. Meu estômago virou. — Quem? A voz de Barão mudou. Ficou baixa. Fria. — Não é daqui… tá falando besteira, dizendo que— Nem terminou. Barão já tinha me soltado. O corpo dele ficou rígido. Os olhos escureceram de um jeito que eu já tinha aprendido a reconhecer. Perigo. Ele caminhou até a porta. — Fica aqui. — Eu não vou ficar— — Fica. A voz dele cortou a minha. Não era pedido. Era or

