Subi o morro devagar naquela noite. O vento estava quente, carregando o cheiro de churrasco das barracas e o som distante do baile que acontecia mais abaixo. As luzes das casas piscavam nas vielas estreitas, e algumas pessoas ainda conversavam nas portas, olhando quando eu passava. Era impossível não perceber os olhares. No morro todo mundo sabia quando alguém ia para a casa do Barão. E eu estava indo. Quando virei a última esquina, a casa dele já estava ali em cima, iluminada. Diferente das outras casas, sempre tinha luz acesa, sempre tinha movimento. Mas naquela noite estava silenciosa. A porta estava aberta. Empurrei devagar e entrei. A sala estava meio bagunçada, como sempre ficava depois que ele passava o dia ali. O fuzil estava largado em cima do sofá, como se fosse apenas m

