Ouro

784 Palavras

Saí da casa dele já tarde da noite. A rua estava quase vazia. Só o som distante de uma moto descendo o morro e a música baixa de algum bar aberto lá embaixo. O ar da noite estava fresco, mas meu corpo ainda estava quente. Caminhei devagar. Tentando organizar a cabeça. Tentando esquecer o que tinha acabado de acontecer. Mas era impossível. A cena no chuveiro voltava na minha mente como se estivesse acontecendo de novo. A água quente. O vapor. O corpo dele contra o meu. Passei a mão no rosto, irritada comigo mesma. — i****a… Murmurei. Como eu podia ter gostado daquilo? Barão não era gentil. Nunca foi. Ele era bruto, dominante, quase c***l às vezes. Mesmo assim… meu corpo tinha respondido. E isso me irritava ainda mais. Continuei descendo o morro. As luzes das casas ilum

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