Thales
O almoço preparado por ela é simples, mas é infinitamente saboroso. O tempero é diferente do que estou acostumado e o prazer da companhia dela é indescritível.
Tento dizer a ela que quero um casamento complicado, mas Nathaly faz de conta que não entendeu e tenta se afastar. Pego ela pela mão e a faço sentar em meu colo, não resisto em lhe roubar um beijo e para minha surpresa, ela corresponde.
- Você me enlouquece, Nathaly. Nenhuma mulher me atrai como você.
volto a beijá-la e enfio a mão pela sua blusa, encontro seu s***s firmes e macios, faço uma leve pressão e ela solta um gemido gostoso se apertando contra meu corpo.
O cheiro gostoso dela, sua respiração falhando me deixa cada vez mais e******o, meu p*u está como uma rocha querendo se livrar da cueca. Melhor parar ou vou t*****r com ela na mesa da cozinha.
- O que você quer fazer hoje?
Pergunto a voz rouca em seu ouvido e ela fica confusa.
- Hum?
- O que quer fazer? Podemos dar um passeio, ir às compras, sei lá. O que você quiser, ou podemos ver um filme na tv se não quiser sair.
- O que você quiser.
- Vá se arrumar enquanto eu dou um jeito aqui.
Ela sai e eu me sinto frustrado, queria que ela dissesse que queria ficar em fazer amor comigo.
Quando ela desce a escada, me sinto mais frustrado. Ela está linda em um jeans coladinho que marca seu corpo realçando suas curvas perfeitas. A blusa deixa uma pequena parte de seus s***s visíveis como um convite para explorar. A cascata de cabelos soltos caída até sua cintura me fazendo lembrar de como eles ficam esparramados pelo travesseiro enquanto ela dorme.
Ela parece não ter noção do quanto é atraente e gostosa, mas não é vulgar e eu amo o que vejo.
- Está linda.
- Obrigada!
- Está frio lá fora, melhor colocar um casaco.
Me levanto e pego o telefone e as chaves do carro na mesa de centro. Melhor sair logo ou não respondo por mim.
- Vou colocar.
- Você dirige?
Perguntei assim que entramos no elevador.
- Sim.
- Ótimo! Você conduz.
- Melhor não. Não estou acostumada com o trânsito aqui.
- É a mesma coisa, assim você vai se acostumando com as ruas de Nova Jersey. Mas por enquanto, o motorista te acompanha. Quando estiver comigo você conduz e vai se familiarizando.
Ela se senta e ajusta o banco para seu tamanho e eu acho linda ela sentada séria se preparando para dar partida no carro.
- Para onde vamos?
- Ao departamento de trânsito. Você tem que tirar a licença para conduzir aqui. Sai pela esquerda e depois a direita.
Vou ensinando o caminho e fico tranquilo em ver que ela dirige bem e está sempre atenta. No departamento de trânsito ela fez um breve exame e logo saiu com sua nova habilitação. Confesso que me sinto orgulho. Ela está sempre calma e segura do que faz e não teve nenhum problema.
- Parabéns gatinha. Já pode conduzir aqui com tranquilidade.
- Tanto faz, meu carro está no Brazil e não tenho como trazer para cá.
Seu tom não é de queixa, foi apenas uma constatação.
- Podemos ir escolher um carro para você. Qual carro você tem no Brasil?
- Um Gol G8, o Donatello.
- O que é Donatello?
Perguntei já que só conheço o Gol G8. Aliás, um carro popular de custo bem barato e nenhuma segurança extra para ela.
- É o nome dele.
- Você deu nome ao carro?
Vejo seu sorriso travesso enquanto estou confuso.
- Sim. Ele é verde e lembra o Donatello, as tartarugas ninjas. Os faróis parecem os olhos repuxados pela máscara e...
Não posso evitar um sorriso com a criatividade dessa mulher. Esse seu lado maroto me encanta, enquanto ela vai descrevendo o carro com um sorriso quase infantil. O clima ficou leve e eu descobri um lado dela que é único.
- Então você é do tipo que põe nome nas coisas?
- Às vezes. É divertido encontrar semelhancas com objetos e pessoas. Por exemplo, Tive uma bolsa que lembrava o cabelo da Cindy Lauper, Uma bota com frangas era Tina Turner, o meu cachorro era o Mr Bean..
Ela ia narrando de forma descontraída e eu me apaixonando pela sua descrição e a naturalidade que ela falava, algumas coisas para mim fez sentido.
- E qual nome daria a esse carro?
Perguntei curioso.
- Jenis Joplin.
- Jenis Joplin? Porque? O gênero é masculino.
- Não importa, ele é trans mas continua sendo um Porsche. Meu amigo Porsche.
Sorrio, tenho certeza que minha vida ao lado de Nathaly nunca será um tédio. Tem pessoas que tem o dom natural de transformar tudo, Nathaly é uma delas, minha vida vem se transformando em sua presença. Só preciso me acertar com ela é me deleitar em seus braços.
- Porque parou?
- Quero dar uma volta, o lugar é lindo!
- Então vamos!
Saio do carro e antes que eu chegue para lhe abrir a porta, ela já desceu do carro com um olhar deslumbrado. Pego sua mão e a conduzo pela praça que está às margens do Rio Hudson.
- Daqui a vista para NY e linda.
- Por isso, preferi morar aqui, a tranquilidade é maior e vou para NY com trinta a quarenta minutos. Se preferir, podemos morar lá.
- Fico surpreso com sua resposta. Por uma questão de status, toda mulher gosta de NY.
- Aqui está ótimo. Também gosto de tranquilidade. Principalmente por não conhecer bem acho mais seguro.
Passo a mão pelo seu rosto e coloco uma mecha de cabelos atrás de sua orelha. Sua imagem com o vento agitando seus cabelos é linda e quero tirar uma foto dela assim.
- Não se mexe.
- Porque?
- Quero te fotografar assim. Você está tão linda gatinha.
Eu tirei várias fotos e por fim, pedi a um dos meus seguranças para se aproximar e fotografar nós dois. Passei o braço por sua cintura e apoiei meu queixo em seu ombro. Em outro lhe beijei o rosto e por a que vou guardar, beijando seus lábios e ela passou os braços pelo meu pescoço de forma espontânea.
Agora estamos sentados no carro e ela olha as fotos satisfeita.
- Vou mandar algumas para o meu pai.
- Sério?
- Ele está preocupado, assim verá que estou bem.
Olho para ela totalmente surpreso.