capítulo 51-2

701 Palavras

Quando cheguei lá, vi o Lobo na sala com a porta aberta. Só que tinha alguma coisa errada. Conheço o Lobo desde pivete. A gente cresceu praticamente junto no morro. Já vi ele püto, já vi ele rindo, já vi ele em dia de guerra… mas daquele jeito eu nunca tinha visto. O cara tava com uma cara de quem não dormiu nada. Segui pelo corredor e fui até ele. — E aí, parça. Ele levantou o olhar devagar. — E aí. Cruzei os braços. — Qual foi? Ele fez cara de quem não entendeu. — Qual foi o quê? — Não mete essa — falei. — Tô vendo tua cara. Ele soltou um suspiro e desviou o olhar. — Nada não. Balancei a cabeça. — Lobo… cê sabe que comigo não precisa fingir. Ficamos em silêncio alguns segundos. Depois perguntei: — Tu dormiu? Ele deu uma risada sem humor. — Não. Ergui a sobrancelha.

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