A voz da minha mãe me trouxe de volta. Ela encostou de leve no meu braço. Levantei a cabeça devagar, estreitando um pouco os olhos. — Desculpa, mãe… acabei não escutando. Ela me olhou com aquela expressão de preocupação que só mãe tem. — Eu perguntei se você tomou o remédio. Na mesma hora eu olhei para o Lobo sem pensar. Ele me encarou com uma expressão confusa, como se não soubesse do que ela estava falando. Voltei a olhar para minha mãe. — Tomei sim, mãe. Mas ainda tô com bastante dor de cabeça. Acho que dormi muito pouco. Ela assentiu. — É isso mesmo, filha. Amanhã você vai acordar melhor, você vai ver. Eu apenas concordei com um pequeno movimento de cabeça. Depois disso a mesa ficou silenciosa. Só dava para ouvir o barulho dos talheres batendo nos pratos. Eu não falei qu

