Coloquei um vestidinho canelado, penteei o cabelo deixando solto e calcei uma papete. Simples. Eu não estava com cabeça pra mais nada. A casa estava em silêncio absoluto. E eu agradeci por isso. Não sabia se o Lobo estava ali ou se tinha saído, mas sinceramente? Não me interessava. Saí e comecei a descer o morro. Porque uma coisa eu já tinha aprendido: pra sair dali, só descendo. Então foi isso que eu fiz. Fui descendo, tentando ignorar os olhares, as conversas nas portas, o som distante de música. Quando cheguei na barreira e já ia passar, dois vapores me barraram. — Tu não pode passar. Eu pisquei, sem acreditar. — Como assim eu não posso passar? Um deles coçou a nuca, meio sem jeito. — Foi m*l aí, mina. Ordens são ordens. O patrão falou que tu tá proibida de sair do morro. Eu fi

