Lobo narrando O som dos fogos ainda ecoava no céu quando eu saí da lanchonete correndo. Naquele momento, não existia mais nada. Nem fome. Nem cansaço. Nem pensamento. Só uma coisa importava. Guerra. — Vambora! — gritei pro Juninho, já puxando o rádio. — Movimento na parte baixa! — Todo mundo na contenção! Minha voz saiu firme. Sem espaço pra erro. Sem espaço pra dúvida. Os caras já estavam se posicionando. Cada um sabia o que fazer. Treinamento. Vivência. Sobrevivência. Corri até a moto, subi e dei partida. Juninho veio logo atrás. O motor roncou alto enquanto a gente subia o morro. Rápido. Sem freio. Sem pensar. No rádio, as vozes se cruzavam. — Estão se movimentando rapido. Vários homens! Tão vindo pesado! Meu maxilar travou. — Segura posição! Não deixa avançar! A adrenalin

