Os soluços de Luccas eram escutados na cozinha. Carla o abraçava e acariciava suas costas tentando o acalmar com seu toque, seus olhos eram inchados e vermelhos de tanto chorar. Ele sabia que não era recíproco e nunca ia ser. Carla, tentava ao máximo acalmar Luccas, mas nada adiantava, a tristeza e silêncio eram presentes no local, até que um certo momento, Luccas, se acalma um pouco, enxuga as lágrimas caídas em sua face morena e angelical feito um anjo caído do céu, Carla então troca mais algumas p************s e verdadeiras:
—Ele não gosta de você. Principalmente depois do que ele disse a você, ele não te quer e ele não irá mudar por você, nunca.— Aquelas p************s machucaram o peito de Luccas, feito uma bala disparada. Ele sabia que era verdade e que sua vida não era um filme clichê que tudo mudaria em um estalar de dedos, ele seca as lágrimas que queriam sair de sua face, respira fundo, toma um pouco de água e um sorriso gentil brinca com seus lábios e aparece em sua face de beleza extraordinária. Então Luccas diz.
—Eu sei, e é muito idiotice da minha parte correr atrás dele... Mas não se preocupe eu estou bem e isso não irá acontecer... Nunca. Por mais que talvez eu goste dele... Ele não gosta de mim e me despreza, mas tá tudo bem.— Lucas diz sem tirar seu sorriso gentil do rosto.
Qualquer um que o visse, saberia que não estava tudo bem. Ele realmente gostava de Caique mas... Ele o despreza e não é bom o suficiente para Luccas. Então, o melhor a se fazer é deixá-lo para trás e seguir em frente, mas não importasse o quanto ele quisesse esquecer Caique, ele sempre voltava em sua mente como uma memória fresca e que não iria ser esquecida facilmente. Era como se Caique estivesse fixado em sua mente.
Era amor ou obsessão?
Depois de um certo período de tempo, Carla então o acalma e quando ela percebe que Luccas já está um pouco mais calmo, ela o abraça, se despede e sai da casa, e o deixa sozinho novamente. Assim que ela saí, o sol começa a nascer lindamente no céu com cores laranjas e rosadas, junto a ele vem uma luz invadindo a casa e iluminando tudo, expulsando toda a escuridão que desse medo em qualquer um. A luz entra em contato com o rosto de Luccas, o deixando mais belo que nunca. Seus cabelos vermelhos entravam em contato com a luz que aquecia o lugar como o fogo que aquece tudo em sua volta.
Luccas se levanta, vai até o banheiro com seu passo tímido e delicado e entra no banheiro em silêncio, ele vai até a pia e faz sua higiene pessoal. Assim que ele termina ele suspira fundo e anda até seu quarto e se deita na cama sem vontade de fazer nada. Sua exaustão dominava seu corpo por completo.
A exaustão é pior que câncer.
Ele se deita e tenta dormir, mas acaba falhando miseravelmente, ele rola de um lado para outro tentando encontrar uma posição confortável mas nada. Ele se levanta da cama com calma, pega uma pequena maleta que havia remédios. Ele pega 1... 2 cartelas de comprimidos pela metade, ele pega os comprimidos com as mãos trêmulas e toma todos os restos de comprimidos que haviam na cartela. Ele então se deita na cama novamente e depois de um tempo acaba pegando finalmente no sono.