Algumas horas se passam, o dia passou rápido e já era de noite, o sol começara a se pôr com o laranja dançando lindamente de forma delicada com o rosa no céu. Suas cores eram delicadas feito bailarinas e suas danças.
Luccas se levanta atordoado e com dor de cabeça, pelo visto os remédios não fizeram bem para si mesmo, ele caminha até a escadaria, desce as escadas e vê a cor rosada invadindo a casa pelo chão, iluminando a sala e a cozinha, ele sente um pouco de dor de cabeça. Ele vai até a cozinha toma rum copo de água para ver se ameniza os sintomas (Todos sabemos que não iria resolver porcaria nenhuma.) Então, Luccas, sente uma ânsia tremenda mas se segura para não vomitar ali mesmo. Quando de repente alguém toca a campainha da casa de forma desesperada e ansiosa, o toque era longo, prolongado e agonizante de alto.
Ele então vai até a porta com seu passo tímido e torto, ele abre, ele olha e aí... Ele vê Caique, com uma blusa social preta de botão, uma calça cargo bege, um sapato todo preto e seu capacete da moto em suas mãos que eram marcadas pelas veias saturadas. Ao ver Caique, Luccas sente seu coração acelerar e borboletas no estômago, um rubor avermelhado aparece em sua face e ele diz gaguejando de tanto nervosismo e misto de emoções:
—N-Não deveria estar aqui.
Luccas vê Caique se abaixar, ficando em sua altura, com seu cheiro de cigarro invadindo as narinas do menor.
—Por quê não?—Ele pergunta com curiosidade e incerteza.
Luccas não responde e fica em silêncio, o olhar de Caique era fixo em Luccas, seu olhar era tão penetrante q o rubor em seu rosto só aumentava e ele está a a ponto de surtar.
—Eu te fiz uma pergunta. — Caique diz com dureza e firmemente, com certeza de suas palavras enquanto se levanta e volta a sua altura original. — Porquê não foi a escola hoje? Fiquei preocupado. —Caique completa.
Luccas sente uma pontada de curiosidade e algo que não saberia descrever.
—Não importa.
—Se não importasse eu não estaria perguntando.
Luccas fica sem palavras para responder Caique, e o dá espaço para entrar na casa.
—Você está com o rosto inchado, acho que dormiu mais do que precisava.
—E oque tem de demais? A vida é minha. — Luccas diz cruzando os braços um pouco irritado por Caique querer saber demais da sua vida. —Você não me conhece o suficiente para falar o que eu faço ou deixo de fazer. —Ele adiciona.
Caique sente uma pontada de raiva pela insolência de Luccas, então ele pega em sua bochecha com força e diz com um sorriso falso no rosto, mas de longe qualquer um podia ver uma pequena veia em seu pescoço.
—Escuta aqui seu...—Caique iria xingar Luccas de um nome provavelmente ofensivo mas ele se cala e solta a bochecha de Luccas, desistindo de tentar xingar ele ou o repreender, então ele se acalma um pouco e diz com as mãos no bolso como se fosse pegar algo.
—Você está ciente de que esse semestre está acabando e você está cheio de faltas e notas baixas.
Caique diz com calma mas a veia em seu pescoço ainda estava presente ali, e tira um maço de cigarro do bolso e um isqueiro.
—Você não vai fumar aqui dentro.— O menor diz com uma pequena raiva dentro de si, como se fosse descontar todo seu ódio em Caique, o vendo colocar um cigarro na boca.
—E quem vai me impedir?— Caique pergunta com um tom provocativo e um maldito sorriso perfeito em seus lábios com o cigarro nos mesmos.
—Eu! —Luccas diz com sua raiva de abaixando aos poucos.
—Ata... Se considere sortudo, ninguém conhece meu lado "brincalhão". —Ele diz sem tirar aquele sorriso desgraçado do rosto. Luccas não responde com curiosidade e as borboletas voltando em seu estômago, juntamente com o rubor vermelho.
Ele então sai da casa e fica na varanda da casa enquanto acende o cigarro, Luccas o segue e se senta na rede que havia na varanda enquanto o observa fumar, com um sorriso gentil e um olhar apaixonado no rosto. Caique o olha de canto, vendo seu olhar nele e sorri de canto e volta a olhar para frente enquanto fuma.