Largando Bala

1149 Palavras

O morro ainda estava acordado. Mesmo depois do barulho diminuir, ninguém voltou a dormir de verdade. Luzes seguiam acesas nas janelas, gente cochichando nas portas, crianças sendo puxadas pra dentro de casa, curiosos espiando cada movimentação. Aquela invasão rápida tinha deixado um rastro invisível: desconfiança. Valente descia a viela com passos firmes, sem pressa, mas também sem relaxar. Alice vinha logo atrás. Dioguinho ao lado. E mais quatro homens espalhados em volta, atentos, olhando cada esquina, cada sombra. O ar parecia mais pesado que o normal. — Isso não foi à toa — murmurou Diogo. Valente não respondeu na hora. Ele olhava para cima, para as casas, como se estivesse tentando enxergar além das paredes. — Não mesmo. Alice cruzou os braços, ainda sentindo a tensão no c

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