CAPÍTULO 29

1033 Palavras

 Helena Nunca acreditei muito em pressentimentos.  Sempre achei que eram apenas desculpas que a mente criava quando o medo queria se antecipar à razão.  Mas, naquela manhã, algo em mim estava errado desde o instante em que acordei. O silêncio do meu apartamento parecia mais pesado.  O ar, denso demais para um dia comum. Ainda assim, segui minha rotina.  Café apressado, roupas escolhidas no automático, pensamentos presos em Damian como quase sempre. Na forma como ele havia me observado na noite anterior. No jeito tenso com que aperta o maxilar, como se lutasse contra algo que não queria revelar. Quando entrei no carro, senti aquele arrepio estranho na nuca. A sensação de estar sendo observada voltou, mais forte do que nunca. Ignorei. O trânsito estava surpreendentemente vazio.

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