Pré-visualização gratuita Capítulo 1 - Início
A família Toledo é uma família muito tradicional e influente no mundo dos negócios, lidando com importação e exportação têxtil e dominando o mercado nacional. São uma das famílias mais ricas do país, mas mesmo os ricos e poderosos, donos de sobrenomes tradicionais, também passam por problemas do cotidiano que qualquer pessoa atravessa, como o ciúme, a insegurança, entre vários problemas no casamento.
Ágata Toledo, 45 anos, uma mulher muito bonita e vaidosa, que se cuida muito, inteligente, rica, culta e bem-casada… Bem-casada? Bom, depois de 27 anos de casamento, será que tudo permanece mesmo igual? Muita coisa muda: a i********e, a convivência a dois… O t***o…
Depois de um dia cansativo de compras, Ágata chega, coloca as sacolas de compras no chão do quarto e se joga sobre a cama, com o celular em ligação com sua melhor amiga. Ela retoma o assunto que vinha confidenciando à sua melhor amiga, Rose.
— Mulher, hoje faz 27 anos que Diogo e eu nos casamos. Pensei em fazer algo especial, não sei… Acho que andamos muito… Não sei, afastados. A correria do trabalho, a empresa e as preocupações… E o Mateus, com esta vida de playboy, tem nos deixado... Mais frios… Sabe... — confidencia Ágata.
— Amor… Isso é normal… Olha, eu e o Beto passamos por algo parecido algum tempo atrás. Você sabe… — diz Rose com certa malícia.
— Não… Lá vem você com suas safadezas… Isso não é para mim… — diz Ágata, refutando a ideia da amiga.
Rose sorri ao telefone e insiste…
— Mulher, deixa de ser boba! Um brinquedinho… Uma safadeza… Isso não faz m*l para ninguém! Se você não topar ser a p**a do seu marido, ele vai achar uma lá fora que topa ser… Vocês precisam sair da rotina. Aliás! Vocês precisam criar uma rotina… — diz Rose.
Ágata cora de vergonha…
— Rose, não é fácil para mim! Eu não sou como você! Depois, o Diogo não me trairia…
— Todo homem trai, amiga! O Beto vivia marcando com uma e outra. Quando eu descobri, pensei em matar ele e simular outro crime. Dava vontade de amarrar ele na cama e arrancar as bolas dele, mas eu resolvi fazer diferente! Resolvi ser a que faz todos os desejos dele se tornarem realidade, e isso reacendeu nosso casamento! Somos muito felizes e nos amamos… — diz Rose.
— Tá! Mas tenho certeza de que o Diogo me ama e não me trai…
— Se você acha que não… Olha, vou desligar. Depois nos falamos… Beijo! E pensa no que te falei…
— Tá bom, Rose. Vou pensar… Beijos…
Ágata fica pensativa… Levanta-se e olha-se no espelho… Não tinha rugas, tinha um bonito corpo. Ela percebia que, quando passava, atraía olhares por onde passava: olhares de admiração, olhares de desejo… No fundo, ela sentia, ou acreditava, que não era assim que Diogo a via mais, com desejo…
— Será que eu deixei de ser uma mulher interessante? Será que ele não me deseja mais? Ou mesmo… Será que ele está me traindo? Ai, Céus! Tenho que tirar estes pensamentos da minha mente! Mas ele chega tarde todo dia… Tem aquelas ligações… Será que tem outra mulher na área? Será que a Rose tem razão? Vai ver ele cansou de mim… — diz Ágata.
Ela se olha no espelho novamente e se pergunta…
— Será que ele teria coragem de me trair? — pensa Ágata.
Enquanto isso, Diogo estava em uma reunião de negócios, fechando contrato com investidores, apresentando os números de sua empresa…
— Então, nossa empresa, senhores, é uma empresa sólida e respeitada no mercado há anos. Só no semestre passado tivemos um crescimento de 65% em relação ao semestre anterior… Então…
— Senhor! Me desculpe atrapalhar a reunião! Mas é uma emergência! O seu filho… A polícia ligou para falar com o senhor… E…
A secretária interrompe a reunião…
— Por favor, senhores, me deem um minuto…
Diogo vai até a secretária e ouve o que ela tem a dizer…
— A polícia ligou, senhor. Parece que o Mateus se meteu em uma briga e agrediu outro rapaz por causa de uma mulher…
— Você me interrompe em uma reunião de negócios por causa disso? Apenas por causa disso? — questiona Diogo.
— Não, senhor… É que…
— Tudo bem, tudo bem… Depois ele vai ligar para a Ágata e, quando eu chegar em casa, vai me atazanar porque eu não fui ajudar o Mateus… Que droga… — diz Diogo, preparando-se, muito aborrecido, para encerrar a reunião por causa do filho.
Ele entra, encerra a reunião, mas os investidores já haviam decidido fechar contrato com ele. Diogo passa pela secretária antes de ir resolver o B.O. do filho…
— Estou indo ver o problema do meu filho, mas olha só… Quando eu voltar, não quero ver mais você aqui! Está demitida! Assim vai aprender a não interromper outra reunião e me fazer correr riscos…
— Mas o senhor me disse que, se fosse algo com sua família, eu podia interromper… Doutor, eu preciso desse trabalho…
— Então comece a procurar outro emprego! Aqui você não fica mais… — diz ele, saindo.
Na delegacia, Mateus, o filho de Diogo e Ágata, recebe a chamada do policial…
— Anda, playboy! O papaizinho chegou para te salvar… — diz o policial.
Mateus sai sorrindo da cara do policial. Mateus era um rapaz bonito, moreno de pele clara, tinha os olhos castanhos do pai e o cabelo cacheado castanho da mãe, um piercing no nariz e uma tatuagem em seu braço direito.
Diogo espera o filho na sala de visitas…
— Valeu, pai, por me tirar dessa. Olha, você deve estar bravo comigo, mas eu não tive culpa! Eu não sabia que a "mina" era namorada do cara! Se eu soubesse, não teria dado em cima dela e não teria batido no cara…
— Vinte e cinco anos! Vinte e cinco anos você tem… Terminou a faculdade na marra! Vive dando dor de cabeça a mim e à sua mãe…
— Já disse, pai! Foi mal...
— Não foi m*l, foi péssimo! Paguei sua fiança: cinco mil reais…
— Obrigado, pai… Só me leva para casa…
— Mateus, a partir de agora, todos os seus cartões estão bloqueados. Não vou dar mais um centavo para você e vou dizer para sua mãe fazer o mesmo…
— Ah, pai! Qual é? Eu não acredito!
— Vai acreditar… Mateus, se você quiser luxo, se quiser continuar fazendo as merdas que faz… Será você o responsável agora. Vai trabalhar na empresa da nossa família, aprender a ser um homem responsável e dar um pouco de sossego à sua mãe. Vai aprender a se esforçar para ganhar o dinheiro que gasta em uma noite! E, se não quiser, é só dizer. Vai ficar aqui na cadeia, porque eu cansei das suas ações inconsequentes! — diz Diogo, deixando o filho sem palavras.