Capítulo 11

445 Palavras
Voltamos para Velaris dois dias depois. Azriel passou a me treinar mais, intensa e dolorosamente, até nós dois estarmos extremamente cansados, quase rastejando.  Atravessamos para meu quarto, Az e eu sentamos na cama. Cansaço tomou meu corpo. Precisava deitar, e dormir. Me deitei, ainda com Azriel ao meu lado.  - Pode deitar. - ele me olhou. - Não vou fazer nada a não ser dormir. Prometo não te atacar. Az saiu de fininho pela manhã, coisa que eu sabia que faria. Só levantei horas depois, indo direto para o banho.  Vesti um moletom que ia quase até meus joelhos, uma legging e botas. Andaria por Velaris hoje. Sentiria a paz daquelas ruas, as artes espalhadas, o vento gelado.  ‍♀️ - Você devia estar treinando. - ignorei Az, que começou a andar no mesmo ritmo que eu. - Posso falar de novo, caso precise.  - Não vou treinar. - Az franziu as sobrancelhas. - Não quero.  - Mimada. - provocou.  - Você não é tão falante assim com os outros. - ele me ignorou. - b****a.  - Onde vamos? - Cass pousou ao nosso lado.  - Sidra. - eles me olharam. Estávamos na direção oposta. - Afogar o Az.  Uma risada pelo laço. A maldita risada. Az percebeu minha reação, dando um sorrisinho.  - Acho que não podemos afogar nosso único encantador de sombras. - Azriel encarou Cassian.  Como se estivesse ofendido por, o único motivo de não irmos ao Sidra e o afogar, fosse por ser nosso único encantador de sombras. Gargalhei.  - Pirralha. - balbuciou.  - Velho rabugento. - retruquei.  - Acalmem os ânimos crianças. - Cassian disparou. A cada cinco passos, dava uma cotovelada em cada um dos dois, que devolviam com a mesma força, ambos mantendo a expressão séria.  Outra cotovelada, me acertaram mais uma vez, com mais força, enterrei os pés no chão para não cair e rosnei baixinho.  - Odeio vocês. - os dois sorriram.  - Nós três sabemos que isso é mentira. - Az ronronou.  - Tenta mais uma vez. - Cass me deu tapinhas nas costas. - Talvez você consiga. Acertei cotoveladas nos dois e corri. Cassian e Azriel aceitaram o desafio, claro. Estavam no meu encalço, eu sabia que eles iam me derrubar, acelerei o passo e corri mais.  Abri minhas asas, por mais burra que fosse essa decisão e voei. Os dois riram. Eram dois guerreiros de mais de 500 quinhentos anos, que dominavam cada técnica de voo. Era melhor ter continuado correndo.  Vi a casa da cidade cada vez mais próxima, um sorriso vitorioso crescendo em meu rosto. Quando pousei em frente a porta, os dois atravessaram, apareceram na minha frente, e me derrubaram.
Leitura gratuita para novos usuários
Digitalize para baixar o aplicativo
Facebookexpand_more
  • author-avatar
    Escritor
  • chap_listÍndice
  • likeADICIONAR