capítulo 18

1046 Palavras

O chão ainda ecoava o grito que eu tinha engolido. A casa toda me assistia. Cada parede, cada maldito móvel de luxo comprado pra impressionar os outros — agora só servia pra me lembrar que eu não era mais quem mandava nem na própria perna. Empurrei a cadeira. Devagar. Rangendo. Como se ela risse da minha teimosia. Fui até o quarto de hóspedes. O único que tinha cama mais baixa. O único que eu achava que podia tentar… levantar. Cheguei até a beirada da cama. Parei. Respirei fundo. O suor escorria nas costas. A camisa colava. A garganta ardia. Mas eu precisava tentar. Precisava provar pra mim mesmo que ainda tinha alguma p***a de controle. Segurei firme nas barras laterais da cadeira. Apoiei o pé — ou o que sobrou da sensação dele — no chão. Inclinei o tronco. Força no braço.

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