Yasmin se levantou devagar, sem aviso. Olhou pro mar, depois pra mim. O vento bagunçava o cabelo dela, mas ela nem ligava. Tinha um brilho nos olhos que eu ainda não tinha visto — e ele dizia: “se prepara.” Sem dizer uma palavra, ela levou a mão até o cós da calça jeans e começou a desabotoar. Devagar. Preciso. Provocante sem ser vulgar. Natural. Livre. — “O que você tá fazendo?” — perguntei, o olhar já colado nos movimentos dela. — “Te mostrando o que é viver, Montenegro.” A calça deslizou pelas pernas dela e caiu na areia. Ela ficou só de calcinha escura, cavada, com a pele arrepiada pelo vento. Depois tirou a camisa, revelando um top justo, molhado do calor que fazia. Meu cérebro travou. Meu corpo, também. Ela estendeu os braços, respirou fundo e sorriu — aquele sorriso de que

