capítulo 56

1077 Palavras

Ela me guiou devagar de volta até a parte rasa. Cada passo dela era um suporte. Cada gesto, uma âncora. Mas não uma que me prendia — uma que me dava base. A água foi baixando no nosso corpo até a espuma beijar meus quadris, depois meus joelhos imóveis. O sol começava a descer no horizonte, e o céu ficava alaranjado, como se o mundo tivesse decidido nos dar uma cena bonita só pra compensar os dias de inferno. Yasmin se abaixou comigo, de novo. Me ajeitou na areia com cuidado. Como se eu fosse algo precioso. Como se cada pedaço meu ainda valesse a pena. Ela ficou ajoelhada à minha frente, o corpo ainda molhado, o top colado ao peito, os olhos brilhando do mesmo jeito de antes… mas agora havia outra coisa ali. Uma ternura crua. Quase bruta. Feita de tudo o que ela não dizia. — “Tá doen

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