Após o ritual da noite eu já estava deitada e Kat já dormia mas eu só sabia pensar que ele até olhava meu prontuário todos os dias e não me disse o porque, mas na hora que lê pedi um abraço ele o negou. Puxei ele pego casaco rosa que usava, na qual o deixava super lindo, mas ele olhou para trás com as sombrancelhas curvadas e uma cara de m*l e continuou andando em direção a onde saia do bosque. Após algum tempo pensando o médico passar na ronda da meia noite e eu lê peço remédios para dormi e finalmente consigo parar um pouco minha cabeça.
Na manhã seguinte não consegui ler e fiquei sentada no bosque, porque nem com a Kat eu queria falar. Na minha cabeça só lembrava do mundo lá fora que eu não tinha nem casa onde morar quando sai, eu entrei na clínica porque havia morado com uma amiga e brigamos e ela me expulsou e eu não sabia para onde ir e estava ficando louca, minha mãe e eu não temos uma relação muito boa de mãe e filha, meu pai ele só viaja e nunca é presente comigo e meu irmão só vive para estudar na casa da minha mãe. Só tenho a Zoe no qual já disse que estava procurando uma casa para mim mas que óbvio que outra pessoa escolhendo para você não é a mesma coisa que você escolhendo seu próprio canto, também tinha o trabalho que todos sabiam que eu estava sendo internada e será que eles iriam me colocar para rua, tudo se passava na minha cabeça e novamente parecia que tinha que pedir remédio, mas o Maycon falou para eu não tomar e como vou ficar assim ?
Sai correndo do bosque com a decisão que dessa vez eu não irei pedir remédios para parar os pensamentos, tenho que lidar com eles. Fui no fumodromos quando vi que os meninos estavam lá, ficamos conversando e logo a Kat chega também, mesmo que ela não fume. Ficamos até o horário do almoço conversando, fomos a ao almoço e após o faço tédio de 2 horas que eles querem que a gente dorme e eu só queria ver como iria parar minha cabeça nessas duas horas, mas lembrei em uma meditação que ele me ensinou e enfim consegui tirar o cochilo que a dias não tirava.
Logo ao acordar infelizmente íamos ter educação física, eu até gosto de exercícios físicos, mas sou preguiçosa. "Dá para entender ?". Chegando no pátio para fazer, vejo que o Psicólogo também está lá e para ajudar eu fico com mais vergonha e não consigo fazer os exercícios corretamente, mas aí olho para Kat com cara de desespero e fazendo mais errado que eu, acabo mandando um coração com os braços por cima da cabeça para ela e ela me faz outro, por um instante esqueci do psicólogo por causa da Kat e quando olhei para ele, ele estava olhando com uma cara sorridente para mim, como se tivesse sendo uma palhacinha.
Logo após já era a consulta dele e tinha duas pessoas na minha frente e eu, realmente não queria ir a consulta por vergonha, mas não escapei. Ele me chamou e começamos a terapia normalmente.
~ Fico muito feliz que esteja fazendo as atividades físicas e também vi nas anotações que fez alguns quadros também. - falou dando uma risadinha
~ É par meu tratamento que estou aqui e para sair o quanto antes.
~ Não vejo a hora de você sair daqui!
~ Quero falar com você, o porquê me olha, o porquê só me procura, o porquê diz sentir algo por mim que já chegou aos meus ouvidos .
~ Então você já sabe que sinto algo por você, oque mas deseja saber ?
~ Se gosta de mim porque beijou o Wellington ?
~ Não foi algo planejado!
~Assim como o sentimento que sinto por você....
o
O relógio de tempo acabou e eu saí de sua sala, com ambos sem falar nada, para distrair fui para sala na minha qual tinha uma se mulher s***a e que era professora de sinais e no mesmo instante pedi para ela me ensinar alguns sinais e daí em diante todos os dias ela me ensinava um pouco, super querida mas acabei que nunca descobri o nome dela, mas aprendi vários sinais.
Lá fora lembrei que também estava estudando pela internet a língua japonesa, então pedi para imprimirem algumas palavras com tradução para eu ir treinando e passando o tempo.
Após estudar um pouco fui fumar com os meninos e Kat e Kat estava super próxima de Gabriel e não entendi oque estava acontecendo, o clima estava super estranho entre os dois por conta da volta do noivado dele, eles estavam indo conversando na frente.
~ Oque tá rolando ?
~ Gabriel decidiu que não irá mais casar e que oque fazia m*l para ele era sua noiva e que agora ela que fique sozinha e a Kat ficou toda feliz e não desgruda dele, mesmo ele não ter dado esperança que irá ficar com ele novamente.
~ Então logo fode para mim
~ Acho que sim, ele não quer ninguém no momento.
Sentamos para fumar e na primeira puxada o meu coração começou a bater mais rápido,as mãos suando e formigando ao mesmo tempo, sem conseguir respirar e o peito doendo, tudo dói ficando preto e eu fui caindo e escutando a Kat berrar.
~ Ajuda ajuda ajuda!
Vi que Wellington me pegou no colo e logo já estava no colo do Luiz, meu rosto estava formigando e já não consegui de sentir mais nada, parecia que não estava mais respirando d de vez tudo ficou preto e eu desmaiei.
Acordei no ambulatório tomando soro e logo o médico japonês apareceu
~ Olá, você teve um desmaio por vários fatores, estava fumando e baixou a pressão, não está se alimentando direito parece que você se esforça para melhorar também, vejo que nas consultas não está desabafando muito com a seu psicólogo
~ Sinto muito - ainda estava fraca e não conseguia falar muito
~ Depois volto, mas pense na melhora.
Algum tempo depois o Psicólogo veio até minha cama e sentou ao meu lado.
~ É difícil aguentar algumas situações e por mas que queremos ser fortes e por mas que mantemos a postura de forte está tudo caótica lá dentro, parece que nada mais entra e aí nossa cabeça vai nos matando a morte lenta. A morte que vai destruindo seu corpo, pouco a pouco na esperança que um dia ele pare ou pare mais cedo, você sente uma vontade de fumar, a vontade de beber água já não faz mais necessidade, a comida é algo insignificante e a fome parece que vira uma automutilação no início, aquela dorzinha de fome e depois você vê que nem sente mais fome. Mas ainda a tanta coisa lá dentro que a gente não consegue tirar né ?
~ As coisas que sinto é difícil falar. O medo de ser abandonada e ao mesmo tempo não ter ninguém, talvez por isso esse medo! Se eu não tenho ninguém para que viver aqui, é praticamente injusto- Falei olhando para a cama mexendo no travesseiro, sem conseguir olhar para ele nem por um minuto.
~Filha! Saia logo daqui para eu poder cuidar de você!
Olhei para a cama e fiquei sem saber oque responder, eu ainda não estava pronta para sair, mas queria estar com ele, queria ficar com ele, mas o medo de não conseguir ficar lá fora, não queira enfrentar as pessoas lá fora e muito menos, me enfrentar lá fora. Como soltar o monstro dentro de mim, novamente.