Nos dias seguintes eu só queria minha alta para sair da clínica psiquiátrica e encontrar com ele, falar com ele de verdade, poder tocar. Ficava à espera das nossas consultas e fazia de tudo para passar o tempo.
Hoje o clima estava muito frio quando a enfermeira chamou, coloquei um casaco rosa grosso de pelúcia rosa e uma touca na cor marrom claro, para irmos para o café da manhã, chegando lá peguei chineque com Nescau quente e iogurte com granola, terminando eu era encarregada por limpar as mesas do refeitório, limpei as mesas e logo ao sair do refeitório já havia a fila dos homens esperando para entrar, logo mais um dos meninos me deu um pulseira de bolinhas que ele mesmo havia feito ali na clinica. Fui fumar um cigarro que logo já iria ser minha consulta com o psicólogo no qual eu tanto esperava para vê-lo.
Chegou a tão esperada hora, entrei na sala e já quase morri, ele com um moletom cor de rosa e uma calça preta e tênis preto, colocando o jaleco branco e sentando na cadeira.
Eu me sentei na cadeira e fiquei olhando para ele sem falar nada, só admirando os olhos castanhos com os cílios enormes, sombrancelha grossa e super desenhada (certeza que ele faz a sombrancelha com frequência), seus lábios grossos no qual ele sempre mordida quando não sabia oque falar, como se mordendo iria dar um tempo a mais para pensar em algo e ali tão perto estava ele, mas ao mesmo tempo tão longe.
~ Como está sendo essa semana - pergunta ele interrompendo meus pensamentos.
~ Não sei, tudo muito confuso.
~ Deita lá, que iremos fazer uma sessão diferente hoje.
Ele apontou para ao meio sofá meio cama, levantei e me deitei no local e fechei os olhos.
~ Vou te conduzir a uma meditação terapêutica mais profunda, fingi que está no meio do oceano, boiando de costas, olhando para o cê. Ambas imensidão o céu e o oceano, oque você sente?
~ Uma solidão.
~Oque lê falta?
~ Você! - Ele ficou em silêncio - Seu abraço.
~ Você pensa em se salvar da solidão ?
~ Por mim não, se for só por mim sozinha eu não quero mais existir, mas você se tornou meu objetivo.
~ Sou um objetivo e depois que você alcançar?
~ Lutarei para não perder!
Sentei e a sua cadeira estava próxima a minha, uma simples inclinada eu alcançaria sua boca, ele não falava nada e eu sou impulsiva, se ele não falar nada ou fazer algo eu não irei conseguir me segurar. Me inclinei e o beijei, ele continuou no qual fez eu ter toda liberdade para fazer oque quiser, nesse momento nem lembrava que a porta só estava encostada, sentei ao no seu colo e seu volume encostava diretamente nas minhas partes íntimas, senti seu volume se mexer e comecei a beijar seu pescoço e subindo até sua orelha e aí com a maior facilidade ele me ergueu e me colocou contra a parede, me beijou e se afastou.
~ Aqui não podemos fazer isso, é contra todas as regras, você tem que sair logo daqui.
~ Eu estou tentando, acha que quero ficar aqui ?
~ Tente mais, de o seu melhor.
~ Já deu o seu tempo, sai e juízo menina.
Sai e já fazia quarenta e dois dias que eu estava internada e aí comecei a dar o meu melhor, mesmo surta do de crises de ansiedade eu não pedia remédios, ia em todas as atividades que ele pediam e ajudava nas atividades cotidiana. Chegou o dia de falar com o psiquiatra e finalmente ele deu o dia da minha alta, e faltava apenas quatro dias, ficava procurando ele de todos os lados para contar que iria sair, mas não era o dia do seu plantão, fui para o bosque e fiquei lendo lá e logo vi ele vindo em minha direção.
~ Então tem alguém de alta marcada
~ Poxa não consigo nem fazer surpresa. - Ele deu uma risada.
~ Quer ficar lá em casa ?
~ Mas minha mãe adotiva vai vir me buscar para voltar para minha cidade.
~ Venha depois.
~ Manda mensagem para mim com o endereço que ela me deixando em casa irei para a sua casa.
~ Está bem!
Ele foi embora e eu fiquei ali no bosque, a partir do momento que o médico disse o dia da minha alta, parecia que os minutos se arrastavam e minha ansiedade ia ficando lá em cima e as paranóia anda pior, planejava tudo de todas as formas e pensando em todos os erros que poderiam dar, Kat me ajudou muito a me distrair e lá vinha ela me chamar.
~ Vamos fumar um cigarro comigo!
~ Vamos!
Acompanhei ela até o fumodromo e o cigarro me ajudava muito com a ansiedade, mas o Psicólogo não gostava que eu fumava, então quando era seu plantão eu diminuía de fumar uns cinquenta por cento.
~ Como anda com o psicólogo?
~ Ele quer que eu vá para casa dele, depois que sair daqui.
~ E você vai ?
~ Mas é claro que eu vou, não sei como ainda, mas eu vou.
~ Marcaram minha alta para três dias após a sua.
~ Nossa Kat, que bom, quando eu estiver aqui, venho te visitar.
~ Claro! Vou amar te ver e fofocar oque está acontecendo na nossa vida, se a gente não acabar voltando.
~ Eu tô surtando, mas não posso voltar para cá, vou parar de beber e fumar, e nem pensar mais em drogas, mesmo que eu esteja louca por uma.
~ Vamos conseguir, ficamos tempo pra c*****o esse lugar, vamos fechar juntas cinquenta dias de internação e não quero mais voltar para cá também.
~Vamos conseguir Kat!
Ali nosso cigarro já havia acabado e estávamos agora só observando os outros, o crush da Kat tinha saído de alta pela manhã, por isso ela estava tão feliz em ganhar alta também.
Já se passaram três dias, amanhã é a tão esperada alta, sair desse lugar, não consigo nem acreditar. Me levantei agora, arrumo minha cama e vou me aprontar para o café da manhã e já logo de manhã não chegava a hora do café, quando olhei ainda eram sete horas da manhã e o café às oito horas. Resolvi já arrumar algumas coisas para minha alta amanhã, coloquei em dois sacos as roupas que não iria usar, separei a roupa de saída e finalmente Kat se levantou por que já estava em cima do horário do café, fomos para o refeitório e encontramos um amigo novo que entrou na clínica e estava conversando com Kat, tomamos café e fomos ao fumodromo e do fumodromo vi o Maikon (psicólogo), conversando com a enfermeira baixinha, ela ria e encostava nele e o ódio subia em meu rosto, até que não aguentei mais e inventei uma desculpa e fui até lá.
~ Oi Maycon! Meu óculos novamente está com a perna r**m e como você já havia arrumado estava a te procurar para tentar arrumar ele de novo, não quero acabar deixando cair e quebrar um dia antes de ir embora.
~ Claro! É só apertar esse parafuzinho que a perna já aperta
Ele pegou e foi alertando o parafuso com uma chavezinha que tinha no bolso do jaleco, enquanto a enfermeira me olhava com cara de novo e eu a ignorava, olhando para Maycon, ele cortou o cabelo e está ainda mais lindo do que o normal.
~ Prontinho!
~ Muito obrigada!
Me entregou o óculos e eu dei um sorrisinho para ele e ele um sorriso de constrangimento. Voltei para o fumodromo e fiquei conversando com o pessoal até o horário da terapia em grupo. Já estava surtando que não acabava, a hora não passava e ainda era apenas 10hs, contando os segundos para no mínimo chegar ao meio-dia, após um choro no grupo logo já estávamos sem nada para fazer novamente, fui dar uma última volta no bosque, depois fui mexer na horta e finalmente era meia dia, fui lavar minhas mãos e arrumar o cabelo para ir almoçar e após o almoço, mas uma vez fumodromo para ver se o dia passava mais rápido, jogando conversa fora finalmente a professora de educação física chama para ir fazer aqueles exercícios que os mais novos não sente nada e os mais velhos quase morrer para fazer. Finalmente o café da tarde e indo fazendo as coisas o meu desespero passou e já era a janta e quando voltei para meu quarto tomar um banho, Maycon me chama.
~ Amanhã você vai lá para casa!
~ Vou sim!
~ Certeza ?
~ Aham.
~ Vou ficar à sua espera!
Ele sai andando e eu vou toda sorridente para o banho, planejando tudo como será amanhã, arrumo tudo, tomo os remédios e vou dormir.
ACORDO E É O GRANDE DIA .......