"Ainda me sinto vazia! Acreditava que lá era um portal mágico que iria sair curada, mas sai tomando dez remédio por dia e com um vazio no peito e se sentindo uma solidão imensa"
Já estou a caminho de casa, olhando pela janela do carro e todos os sentimentos possíveis invadindo meu peito.
"Faz tempo que não vejo carros, já se faz 50 dias que não vejo o mundo aqui fora e agora que tem tanta gente perto de mim, porque essa solidão toma conta de mim ?"
Tudo se passa pela minha cabeça, mas a única coisa que devo focar é em ir encontrar o Maycon, hoje é sua folga então hoje mesmo chego em minha cidade e já volto para sua cidade sem ninguém saber se não vão começar a surtar comigo e eu surtando já é o suficiente. Meus pensamentos acelerados fizeram a viagem de duas horinhas passarem mais rápido ainda e por fim já estou chegando em minha querida cidade.
Cheguei com meu pequeno quarto uma bagunça, no velho hotel no centro da cidade, com a cozinha comunitária e lavanderia e era ali onde eles me jogavam para não incomodar eles, ali que eles pagavam para se livrar de um problema, ali que me sentia um animal trancado em sua jaula, mas agora não era hora de pensar nisso! Em meio a bagunça fui fazendo minha mala, peguei o celular e Maycon já esperava uma resposta minha e comuniquei que estava me preparando para ir a seu encontro e minha felicidade parece que deu uma acendida em saber que em meio a solidão alguém estava ali a me esperar a se preocupar com alguém tão inferir como eu.
Ao anoitecer, pego um carro para ir a sua cidade e após alguns minutos de ansiedade, finalmente está ele em frente a sua casa à espera de mim. Saiu do carro com minha mala e entro em seus braços, aquela abraço que me envolvia todinha, os grandes braços com o aquele peito largo que fazia aquela abraço o mais seguro e aconchegante para mim.
Finalmente estamos dentro de casa sozinhos pela primeira vez, começo a beijalo, ele me pega no colo e me leva para o quarto, me colocando na cama enquanto beija meu pescoço, eu o puxo para mais perto com as unhas pela cintura, ele começa a tirar minha roupa e eu coloco minha mão em seu volume no qual está super duro. Assim que estou sem roupas começou a tirar sua camisa e sei shorts, ele me puxa e vai beijando minha barriga até lá em baixo e começa a me c****r por alguns minutos e depois levanta minhas pernas e coloca tem grande volume em mim que no início parecia que não iria entrar, mas como estava bem molhadinha foi entrando com mas facilidade, começou a meter enquanto tampava minha boca para não mexer alto, passando o dedo no p*****g e metendo fez eu gozar e logo em seguida ele tira e goza na minha b***a.
Após sair do banho, ele já está fazendo a janta para a gente, me encosto e fico admirando ele cortando os temperos.
Suas costas largas, com seu 1,86 cm de altura. "Oque mais quero é que ele me coma depois".
No dia seguinte fomos a uma praça próxima a sua casa, um parque bem verde com dois lagos mediano que fazia a gente dar voltas caminhando em volta dos dois lagos, muitas árvores e pessoas caminhando com cachorros. Ali com ele a vontade de morrer diminuiu, todas aquelas pessoas felizes, eu me perguntava se conseguia ser assim também.
" Será que eu consigo viver feliz ? "
" Por que esse sentimento sendo que eu tenho tudo que quero e que eu preciso. Porque isso me faz me sentir tão egoísta?"
Caminhamos, fumamos uns cigarros e voltamos para casa e eu estava plena e até um pouco aliviada de tudo de r**m, esqueci a internação recente e os problemas que me esperam na minha cidade, mas ali eu estava fingindo que nada disso existia.
Mas por um segundo a consciência voltou e a vida estava de volta e logo seria hora de eu ir embora e eu não estava entendendo oque a gente estava tendo, que relacionamento era aquele. No momento que chegamos em casa achei uma brecha e fui logo perguntando.
~ Oque a gente tem ?
~ Como assim ? - Perguntou ele confuso e franzindo as sombrancelhas
~ Eu quero ter algo com você, estamos nisso dês da clínica e agora aqui fora ? Amanhã eu vou embora e eu preciso saber oque você é meu.
~ A gente está começando a se conhecer agora, vamos esperar um pouco para saber se a gente quer ficar junto mesmo. Estamos "juntos", se conhecendo!
Não vou mentir que não gostei da resposta mas aceitei porque acho que é a resposta que uma pessoa mais pé no chão daria.
Na manhã seguinte acordei cedo e me arrumei junto com ele, antes que ele saísse para ir trabalhar, peguei o carro de volta para casa, sentada no carona na parte de trás do carro, olhando pela janela as duas horas de viajem foram traumatizantes, os pensamentos de estar perdida, de não saber de nada e nem oque fazer começaram a tomar conta de mim.
" No momento eu não sei de nada, não sei se quero estar viva, não sei se quero gostar de alguém ou se quero namorar, não sei oque devo fazer, não sei se devo
surtar para acabar com essa calmaria ou só descansar enquanto posso"
"Tem muitos sentimentos e pensamentos dentro de mim, tem muita coisa a ser colocada para fora e eu não sei como fazer isso"
As horas se passaram e eu já estava chegando na minha cidade, gotas de chuvas começaram a cair na janela do carro e ao eu chegar no meu destino fui andando apê até em casa para esfriar a cabeça. Com a chuva, meus cabelos começaram a ficar molhados e os pensamentos não paravam e então eu berrei, berrei o mais alto que pude para colocar aqueles sentimentos para fora, o choro se misturou com a chuva e o sentimento de egoísta estava tomando conta do meu coração, "eu tenho tudo e não tenho nada", chorando com um aberto no peito, como se uma mão grande apertasse meu coração, a garganta fechada com espadas enfiadas nela, o estômago parecia que tinha uma tempestade dentro dele e a falta de ar estava me matando.
"Para quem correr ? Para quem pedir socorro? Isso está me matando!
Quero um colo de socorro e não consigo achar alguém que esteja disposto a me escutar chorar e a desabafar, estou pedindo socorro e ninguém está me escutando."
Estou berrando e ninguém está me escutando!"